PAC
garante segurança energética ao Brasil
O ministro de Minas e Energia (MME),
Edison Lobão, foi o entrevistado do programa
Bom Dia Ministro realizado nesta quinta-feira (7). Durante
uma hora, o ministro falou com âncoras de emissoras
de rádio de várias regiões do País
sobre o programa Luz para Todos, além de fazer
um balanço sobre as obras do PAC. O Bom Dia Ministro
é transmitido ao vivo pela NBR TV e produzido
pela Secretaria de Imprensa da Presidência.
Hidrelétrica
de Itaipu - "Vamos receber o presidente
do Paraguai, seus ministros e verificar a extensão
das reivindicações. Trata-se de um país
amigo e nosso parceiro na maior hidroelétrica
do mundo. Temos tido ao longo de todos esses anos um
bom entendimento com aquele país. O Paraguai
tem direito a 50% da energia elétrica. O Brasil
consome cerca de 90% de toda energia produzida, pois
ainda compra a parte Paraguaia. Temos o convencimento
de que será possível chegar a um entendimento,
pois não há pontos fundamentais apresentados
até agora pelo Paraguai que já não
tenham sido contemplados pelo Brasil. Quanto à
questão sobre vender diretamente a energia no
Brasil da parte paraguaia pelo próprio governo
paraguaio, ou seja, pela Ande (Administração
Nacional de Eletricidade do Paraguai), nós vamos
ouvir as reivindicações do governo paraguaio
e examiná-las. Mas, à primeira vista,
ela se choca com o tratado. O Tratado teria que ser
alterado pelos congressos brasileiro e paraguaio para
que se tornasse possível, e isso se o governo
brasileiro concordasse com essa solução.
Em todo caso, estamos prontamente dispostos a ouvir,
não apenas esta, mas todas as outras propostas
que puderem ser feitas pelo governo paraguaio. Hoje,
o Paraguai recebe cerca de 600 milhões de dólares
a mais do que recebia no passado. Já recebeu
aproximadamente 4 bilhões de dólares de
royalties pela energia que lhe pertence. Portanto, a
Usina de Itaipu tem sido um grande bem p ara o Paraguai,
e não um mal."
Usina
de Jirau - "O governador de Rondônia
esteve na última quarta-feira com o presidente
da República e a ministra Dilma. Participei do
encontro e conversamos longamente sobre o caso. O governador
propõe uma troca de duas reservas: uma reserva
do governo federal na margem direita do rio, por uma
do governo federal na margem esquerda do rio. É
que na margem direita há cinco mil famílias
que moram naquela reserva e teriam que ser retiradas
agora. É uma reivindicação do meio
ambiente. O governo federal se propõe a estudar
o assunto."
Usina
do Baixo Iguaçu - "O rio Iguaçu
abriga diversas hidrelétricas que contribuem
fortemente para o desenvolvimento do país. Esta,
no Baixo Iguaçu, será a última
das hidrelétricas a ser construída neste
rio. Ela fica realmente muito próxima da Argentina.
Nós tranqüilizamos o povo argentino no sentido
de que não há nenhum perigo.Os problemas
ambientais foram também todos eles removidos.
N ão há nenhuma dificuldade na construção
desta nova usina hidrelétrica que é necessária
à segurança energética do Brasil."
Rio
Araguaia - "O presidente da república
acha que o Rio Araguaia deve ser preservado como um
santuário ecológico. Ele tem águas
rasas o que dificulta a construção de
grandes hidrelétricas. O governo imagina a hipótese
de manter este rio preservado da construção
de qualquer nova hidrelétrica. Embora ultimamente
as nossas hidrelétricas tenham sido construídas
pelo sistema chamado fio dágua, ou seja, não
se constroem grandes reservatórios, exatamente
para atender as reivindicações do meio
ambiente."
Energia
Nuclear - "Nós temos a quinta ou
sexta maior reserva de urânio do mundo e estamos
construindo a Angra III, que é uma usina termonuclear.
Já temos a I e II. O nosso urânio usado
nestas usinas térmicas, que estão localizadas
no estado do Rio de Janeiro, é enriquecido no
exterior e trazido de volta pra cá. Nós
pretendemos explorar fortemente esse urânio no
Ceará, seja para enriquecer aqui e com ele mobilizar
as nossas térmicas nucleares e seja até
para exportação em dado momento. O fato
é que o Ceará será contemplado
com esse avanço, no que diz respeito à
utilização do urânio existente no
Brasil."
Interconexão
elétrica - "Estamos fazendo uma
integração energética. Vamos construir
cinco hidrelétricas no Peru. Não é
sequer na divisa dos dois países, é em
território peruano. Isso a convite do governo
do Peru. Esta energia será transmitida ao Brasil
que, por sua vez, colocará na interligação
geral do sistema e vamos poder fornecer energia para
outros países, como Argentina e Uruguai. Isso
não é obra que se faça prontamente,
ela deve levar quatro a cinco anos e vamos iniciá-la
ainda no governo Lula."
Programa
Luz para Todos- "Foi instituído
em 2003 pelo presidente da República e teve seu
início em 2004. O Programa possuia uma meta de
atendimento a dez milhões de brasi leiros. Esta
meta será alcançada este mês quando
completaremos o atendimento a dez milhões de
brasileiros que não possuíam energia em
casa. Portanto, o Programa estará sendo definitivamente
cumprido na sua meta inicial. A determinação
do presidente é no sentido de que no final de
seu governo não haja mais nenhuma residência
sem energia elétrica. Luz para Todos é
uma espécie de alforria que se concede àqueles
que não conheciam energia elétrica.Tenho
andado como ministro no interior do País para
inaugurar o Luz para Todos e o que pressinto ali é
a alegria do povo sendo integrado à modernidade.
A presença da energia significa a integração
definitiva de todos os brasileiros nos benefícios
de uma nação considerada a oitava do mundo
e que tinha ainda uma parcela representativa de brasileiros
colocados à margem desse processo de desenvolvimento."
Tarifa
- "O pagamento que é feito hoje
pelo consumidor é mínimo. A energia chega
às residências das pessoas sem a elas cu
star absolutamente nada. Aqueles brasileiros que menos
podem, que estão desempregados, recebem o Bolsa
Família. Assim, eles podem pagar a sua energia
elétrica que é barata. O governo estuda
mecanismos neste momento de melhorar as condições
dessas pessoas que podem menos."
Piauí
- "No Piauí, deferimos a realização
do Programa à Chesf que já está
cuidando de resolver os problemas fazendo licitação
para a instalação de 50 mil pontos de
energia no interior do estado, procurando com isso recuperar
o tempo perdido no passado. O fato é que, em
qualquer lugar do País, ainda que haja problemas
dessa natureza, se houver obstáculos muito grandes,
nós havemos de removê-los e atender ao
povo brasileiro."
Centro-Oeste
- "Em Goiás já realizamos
mais de 30 mil ligações de energia elétrica.
Furnas é uma empresa que opera no CentroOeste
e também no Centro Sul do País. Estamos
em contato com a empresa, que pertence ao sistema Eletrobrás,
portanto ao Ministér io de Minas e Energia. Não
haverá dificuldades que não tenhamos condições
de remover para atender todos aqueles que necessitam
de energia em suas residências. As primeiras ligações
realizadas em 2004 foram feitas exatamente naqueles
povoados mais próximos da capital, de acesso
melhor. Neste momento, estamos ingressando no interior
mais distante de cada estado, em que o acesso é
mais difícil e as despesas muito maiores. Mas
ainda assim, vamos cumprir esta meta. Foram mais de
33 mil ligações feitas no Tocantins ao
longo desse tempo. Isso atende, portanto, a mais de
120 mil pessoas no estado. Vamos continuar com o programa
e dar conta deste recado."
Minas Gerais - "O estado avançou
significativamente. Já realizamos em 2006, em
um ano, 110 mil ligações. Minas Gerais
tem todas as condições com a Cemig de
cumprir com rigor este Programa. Tem havido alguns atrasados
pequenos em alguns setores, mas eles vão sendo
recuperados no ano seguinte. Nossa fi scalização
é intensa, o governo do estado ajuda. Recentemente,
o próprio governador de Minas Gerais convocou
uma reunião de seus auxiliares para tratar deste
assunto, o que demostra interesse e o cumprimento da
responsabilidade para a instalação dessa
energia no interior."
Maranhão
- "Vamos cumprir rigorosamente tudo que
foi prometido pelo presidente da República. Não
desistiremos da fiscalização permanentemente.
Há duas semanas, convoquei ao meu gabinete todos
os presidentes de companhias distribuidoras de energia
do Brasil, inclusive do Maranhão. Reclamei com
aqueles que estão com o Programa ainda um pouco
atrasado e disse que eles tinham um prazo curto até
julho ou agosto para retomar o tempo perdido e cumprir
rigorosamente as metas que foram estabelecidas. Aqueles
estados que não cumprirem a sua parte serão
punidos. Não o estado, mas a companhia distribuidora
de energia."
Norte - "No Acre, fizemos mais
de 25 mil ligações até agor a e
vamos concluir o programa brevemente. Temos localidades
em Rondônia, e Amazonas, de dificil acesso. No
estado do Amazonas há localidades que estamos
chegando com energia sem a utilização
de postes. Como? Pregando o fio nas árvores,
porque o que queremos é que de fato esse programa
seja realizado. Não há estradas, as distâncias
são imensas, é uma região lá
no interior, alagadiça. O poste de concreto pesa
quase uma tonelada, imagine o transporte disso, como
se faz. Já estamos admitindo agora a hipótese
de instalar alguns pequenos geradores em regiões
mais distantes, mais ermas, onde não se consegue
chegar de outra maneira. O fato é que, embora
as dificuldades tenham aumentado muito, vamos cumprir
o programa Luz para Todos."
Pequenas
indústrias - "A energia não
serve apenas para as residências. Serve também
para as pequenas indústrias, para os consórcios
que se formam na produção de alimentos
que são processados, farinha e assim por diante.
Há muitas co operativas espalhadas pelo interior
dos estados que estão usando esta energia que
está chegando ali no local. Essas cooperativas
têm que procurar apenas o gerente do Luz para
Todos na sua região e ele transmitirá
todas as informações para que possa ser
utilizada a energia para o efeito industrial mínimo."
|