Petrobras
apresenta Plano de Negócios
para a Área de Gás e Energia
Estão
previstos US$19,2 bilhões para desenvolver
a cadeia brasileira de gás até 2012
A diretora da Área de Gás e Energia
da Petrobras, Graça Silva Foster, apresentou
hoje (03/10), no Rio de Janeiro, as estratégias
e os investimentos previstos no Plano de Negócios
2008-2012 para atender ao aumento do mercado de
gás natural no País, a geração
de energia elétrica, assegurar a expansão
da Companhia neste setor e garantir o posicionamento
da Petrobras nos negócios de biocombustíveis
e energias renováveis. Do montante de US$
112,4 bilhões previstos no Plano de Negócios,
a Petrobras destinará US$ 18,2 bilhões
para desenvolver a cadeia brasileira do gás
natural, que inclui as áreas de Exploração
e Produção, Abastecimento e Internacional.
Este montante, somado ao US$ 1,0 bilhão proveniente
de parceiros, resulta no investimento total de US$
19,2 bilhões.
A Área de
Gás e Energia investirá, até
2012, US$ 6,4 bilhões, dos quais US$ 4,5
bilhões serão destinados à
ampliação da malha de gasodutos e
à construção de terminais de
regaseificação de Gás Natural
Liqüefeito (GNL). A diferença será
aplicada em desenvolvimento energético (biodiesel,
energia eólica e outras fontes alternativas)
e energia elétrica (construção
e conversão de termelétricas).
Plano Estratégico
Petrobras 2020
No Plano Estratégico
2020 e no Plano de Negócios 2008-2012 aprovados
pelo Conselho de Administração da
Petrobras no último dia 13 de agosto, foram
estabelecidas mudanças significativas na
visão e nas estratégias corporativas.
Na visão, a Petrobras deixa de ser uma empresa
líder na América Latina para buscar
uma posição entre as cinco maiores
empresas integradas de energia do mundo.
Dentro deste foco,
uma alteração importante é
que agora as estratégias passam a ser consideradas
por segmento de negócio:

Será mantida
a estratégia de expandir a atuação
nos mercados de petróleo, derivados, petroquímico,
gás natural, energia, biocombustíveis
e distribuição, com rentabilidade,
responsabilidade social e ambiental e crescimento
integrado.
A Área de Gás e Energia atua nos segmentos
de Gás & Energia, Biocombustíveis
e Distribuição, de acordo com as diretrizes
a seguir, em sintonia com as áreas de Exploração
e Produção, Abastecimento e Internacional:
Segmento de Gás &
Energia:
- Desenvolver e consolidar o negócio
de gás natural no mercado brasileiro, assegurando
flexibilidade e confiabilidade ao suprimento;
- Consolidar o negócio de energia elétrica,
de forma rentável, otimizando o portfólio
de termelétricas;
- Explorar as oportunidades de geração
de energia elétrica a partir de biomassa,
derivados e gás natural;
- Atuar na integração energética
da América do Sul;
- Atuar no negócio de GNL, de forma verticalizada
e integrada, priorizando o atendimento do mercado
do Cone Sul;
- Promover o domínio de tecnologias necessárias
a toda a cadeia de gás natural.
Segmento de Biocombustíveis:
- Ampliar a atuação
no negócio etanol, participando da cadeia
produtiva nacional para o desenvolvimento de mercados
internacionais com foco em logística e
comercialização;
- Desenvolver e liderar a produção
nacional de biodiesel para atender o mercado brasileiro
e atuar em oportunidades em mercados externos;
- Desenvolver tecnologias que assegurem a liderança
mundial na produção de biocombustíveis,
inclusive a partir de matérias-primas de
baixo valor agregado (biomassa residual).
Segmento de Distribuição:
- Ampliar a participação
na distribuição de gás natural
no Brasil, com foco nos maiores mercados.
O GNL tem destaque
especial no novo Plano. A entrada da Companhia no
mercado mundial deste combustível tem como
objetivo aumentar a oferta de gás natural
para atender as necessidades de geração
termelétrica, atrelando a oferta ao perfil
da demanda, além de garantir a confiabilidade
do suprimento deste insumo.
Suprimento
Para 2012, a Petrobras
tem como meta atender, em média, a demanda
de 86 milhões de metros cúbicos por
dia de gás natural para o mercado não
termoelétrico (industrial, veicular residencial
e comercial), e até 48 milhões m³/dia
para o mercado termoelétrico. Em 2006, foram
consumidos no total cerca de 46 milhões m³/dia
do insumo; e, em 2012, a meta é atender a
uma demanda de 134 milhões m³/dia.
Para atender a demanda brasileira de gás
natural, a meta da Companhia para 2012 é
ofertar 72,9 milhões m³/dia de gás
produzidos no território nacional, continuar
importando 30 milhões m³/dia da Bolívia
e complementar a oferta com até 31,1 milhões
m³/dia via GNL.

Gasodutos
e Terminais de GNL
O Plano de Negócios
contempla obras de expansão da malha de gasodutos
e a construção de terminais de regaseificação
de Gás Natural Liquefeito (GNL).
A malha de gasodutos
Sudeste inclui projetos para interligação
dos sistemas de produção do gás
natural nas bacias de Santos, Espírito Santo
e Campos aos mercados, contribuindo para o aumento
da oferta do insumo. Também estão
previstas as obras de expansão do Gasoduto
Rio-Belo Horizonte (Gasbel).
Os projetos de gasodutos
na região Nordeste visam expandir e integrar
a malha existente na região. Os principais
projetos em execução são o
gasoduto Catu-Itaporanga, que interligará
os estados da Bahia e Sergipe, e o gasoduto Pilar-Ipojuca,
que interligará os estados de Alagoas e Pernambuco.
O Gasene fará
a integração das malhas Sudeste e
Nordeste, sendo formado pelos trechos que vão
de Cabiúnas (RJ) até Vitória
(ES), de Vitória a Cacimbas (ES) e de Cacimbas
ao município de Catu (BA).
Com a conclusão do Gasoduto Urucu-Manaus,
o gás natural produzido em Urucu (AM) abastecerá
o mercado da capital do Amazonas, além de
diversos municípios do interior do Estado.
Com estes projetos,
a malha total de transporte de gás natural
passará de 6.481 km (2007) para 9.031 km,
até o final de 2009.
Para a importação
de GNL, foram contratados dois navios regaseificadores
(Golar Winter e Golar Spirit) e a construção
de dois terminais de GNL, um em Pecém (CE)
e outro na Baía de Guanabara (RJ). Esses
projetos vão agregar à oferta atual
uma capacidade de 21 milhões m³/dia.
Um terceiro terminal está em fase de estudo
técnico e econômico e sua localização
ainda será definida.
Biocombustíveis
e Outros Renováveis
Estão previstos
investimentos de US$ 1,3 bilhão em energias
renováveis, voltados principalmente para
a produção de biodiesel, visando atender
às demandas legais de adição
de 2% do insumo ao diesel, a partir de 2008, e de
5%, a partir de 2013. A meta para 2012 é
a produção de 938 mil m³/ano
de biodiesel.
A Petrobras também
continuará aplicando recursos em energia
eólica, biomassa e avaliando oportunidades
em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH)
e energia solar, entre outras. O objetivo é
que, nos próximos cinco anos, estas fontes
alcancem a capacidade instalada de 365 MW.
Investimentos
em Usinas Termelétricas
Com o objetivo de
consolidar sua posição em geração
de energia elétrica, serão investidos
US$ 600 milhões em projetos que representarão
um incremento de 792 MW ao parque gerador da Petrobras.
Os aportes serão para a construção
das Usinas Termelétricas de Euzébio
Rocha (SP) e Jesus Soares Pereira (RN), para o fechamento
de ciclo da Usina Luis Carlos Prestes (MS) e para
a conversão para bicombustível de
outras três termelétricas visando flexibilidade
operacional: UTE TermoCeará (CE), UTE Barbosa
Lima Sobrinho (RJ) e UTE Sepé Tiaraju (RS).

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