03 Outubro 2007
20:15 Horas
Notícias
Arquivo Notícias
Boletíns
Editoriais
Revista Virtual
SOF História
Artigos
Documentos
Links
Fotos
Vídeos
Eventos
Busca Arquivo
  Defesa@Net
A Empresa
Equipe
 


Energia - Energy

Defesanet 03 Outubro 2007
Petrobras 03 Outubro 2007

Petrobras

Petrobras apresenta Plano de Negócios
para a Área de Gás e Energia
Estão previstos US$19,2 bilhões para desenvolver
a cadeia brasileira de gás até 2012


A diretora da Área de Gás e Energia da Petrobras, Graça Silva Foster, apresentou hoje (03/10), no Rio de Janeiro, as estratégias e os investimentos previstos no Plano de Negócios 2008-2012 para atender ao aumento do mercado de gás natural no País, a geração de energia elétrica, assegurar a expansão da Companhia neste setor e garantir o posicionamento da Petrobras nos negócios de biocombustíveis e energias renováveis. Do montante de US$ 112,4 bilhões previstos no Plano de Negócios, a Petrobras destinará US$ 18,2 bilhões para desenvolver a cadeia brasileira do gás natural, que inclui as áreas de Exploração e Produção, Abastecimento e Internacional. Este montante, somado ao US$ 1,0 bilhão proveniente de parceiros, resulta no investimento total de US$ 19,2 bilhões.

A Área de Gás e Energia investirá, até 2012, US$ 6,4 bilhões, dos quais US$ 4,5 bilhões serão destinados à ampliação da malha de gasodutos e à construção de terminais de regaseificação de Gás Natural Liqüefeito (GNL). A diferença será aplicada em desenvolvimento energético (biodiesel, energia eólica e outras fontes alternativas) e energia elétrica (construção e conversão de termelétricas).

Plano Estratégico Petrobras 2020

No Plano Estratégico 2020 e no Plano de Negócios 2008-2012 aprovados pelo Conselho de Administração da Petrobras no último dia 13 de agosto, foram estabelecidas mudanças significativas na visão e nas estratégias corporativas. Na visão, a Petrobras deixa de ser uma empresa líder na América Latina para buscar uma posição entre as cinco maiores empresas integradas de energia do mundo.

Dentro deste foco, uma alteração importante é que agora as estratégias passam a ser consideradas por segmento de negócio:

Será mantida a estratégia de expandir a atuação nos mercados de petróleo, derivados, petroquímico, gás natural, energia, biocombustíveis e distribuição, com rentabilidade, responsabilidade social e ambiental e crescimento integrado.

A Área de Gás e Energia atua nos segmentos de Gás & Energia, Biocombustíveis e Distribuição, de acordo com as diretrizes a seguir, em sintonia com as áreas de Exploração e Produção, Abastecimento e Internacional:

Segmento de Gás & Energia:

- Desenvolver e consolidar o negócio de gás natural no mercado brasileiro, assegurando flexibilidade e confiabilidade ao suprimento;
- Consolidar o negócio de energia elétrica, de forma rentável, otimizando o portfólio de termelétricas;
- Explorar as oportunidades de geração de energia elétrica a partir de biomassa, derivados e gás natural;
- Atuar na integração energética da América do Sul;
- Atuar no negócio de GNL, de forma verticalizada e integrada, priorizando o atendimento do mercado do Cone Sul;
- Promover o domínio de tecnologias necessárias a toda a cadeia de gás natural.

Segmento de Biocombustíveis:

- Ampliar a atuação no negócio etanol, participando da cadeia produtiva nacional para o desenvolvimento de mercados internacionais com foco em logística e comercialização;
- Desenvolver e liderar a produção nacional de biodiesel para atender o mercado brasileiro e atuar em oportunidades em mercados externos;
- Desenvolver tecnologias que assegurem a liderança mundial na produção de biocombustíveis, inclusive a partir de matérias-primas de baixo valor agregado (biomassa residual).

Segmento de Distribuição:

- Ampliar a participação na distribuição de gás natural no Brasil, com foco nos maiores mercados.

O GNL tem destaque especial no novo Plano. A entrada da Companhia no mercado mundial deste combustível tem como objetivo aumentar a oferta de gás natural para atender as necessidades de geração termelétrica, atrelando a oferta ao perfil da demanda, além de garantir a confiabilidade do suprimento deste insumo.

Suprimento

Para 2012, a Petrobras tem como meta atender, em média, a demanda de 86 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural para o mercado não termoelétrico (industrial, veicular residencial e comercial), e até 48 milhões m³/dia para o mercado termoelétrico. Em 2006, foram consumidos no total cerca de 46 milhões m³/dia do insumo; e, em 2012, a meta é atender a uma demanda de 134 milhões m³/dia.

Para atender a demanda brasileira de gás natural, a meta da Companhia para 2012 é ofertar 72,9 milhões m³/dia de gás produzidos no território nacional, continuar importando 30 milhões m³/dia da Bolívia e complementar a oferta com até 31,1 milhões m³/dia via GNL.

Gasodutos e Terminais de GNL

O Plano de Negócios contempla obras de expansão da malha de gasodutos e a construção de terminais de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL).

A malha de gasodutos Sudeste inclui projetos para interligação dos sistemas de produção do gás natural nas bacias de Santos, Espírito Santo e Campos aos mercados, contribuindo para o aumento da oferta do insumo. Também estão previstas as obras de expansão do Gasoduto Rio-Belo Horizonte (Gasbel).

Os projetos de gasodutos na região Nordeste visam expandir e integrar a malha existente na região. Os principais projetos em execução são o gasoduto Catu-Itaporanga, que interligará os estados da Bahia e Sergipe, e o gasoduto Pilar-Ipojuca, que interligará os estados de Alagoas e Pernambuco.

O Gasene fará a integração das malhas Sudeste e Nordeste, sendo formado pelos trechos que vão de Cabiúnas (RJ) até Vitória (ES), de Vitória a Cacimbas (ES) e de Cacimbas ao município de Catu (BA).

Com a conclusão do Gasoduto Urucu-Manaus, o gás natural produzido em Urucu (AM) abastecerá o mercado da capital do Amazonas, além de diversos municípios do interior do Estado.

Com estes projetos, a malha total de transporte de gás natural passará de 6.481 km (2007) para 9.031 km, até o final de 2009.

Para a importação de GNL, foram contratados dois navios regaseificadores (Golar Winter e Golar Spirit) e a construção de dois terminais de GNL, um em Pecém (CE) e outro na Baía de Guanabara (RJ). Esses projetos vão agregar à oferta atual uma capacidade de 21 milhões m³/dia. Um terceiro terminal está em fase de estudo técnico e econômico e sua localização ainda será definida.

Biocombustíveis e Outros Renováveis

Estão previstos investimentos de US$ 1,3 bilhão em energias renováveis, voltados principalmente para a produção de biodiesel, visando atender às demandas legais de adição de 2% do insumo ao diesel, a partir de 2008, e de 5%, a partir de 2013. A meta para 2012 é a produção de 938 mil m³/ano de biodiesel.

A Petrobras também continuará aplicando recursos em energia eólica, biomassa e avaliando oportunidades em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e energia solar, entre outras. O objetivo é que, nos próximos cinco anos, estas fontes alcancem a capacidade instalada de 365 MW.

Investimentos em Usinas Termelétricas

Com o objetivo de consolidar sua posição em geração de energia elétrica, serão investidos US$ 600 milhões em projetos que representarão um incremento de 792 MW ao parque gerador da Petrobras. Os aportes serão para a construção das Usinas Termelétricas de Euzébio Rocha (SP) e Jesus Soares Pereira (RN), para o fechamento de ciclo da Usina Luis Carlos Prestes (MS) e para a conversão para bicombustível de outras três termelétricas visando flexibilidade operacional: UTE TermoCeará (CE), UTE Barbosa Lima Sobrinho (RJ) e UTE Sepé Tiaraju (RS).


Defesa @ Net

Carta de Ildo Sauer ex-Diretor da àrea de Gás e Energia da Petrobras - 23 Setembro 2007
http://www.defesanet.com.br/energia1/sauer.htm

Reportaje exclusivo al ministro de hidrocarburos de Bolivia, Andres Soliz Rada
http://www.defesanet.com.br/energia/br-bl/17mai06_el_mundo.htm

Petrobras se arma para embate jurídico na Bolívia - relatório reservado - 19 Abril 2006
http://www.defesanet.com.br/energia/gas_19abr06_rr.htm

Petrobras quer inibir uso de gás
http://www.defesanet.com.br/energia/petrobras_gas.htm

"Quem controla o gás que a Petrobras tira da Bolívia?"
http://www.defesanet.com.br/energia/bolivia_mamani.htm

É a política Petrobras - IstoÉ Dinheiro
http://www.defesanet.com.br/energia/bolivia_petrobras.htm

Além do Fato: Integração energética sul-americana
http://www.defesanet.com.br/energia/mercoenergia.htm

   
   
 

 

 

 

  Matérias Relacionadas
xx

NACIONALIZACIÓN DE HIDROCARBUROS

DECRETO SUPREMO Nº 28701

Texto completo del Decreto Supremo Nº 28701
de Nacionalización de los Hidrocarburos
Link

Nota dos Pesidentes em Puerto Iguazú
04 Maio 06
Link


Textos das Declarações ALBA e TCP - Havana 29 Abril 2006
08 Mai 06
Link

 
 

Estudo sobre fontes de Petróleo 2 MB pdf

   
  Gen Lessa:
O Custo da Imprevidência

Tribuna 05 Maio 06
   
  Lula apóia Morales
e vê erro
estratégico em dependência

FSP 04 Maio 06
   
  Chávez afirma estar "às ordens" da Bolívia
FSP 04 Maio 06
   
  Gen. Lessa: Lula subestimou o assunto
OESP 04 Maio 06
   
  Petrobras diz que não aceita aumento do gás
FSP 04 Maio 06
   
  The diminishing of Brazil
The Economist 11 Mai 06
   
  PDVSA inicia ofensiva em La Paz
OESP 05 Maio 06
   
  Decreto de Evo só atinge Petrobrás
OESP 05 Maio 06
   
  Em tom desafiador,
Morales diz que
exploração da Bolívia
acabou

Reuters 11 Mai 06
   
 

A Diminuição do Brasil
FSP 11 Mai 06

© 2006 Defesa@Net™- Direitos Reservados