Defesa @ Net

Um assunto técnico que pouca atração da imprensa e do grande público, mas com enorme impacto estratégico.
Por agenda internacional: ecológica, teológica, política e por simples cequeira abandona-se uma fonte energética mais independente.

 

 

Estudo sobre fontes de Petróleo 2 MB pdf

Nota Oficial

INVESTIMENTOS DA PETROBRAS
NO MERCADO DE GÁS NATURAL
Petrobras 24 Agosto 2005
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Petrobras prevê auto-suficiência sustentável
Folha de São Paulo 09 Jan 06
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Sino-U.S. Energy Competition in Africa
PINR 07 Out 05
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Energizing new wars
Asia Times 18 Maio 2005
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Pressão sobre o preço do gás
Entrevista: José Sergio Gabrielli
Presidente da Petrobras

JB 06 Jan 06
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Ver Também : Plataforma Deconhecida
Auto-suficiência "ouro de tolos
"

Além do Fato: Petróleo gera aliança
entre verdes e conservadores

JB 03 Julho 2005
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Energia - Energy

Defesanet 20 Janeiro 2006
O Estado São Paulo 20 Janeiro 2006


País opta por energia com mais CO2 e efeito estufa

Quase 70% dos MW leiloados no País serão gerados por
termoelétricas, que queimam combustíveis fósseis

Cristina Amorim

O leilão de energia nova, realizado em 16 de dezembro, acabou por privilegiar a geração de energia suja em detrimento de uma mais limpa. Quase 70% dos 3.286 megawatts (MW) leiloados serão gerados por termoelétricas, que queimam combustíveis fósseis e lançam mais carbono na atmosfera do que as hidrelétricas.

Se todas funcionarem ao mesmo tempo, elas lançarão mais 11,35 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera. O valor representa um aumento de 2,8% de toda a emissão do gás no País, que hoje é de cerca de 400 milhões de toneladas de CO2. Levando em conta apenas a quantidade emitida pelo setor energético, o crescimento é de 11%.

"Supersimplificadamente, estamos criando um Protocolo de Kyoto ao contrário para o Brasil", diz Roberto Schaeffer, professor da Coordenação de Pós-graduação de Engenharia da UFRJ (Coppe). Isso porque os países ricos que participam do acordo precisam reduzir em média 5,2% de suas emissões de gases que provocam o efeito estufa, basicamente mudando a base energética suja que utilizam. "Como o Brasil sempre teve uma base limpa, então qualquer mudança tem grandes conseqüências", afirma.

Segundo o secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, o resultado do leilão "nos coloca numa posição difícil", uma vez que a política ambiental propagandeada pelo Brasil no exterior é que privilegia hidrelétricas e biomassa.

Ficará mais difícil para o País se manter distante dos debates internacionais sobre tecnologias ambientalmente sustentáveis no setor. "O Brasil caiu numa armadilha, porque a tendência é que as termoelétricas continuem a ganhar espaço para suprir a necessidade energética do País. Ambientalmente falando, foi muito negativo", diz Pinguelli.

O secretário de Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, especialista em energia e um dos primeiros articuladores brasileiros na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, diz que o resultado do leilão foi um "desserviço": "O País não pode abandonar as hidrelétricas. É andar na contramão. O Brasil apresentado no exterior tem foco na biomassa, introduziu o etanol, e usa hidrelétrica. Vamos acabar perdendo esse perfil."

As termoelétricas que ganharam o contrato queimam gás natural, carvão ou óleo diesel para gerar energia. Somente 97 MW, ou menos de 3% da energia leiloada, virá da biomassa, de uso sustentável. Elas são ativadas quando há estiagem e o reservatório de água é baixo.

Mesmo o gás natural, fonte menos poluente do que o carvão mineral, emite dióxido de carbono. "Globalmente, essa poluição não será sentida imediatamente. Mas esse é um gás que permanece na atmosfera por mais de cem anos", explica Schaeffer.

As hidrelétricas perderam espaço no leilão pela demora na obtenção do licenciamento ambiental, emitido por órgãos estaduais e o Ibama.

Em oposição, obter o licenciamento de uma termoelétrica é mais rápido, pois ela atinge uma área menor e existem menos passivos sociais a serem analisados. "Alguns dos projetos que participaram do leilão obtiveram a licença em dois, três meses", conta o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. "Existe um preconceito quanto a hidrelétricas, como grandes degradadoras do ambiente. Mas uma usina movida a diesel é altamente poluidora."

Segundo o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Victor Zveibil, "não existe restrição a hidrelétricas, nem favorecimento a termoelétricas". Para Goldemberg, o problema é a lentidão dos empreendedores em cumprir as exigências. "A EPE não sabe o que é licenciamento ambiental. O processo é complicado."

Defesa @ Net

Petrobras quer inibir uso de gás
http://www.defesanet.com.br/energia/petrobras_gas.htm

"Quem controla o gás que a Petrobras tira da Bolívia?"
http://www.defesanet.com.br/energia/bolivia_mamani.htm

É a política Petrobras - IstoÉ Dinheiro
http://www.defesanet.com.br/energia/bolivia_petrobras.htm

Além do Fato: Integração energética sul-americana
http://www.defesanet.com.br/energia/mercoenergia.htm

Chile Considers Australia as LGP supplier
http://www.defesanet.com.br/energia/mercoenergia_1.htm

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