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COMUNICADO
da EMBRAER
24 Jan 06
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Temporal destrói
dois hangares da Embraer
OESP 24 Jan 06
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EMBRAER
Defesanet 25 Janeiro 2006
Vale Paraibano 25 Janeiro 2006

Chuva destrói casas e destelha a Embraer

Vento atinge 100 km/h, derruba árvores e interrompe fornecimento
de água e luz em S. José; pelo menos 20 ficam feridos



Uma chuva de uma hora e meia e ventos de 100 km/h ontem em São José foram suficientes para derrubar casas e árvores, interromper o fornecimento de água e luz e ainda destruir, parcialmente, pelo menos oito hangares da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) e um do CTA (Centro Técnico Aeroespacial).

O temporal, que veio acompanhado de muitos relâmpagos, teve início às 16h25. Em uma hora e meia, foram 9 milímetros de chuva. O vento de mais 100 km/h chegou perto de ser considerado um tornado ou um tufão (leia texto nesta página).

Ao final do dia, a Defesa Civil de São José contabilizava um total de 43 ocorrências registradas em razão da chuva, a maioria referente a quedas de árvores. Pelo menos seis veículos e 10 casas foram atingidos.

Apesar dos estragos, não houve registro de vítimas graves ou fatais em toda a cidade.

Mesmo com o final da chuva, os moradores não puderam dormir tranquilos. Ontem à noite, 100 mil pessoas estavam sem água nas regiões sul e leste e outras 20 mil, sem energia na zona sul.

Outras cidades da região, como Jacareí e Ubatuba, também registraram estragos (leia texto nesta página).

PREJUÍZO - Em São José, o parque industrial da Embraer foi o mais atingido. Pelo menos oito hangares e uma portaria foram parcialmente destruídos, segundo relato de funcionários e de diretores do Sindicato dos Metalúrgicos.

O maior prejuízo teria ocorrido no hangar F-30, que teve metade da estrutura destruída, com queda da cobertura e comprometimento das paredes. Somente neste galpão, trabalhavam cerca de 200 pessoas no momento do incidente.

Situação semelhante teria ocorrido nos hangares F-30/1 e F-51, com queda de parte do telhado e agravos na estrutura.

Já no hangar F-45, a cobertura foi totalmente retirada pela força do vento. Pedaços e telhas de zinco inteiras foram lançadas à distância de até dois quilômetros.

Várias telhas, além de árvores, caíram em cima de pelo menos 10 carros de funcionários que estavam estacionados em frente ao hangar.

Apesar de a empresa não confirmar, pelo menos 20 funcionários deram entrada no Policlin ontem para atendimento médico (leia texto nesta página).

Uma aeronave na linha de montagem também teria sido atingida pelo vento. O avião teria tombado do suporte e tido parte da fuselagem danificada.

CICLONE - Alguns funcionários da Embraer e moradores vizinhos à empresa contaram terem visto uma espécie de "ciclone" passando pelo local no momento da chuva. Segundo os relatos, o fenômeno teria a forma de um cone, com nuvens negras na base.

NOTA - Nenhum diretor da Embraer comentou ontem sobre o incidente. Por meio de nota, a empresa informou apenas que "algumas instalações foram danificadas e alguns funcionários foram atingidos", sem confirmar o total de feridos ou de prédios afetados.

"Foram registrados dois casos de fratura, sendo que um demandou maiores cuidados. Todos os casos receberam pronto-atendimento", diz trecho da nota.

A empresa informou ainda que "de maneira geral suas operações não foram afetadas e providências estão sendo tomadas para recuperação das instalações danificadas".



Funcionários da Embraer caminham entre as telhas dos
hangares levantadas pelo vendaval.


Familiares se aglomeram em hospital

Pouco mais de uma hora depois do acidente na Embraer, amigos e familiares dos funcionários começaram a se aglomerar em frente ao Pronto-Socorro do Policlin, para onde foram levados os feridos.

Segundo familiares, pelo menos 20 feridos, dos quais três em estado grave, teriam sido encaminhados à emergência.

"Já estou mais tranquilo porque consegui informações sobre o estado de saúde do meu filho. Graças a Deus ele teve ferimentos leves e está bem", disse Gilberto Marques Maia, 51 anos, pai de um dos funcionários encaminhados ao PS.

Um dos parentes, que também trabalha na Embraer, estava preocupado com o sobrinho, um dos primeiros feridos a chegar ao Policlin. Às 21h, o setor de atendimento do PS informou que o rapaz tinha sido submetido a uma tomografia e que estava com fratura na bacia e na parte frontal do crânio.

Outro funcionário, que não quis se identificar, estava com a perna fraturada, aguardando a chegada de familiares em uma cadeira de rodas. Ele disse que chegou a desmaiar e só acordou no hospital.

O Policlin informou que todos os dados referentes aos feridos seriam divulgados pela empresa.

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