COBERTURA ESPECIAL - Embraer - Aviação

18 de Novembro, 2015 - 09:30 ( Brasília )

Embraer aumenta alcance do jato executivo Legacy 450


A Embraer Aviação Executiva informou que vai aumentar o alcance do novo jato executivo Legacy 450 para 5.371 km. Isso representa 602 km a mais sobre a autonomia de voo da aeronave recentemente certificada.

O primeiro Legacy 450 com a capacidade adicional deverá ser entregue no terceiro trimestre de 2016.

De acordo com comunicado da empresa, "com o alcance estendido, a aeronave poderá voar sem escalas de São Francisco ao Havaí, Nova York a Los Angeles, Riade a Cannes ou de Xangai para Jakarta". O primeiro Legacy 450 com a capacidade adicional deverá ser entregue no terceiro trimestre de 2016.

Segundo a Embraer, para atingir o novo alcance, serão necessárias poucas modificações na asa para permitir acomodação de mais combustível. As alterações incluem ainda atualizações na Unidade de Controle de Combustível (FCU, na sigla em inglês) e manual de voo. No momento, o preço de lista da aeronave se mantém em US$ 16,57 milhões, com base nas condições econômicas de 2015, diz a Embraer.

Demanda maior por jatos executivos nos EUA e redução em emergentes¹

A  Embraer estimou nesta segunda-feira (16) uma demanda global por 9.100 novas aeronaves executivas nos próximos 10 anos, com potencial de negócios de US$ 259 bilhões.

A companhia afirmou que a previsão reflete uma "alta potencial de demanda nos Estados Unidos e uma redução da atividade em países emergentes".

Segundo a Embraer, a projeção de demanda implica em uma taxa composta de crescimento anual de 3% nos próximos 10 anos.

"O estudo aponta que a demanda deve exceder as entregas e valor de mercado da última década, quando cerca de 8.190 jatos executivos foram entregues, totalizando US$ 198 bilhões", afirmou a fabricante de aviões em comunicado à imprensa.

A Embraer estima que as aeronaves executivas leves e de médio porte terão cerca de dois terços das entregas totais previstas, se beneficiando de demanda não só nos Estados Unidos, como também na Europa.

¹com ag. Reuters