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NEIVA ENTREGA O MILÉSIMO AVIÃO
AGRÍCOLA
IPANEMA
Milésima
unidade é movida a Álcool de Aviação
(AvAlc, na sigla em inglês)
Botucatu, 15 de março de 2005 - A Indústria
Aeronáutica Neiva, uma subsidiária integral
da Embraer, hoje entregou o milésimo avião
Ipanema durante uma cerimônia realizada em
Botucatu, São Paulo, onde é sediada.
Esta
aeronave histórica também é a primeira
movida a álcool entregue a um cliente pela Neiva.
O Ipanema a álcool desenvolvido pela empresa recebeu
a certificação de tipo para voar com este
combustível, que é extraído da cana-de-açúcar,
em outubro de 2004 do Centro Técnico Aeroespacial
(CTA). A Neiva registrou o nome Aviation Alcohol (AvAlc)
para o uso no Brasil.
O
Ipanema é o avião mais vendido da Neiva, com
mais de 30 anos de produção ininterrupta e
1.000 aeronaves entregues, a maioria delas movidas a gasolina
de aviação. O novo Ipanema da Neiva é
a primeira aeronave de série no mundo que sai de
fábrica homologada para voar com o motor álcool.
Em
2004, a Neiva produziu e vendeu 83 Ipanemas, superando a
previsão de 70 aviões. A empresa entregou
46 unidades no ano anterior. A Neiva tem atualmente uma
fatia de mercado de cerca de 80%, o que a torna uma força
dominante no mercado doméstico de pulverizadores
agrícolas.
A
decisão de desenvolver um avião agrícola
movido a álcool baseou-se no fato de o Brasil ser
um grande produtor deste tipo de combustível. Os
automóveis daqui usam o álcool há mais
de 20 anos.
O
álcool é de três a quatro vezes mais
barato que a gasolina de aviação e também
uma fonte mais limpa de energia, capaz de melhorar o desempenho
geral do avião. O novo motor do Ipanema também
traz outras vantagens, tais como custos mais baixos de manutenção
e redução de 20% nos custos operacionais,
com reflexos positivos para a competitividade do agronegócio,
um dos principais itens da pauta de exportações
do nosso País.
A
conversão de motores a gasolina para funcionar com
álcool não apenas é possível
como desejável do ponto de vista dos custos. A Neiva
recebeu 100 pedidos de conversão de motor a gasolina
em motor a álcool. Os kits de conversão oferecidos
aos clientes começaram a ser entregues no primeiro
trimestre de 2005, como planejado.
O
IPANEMA
O
pulverizador agrícola Ipanema foi desenvolvido no
final dos anos 1960 com financiamento do Ministério
da Agricultura do Brasil. O Ipanema é um monomotor
de asa baixa usado para pulverizar a lavoura com fertilizantes
e pesticidas e também serve para espalhar sementes.
O
Ipanema fez seu primeiro vôo em julho de 1970 e foi
homologado no ano seguinte. O primeiro modelo da família
de pulverizadores agrícolas foi chamado de EMB 200
e saiu de fábrica com um motor de 260 HP e hélice
de passo fixo. A produção em série
teve início em 1972 pela recém-estabelecida
Embraer.
O
Ipanema foi melhorado nos anos seguintes de modo a atender
os requisitos do mercado.
Nos
anos 1970 e 1980, ele foi equipado com uma hélice
de passo variável, um motor mais potente de 300 HP
e novas asas.
Em
março de 1980, a fabricação do Ipanema
foi transferida para a Indústria Aeronáutica
Neiva, então recém-adquirida pela Embraer.
Em março de 1992, um novo modelo, designado EMB 202
Ipanemão, foi lançado.
O
novo EMB 202 Ipanemão tem um hopper (reservatório)
40% maior que o de seus antecessores, e capacidade de transportar
950 litros ou 750 quilogramas de produtos químicos.
Melhorias aerodinâmicas fizeram do EMB 202 um avião
mais rápido e produtivo.
O
EMB 202 também foi o primeiro avião agrícola
no mundo a oferecer um revolucionário equipamento
de pulverização eletrostático como
opcional de fábrica. O sistema é o mais moderno
em tecnologia de aplicação agrícola
e permite uma cobertura mais completa da lavoura. Ele também
reduz a taxa de uso dos produtos químicos, proporcionando
mais produtividade e economia para os fazendeiros.
Em
2002, a Neiva lançou o Ipanema movido a álcool,
que é baseado na plataforma do EMB 202. Com álcool,
o mesmo combustível usado em alguns carros brasileiros,
o Ipanema oferece menores custos de manutenção
e mais potência.
A
maior parte dos donos de aviões Ipanema localiza-se
nos estados brasileiros do Maranhão, Bahia, São
Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná,
Goiás, Roraima, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
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