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Defesa
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Foto
Embraer
Trem de Pouso Principal
de um EMB170 /190
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EMBRAER
Defesanet
06 Março 2006
Embraer 06 Março 2006
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Embraer
perto de fechar acordo com
fornecedora local de aço
Cesar Bianconi
SÃO
PAULO (Reuters) - A Embraer espera fechar este mês
um acordo com a Villares Metals para o fornecimento de
aço inoxidável. Trata-se da primeira siderúrgica
no Brasil qualificada para vender à quarta maior
fabricante mundial de aviões comerciais.
De
acordo com o responsável pela área de Suprimentos
da Embraer, Almir Borges, a Villares Metals possui preços
competitivos no mercado. A siderúrgica --localizada
na cidade de Sumaré, interior de São Paulo--
pertencia à Aços Villares até 2004,
quando foi vendida para a austríaca Bohler-Uddeholm
AG .
"As
negociações estão sendo finalizadas
e a expectativa é fechar o acordo em março,
iniciando a colocação de ordens assim que
possível", comentou Borges, sem fornecer outros
detalhes.
Nos
últimos anos, a fabricante de aviões vem
trabalhando para ampliar o conteúdo nacional em
seus produtos e atrair parceiros internacionais para o
país.
A
Embraer tem tido sucesso na empreitada, ainda que no caso
de alguns componentes ou peças seja impossível
se imaginar em nacionalização, dado o pequeno
número de fornecedores no âmbito global e
da escala que seria necessária para justificar
a presença de um deles no Brasil.
Os
aços inoxidáveis do tipo 15-5PH da Villares
Metals foram homologados pela Embraer no final de janeiro.
Os aços com a designação "PH"
são usados na fabricação de componentes
da estrutura dos aviões e têm elevadas propriedades
mecânicas e boa resistência à corrosão.
A
Villares Metals informou que estão em processos
de certificação junto à Embraer os
aços do tipo 13-8MoPH, 17-4PH e 300M, o último
utilizado para o trem de pouso de aeronaves.
Entre
as produtoras internacionais na produção
de aços do tipo "PH" estão Carpenter,
Aubert & Duval, Latrobe e Allegheny.
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Defesa
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A
ELETROMETAL S/A Metais Especiais - (ELETROMETAL), foi constituída
em 1964, com o objetivo da fabricação, o comércio,
a importação e a exportação
de aços de alta liga e forjados para construção
mecânica, metais ferrosos e não ferrosos. A
Eletrometal pertencia à família Diniz, capitaneada
pelo Dr José Diniz de Souza. Seu filho Marcos e sua
filha, também trabalhavam na empresa, todos PHD em
metalurgia.
A
empresa localizada em Sumaré (SP), especializou-se
na produção de aços especiais com o
uso da tecnologia de fornos de refino VAR e Eletroslag,
usados para fabricar entre outras coisas, tubos de canhão
e peças de mísseis e aviões.
Todos
os tubos do canhão Engesa 90mm (EE-9 Cascavel) foram
fabricados lá e os do 30mm Mk164, do AMX, também.
Testes pilotos das barras forjadas para o canhão
105 mm L7, para Argentina (carro TAM), peças para
a Boeing (trem de pouso) , blindagens especiais (blank),
forneceram as barras de torção do carro de
combate Bernardini Tamoyo em aço ultra-refinado,
etc..
Forneceu
aços dos componentes do canhão Mk164 aço
aeronáutico família 93xx. Todos os projetos
especiais e estratégicos realizados nos anos 70/80
no Brasil tiveram a presença de ligas especiais ferrosas
e não-ferrosas e forjados produzidos na ELETROMETAL.
A
Eletrometal também produziu componentes para perfuração
de poços de petróleo.
Por
fim, absorveu tecnologia do CTA para produção
de titânio, a partir da matéria prime Anatásio,
da qual o Brasil tem as maiores reservas do mundo (Araxá
- MG).
A
Crise na segunda parte dos anos 80 e início dos 90
com as restrições de gastos em tecnologia
no Brasil levaram a empresa a uma estagnação.
Em
1994 a Eletrometal foi vendida para a Villares. Após
ser compartilhada com a ACESITA, e o grupo espanhol SIDENOR,
em 2004 a empresa foi adquirida pela austríaco-sueca
Bohler-Uddeholm AG.
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