Lockheed
quer Largar Parceria com Embraer
para Avião Espião
NOVA YORK (Reuters) - A fabricante norte-americana de
equipamentos de defesa Lockheed Martin pode abandonar
a Embraer em um programa para o desenvolvimento de um
avião espião para o exército dos
Estados Unidos, informou o Wall Street Journal nesta segunda-feira.
A
Embraer tem sido uma parceira importante do grupo liderado
pela Lockheed que ganhou um contrato inicial de desenvolvimento
do avião de vigilância do Exército
dos EUA no ano passado. O contrato tem valor de 879 milhões
de dólares.
A
aeronave oferecida pela Embraer, uma versão modificada
de seu jato para 50 passageiros, mostrou-se pequena demais
para os sensores eletrônicos e tripulação
que os militares norte-americanos querem embarcar em suas
missões de espionagem. A Lockheed recentemente
recomendou a troca por um modelo maior da Embraer sem
reabrir o contrato, afirmou o jornal.
Agora,
a gigante norte-americana decidiu se afastar da empresa
brasileira, quarta maior fabricante de aviões do
mundo, frente ao ceticismo do Exército dos EUA,
publicou o jornal, citando executivos envolvidos nas negociações.
O
maior modelo de aeronave da Embraer ainda não foi
testado para uso militar. Nos últimos dias, a Lockheed
intensificou sua busca por aeronaves alternativas enquanto
luta para manter o contrato, informou o Wall Street Journal.
Segundo
o jornal, executivos da Lockheed já não
falam mais da Embraer como sua preferência e pessoas
próximas ao programa concluíram que a opção
pela escolha da fabricante brasileira não é
mais viável.
Entretanto,
uma porta-voz da Lockheed disse ao jornal que o modelo
maior da Embraer "continua sendo uma das alternativas
consideradas".
A
Embraer, que espera entrar no mercado de Defesa dos EUA
e já selecionou a cidade de Jacksonville, na Flórida,
como local para montagem do avião, não comentou
o assunto imediatamente.
O
jornal publicou que a Lockheed contatou a Raytheon, fornecedora
de um avião de vigilância similar para o
Ministério de Defesa Britânico. A Raytheon
tem mantido contato com a Lockheed para entrar no programa
de criação do avião espião
para escapar do fim de um contrato atual, afirmaram ao
jornal pessoas próximas dessas negociações.