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08 de Junho, 2018 - 11:00 ( Brasília )

História da Artilharia se mantém viva na AMAN

Revitalizado Canhão Krupp de 1942, do Exército Alemão

O Curso de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em 1951, recebeu um Canhão Krupp 150 Modelo 1942, de origem alemã, aprisionado durante a Segunda Guerra Mundial e trazido pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) dos campos da Itália.

A peça de Artilharia em questão integrava a tropa alemã no “Afrika Korps”, comandado pelo então General Erwin Von Rommel, inicialmente no Norte da África.

 

Transportada pelo Exército Alemão para a Itália, viria a ser capturada pela FEB durante o cerco e aprisionamento da 149ª Divisão Panzer, Unidade blindada da artilharia alemã. Em 1949, o então Tenente Fernando Luiz Vieira Ferreira, instrutor do Curso de Artilharia da AMAN, foi o responsável pela missão de transportar o obuseiro do antigo Depósito Central de Material Bélico, no Rio de Janeiro, para a Academia.

Neste ano de 2018, para as comemorações da Semana da Artilharia e para manter viva a história da Arma, o Curso de Artilharia da AMAN revitalizou a pintura do Canhão Krupp, que, desde de 1951, ornamenta o Parque do Curso de Artilharia, em posição de destaque.

 

O reestabelecimento da pintura original foi possível após contado estabelecido entre o Curso de Artilharia e militares do Exército Alemão, que enviaram documentos informando as cores originais da peça (RAL 8020 Sandbraun e RAL 7021 Dunkelgrau).

Com essa revitalização, espera-se que os Cadetes sempre se lembrem da história da FEB e sua heroica campanha em terras italianas e, com isso, valorizem a luta pela liberdade e democracia sempre infligida pelos soldados brasileiros.


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