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26 de Abril, 2018 - 09:35 ( Brasília )

Marechal Mascarenhas de Moraes recebe homenagens no Posto de Comando que ocupava na II Guerra Mundial


Porretta Terme (Itália) – “A exemplo de tantos outros italianos, eu não estaria aqui vivo, contando histórias tristes sobre a Segunda Guerra Mundial, se não fossem os bravos e gentis rapazes do Exército Brasileiro, pois meu pai foi salvo da carnificina nazista com a chegada da Força Expedicionária Brasileira”.

As palavras são de Valério Passini, 58 anos, habitante de Porretta Terme, localidade italiana onde funcionou o Posto de Comando da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante parte do conflito. No dia 22 de abril, nessa fração do município de Alto Reno Terme, foi inaugurado um busto do Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, Comandante da tropa brasileira na Itália entre 1944 e 1945.

 

A cerimônia ocorreu na Praça da Liberdade, com a presença de autoridades brasileiras, como o Ministro da Defesa, General de Exército Joaquim da Silva e Luna; o Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz; o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General de Exército Sérgio Westphalen Etchegoyen; o Comandante Militar do Sudeste, General de Exército João Camilo Pires de Campos, representando o Comandante do Exército Brasileiro; e o Embaixador do Brasil na Itália, Antonio de Aguiar Patriota.

Além disso, estive presente, ainda, o Prefeito de Alto Reno Terme, Giuseppe Nanni, que ressaltou o sentimento de amizade e profunda gratidão dos italianos ao sacrifício dos militares brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial. “A inauguração desse busto é um sinal de deferência à FEB e ao seu comandante. Todos os cidadãos daqui são gratos aos brasileiros, que nos defenderam contra o horror nazifascista. Vocês não só nos libertaram, vocês nos ajudaram a sobreviver”.

Durante o mesmo dia, a comitiva brasileira visitou Iola, distrito de Montese, que possui um museu com vasto material sobre a Segunda Guerra Mundial. O local reserva espaço exclusivo à FEB, com artefatos militares usados pelos Pracinhas.

Cerimônia no Monumento Votivo Militar Brasileiro reverencia os 465 heróis da FEB mortos em combate


Dos mais de 25 mil homens enviados do Brasil para combater o nazifascismo na Itália, entre 1944 e 1945, 465 sacrificaram suas vidas na luta pela liberdade. Inicialmente, foram sepultados no Cemitério Militar de Pistóia, mas seus corpos foram trasladados ao Rio de Janeiro em 1960, onde repousam no Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial.

Todavia, naquela cidade italiana permanece, até os dias atuais, um dos marcos mais importantes da participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no maior conflito bélico da história. No local dos antigos jazigos, funciona desde 1965 o Monumento Votivo Militar Brasileiro, cenário de uma celebração marcante ocorrida no último dia 21 de abril.

Uma solenidade em memória dos Pracinhas que tombaram em terras italianas contou com as presenças de autoridades brasileiras, como o Ministro da Defesa, General de Exército Joaquim Silva e Luna; o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General de Exército Sérgio Westphalen Etchegoyen; o Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz; e o Embaixador do Brasil na Itália, Antonio de Aguiar Patriota. Além disso, autoridades italianas também se fizeram presentes, como o Prefeito de Pistóia, Alessandro Tomasi.

 

O General Silva e Luna salientou que brasileiros e italianos são povos unidos pelo supremo sacrifício da guerra. “O objetivo da FEB nunca foi conquistar terras ou subjugar povos, mas devolver a esperança por dias melhores”. Já o Prefeito de Pistóia destacou “a amizade demonstrada pelos militares brasileiros para com a população italiana, já desgastada pela longa guerra, e a bravura em defesa dos ideais de justiça e liberdade”.

A cerimônia no Monumento Votivo integrou a programação comemorativa da Campanha da FEB na Itália. Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras e alunos de Escolas de Formação de Sargentos do Brasil foram convidados para acompanhar os eventos. Um deles foi o Cadete do 4° ano da AMAN (Curso de Cavalaria), André Andrade Longaray Filho, que demonstrou a emoção de ver de perto uma das páginas mais gloriosas do Exército. “É uma honra estar presente nessa cerimônia que busca revitalizar a memória dos nossos Pracinhas, no local onde foram sepultados heróis como o Aspirante Mega, o Tenente Amaro e o Sargento Max Wolff e, ainda, ver como a população de Pistóia mantém viva a nossa história aqui na Itália”.

Projetado pelo arquiteto Olavo Redig de Carvalho, o Monumento Votivo tem como Guardião o Senhor Mário Pereira. Ele é filho do ex-Pracinha Miguel Pereira, que combateu como Sargento, casou-se com uma italiana ao fim da guerra e foi o primeiro administrador do antigo Cemitério de Pistóia.



Fotos: Agência Verde-Oliva / EB


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