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10 de Abril, 2018 - 09:30 ( Brasília )

Há 53 anos, o Tenente Camargo dava sua vida em defesa da Nação e será sempre lembrado pelo Exército


No dia 3 de abril, o 16° Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (16º Esqd C Mec) realizou uma cerimônia em homenagem ao Segundo-Tenente Carlos Argemiro de Camargo, personagem histórico ligado à Unidade militar e ao Exército em Francisco Beltrão, no estado do Paraná, morto há 53 anos no cumprimento do dever.

A solenidade, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, Major Marcos Pereira Soares, de Cascavel (PR), contou com participação da Banda de Música da Brigada e com a presença de autoridades civis e militares da região, de familiares e ex-companheiros, em especial a Senhora Marinez Corrêa Soares Bósio, sobrinha do Tenente Camargo.

Durante a formatura, foi depositada uma corbelha de flores no túmulo do Herói. Para tanto, o Capitão Jaime Oliveira da Silva Lima, Comandante do 16º Esqd C Mec, convidou o Major Marcos Soares e a Senhora Marinêz.

O Tenente Camargo, na época com 26 anos, deu sua vida em defesa da Nação, no estrito cumprimento de seu dever. Havia casado recentemente com a Senhora Maria da Penha Correa Soares, a quem deixou a grávida no sétimo mês de gestação de seu primeiro e único filho.

Ao homenagear, hoje, o Tenente Camargo, o Exército reverencia a figura do Soldado Brasileiro, que, no cumprimento da missão, segue o juramento que fez à Pátria até a última letra: “Dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja Honra, Integridade e Instituições defenderei com o sacrifício da própria vida”.

Quem foi o Ten Camargo

Nascido em 15 de abril de 1938, na cidade de Ponta Grossa (PR), o jovem havia sido convocado para o serviço militar em 1957, incorporando no 13º Regimento de Infantaria (13º RI). Dois anos depois, foi transferido para a recém-instalada 1ª Companhia do 13º RI, na cidade de Francisco Beltrão, onde hoje está instalado o 16º Esqd C Mec.

Era uma época difícil na História do Brasil, na qual a divisão era uma ameaça real para os destinos da Nação. Foi nesse contexto que, em 26 de março de 1965, o posto de telegrafia da 1ª Companhia do 13º RI recebeu ordem do escalão superior para interceptar um grupo armado subversivo, que já havia atacado destacamentos da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, nas localidades de Três Passos e Tenente Portela. Imediatamente, o Comando da Subunidade destacou uma patrulha, comandada pelo Ten Lemos.

Nessa época, o então Terceiro-Sargento Camargo partiu de Francisco Beltrão integrando a patrulha. Em seguida, foram recebidos informes de que o grupo armado havia sido visto na região de Capanema, seguindo em um caminhão “Mercedes” em direção à Foz do Iguaçu, local em que os Presidentes Castello Branco, do Brasil, e Alfredo Stroessner, do Paraguai, estariam reunidos para a inauguração da Ponte Internacional da Amizade.

Sabendo da perseguição pela tropa da 1ª Companhia do 13º RI, o grupo subversivo preparou uma emboscada, que recebeu a patrulha a tiros próximo à cidade de Marmelândia (PR). Dois desses tiros vieram a alcançar o Sargento Camargo, um na perna e outro no peito. Era o dia 27 de março de 1965. Apesar da baixa, a missão prosseguiu e, no mesmo dia, o grupo armado foi alcançado e preso.

Sua morte prematura causou comoção nacional e abalou sobremaneira a população beltronense, que o havia abraçado como a um de seus filhos. Totalmente integrado à sociedade local, além de militar, atuava como professor de voleibol no Colégio das Irmãs, hoje Colégio Nossa Senhora da Glória.

Sua memória está eternizada na denominação de logradouros e estabelecimentos de ensino em diversos municípios da Federação. Foi promovido post-mortem ao posto de Segundo-Tenente e recebeu a Medalha do Pacificador.


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