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21 de Agosto, 2015 - 11:50 ( Brasília )

Trem nazista cheio de ouro teria sido achado na Polônia

Veículo lendário teria sido localizado nas montanhas da região de Wa?brzych, no sudoeste do país. Alemão e polonês exigem 10% do valor do tesouro para revelar localização exata às autoridades.

Um polonês e um alemão alegam ter encontrado, na cidade de Walbrzych, na Polônia, um trem do exército nazista carregado de ouro, obras de arte e armas de guerra. Uma lenda local dava conta do sumiço do veículo, que teria desaparecido, no final da Segunda Guerra Mundial, numa montanha no sudoeste polonês, enquanto os alemães fugiam do avanço soviético. Agora, os dois homens exigem 10% do valor do tesouro para revelar o paradeiro exato do trem, que teria de 120 a 150 metros de extensão.

O advogado dos dois homens, Jaroslav Chmielewski, declarou ao portal onet.pl que ambos são "pessoas sérias". O advogado afirmou que os indícios entregues pelos seus clientes são "muito fidedignos". "Eles ainda estão um pouco céticos quanto ao fato de se tratar do famoso trem cheio de ouro dos nazistas", acrescentou, sem deixar de mencionar que essa possibilidade não está descartada.

Historiadores dizem que a existência do trem nunca foi provada. Porém, autoridades locais têm aproveitado todas as chances de recuperar tesouros que vêm sendo procurados há 70 anos por moradores e oficiais. "Acreditamos que o trem foi encontrando e estamos tratando essa informação com seriedade", disse Marika Tokarska, funcionária do município de Wa?brzych à agência de notícias AP nesta quinta-feira (20/08).

Ela contou que, no último mês, recebeu duas cartas de uma empresa de advocacia que representa os dois homens, que se mantêm anônimos, com algumas informações sobre o conteúdo e o tamanho do trem, além da exigência da percentagem sobre o valor. As autoridades locais declararam estar dispostas a pagar o que foi pedido, caso a localização se confirme.

Porém, a primeira carta incluía algumas referências à topografia da área que indicariam que os clientes de Chmielewski não conhecem bem a região de Walbrzych. Joanna Lamparska, uma autora que já escreveu sobre o trem e a história local, acredita que a alegação é uma farsa. "Tivemos várias histórias como essas nos últimos anos, com pessoas dizendo ter encontrado o trem", disse a autora à AP. "Mas nunca acharam nada."

Mesmo assim, o prefeito de Walbrzych já convocou uma reunião com bombeiros, policiais, militares e outras autoridades locais para discutir uma forma de lidar com o trem, caso for realmente encontrado. Além da possibilidade de o veículo estar carregado com explosivos, o gás metano existente no subsolo poderia aumentar o risco de explosões.

Mistério nazista

Lamparska descreve a região como um emaranhado de campos e montes onde os nazistas possuíam uma malha ferroviária secreta e túneis com aberturas camufladas que seguiam por dentro das montanhas.

A história teve início com um minerador polonês, que afirmava ter escutado, logo após o fim da guerra, o relato de colegas alemães que diziam ter visto o trem ser empurrado para dentro das montanhas. De acordo com Lamparska, o minerador passou o resto da vida tentando encontrar o tesouro.

Segundo a lenda, um trem alemão saiu da cidade de Breslau (hoje, Wroclaw, na Polônia) em abril de 1945, seguindo para o oeste em direção a Walbrzych. Em algum ponto da viagem dos 60 quilômetros da viagem, o veículo desapareceu.

Durante a Guerra, Adolf Hitler iniciou a construção de um sistema secreto com vários túneis subterrâneos por baixo das montanhas da região, que na época ainda pertencia ao território alemão. Especula-se que a construção abrigaria um quartel militar, porém, até hoje o projeto continua envolto em mistério.

Agora, o mistério gira em torno da identidade dos dois homens que afirmam ter encontrado o trem. "Pode ser uma história totalmente inventada ou, também, que eles tenham recebido informações diretamente dos alemães", afirmou o bombeiro Krzysztof Szpalkowski, de Walbrzych, à emissora polonesa TVN24. "Talvez alguns desses homens seja descendente de alguém que participou do caso."