COBERTURA ESPECIAL - EC725 / H225M - Aviação

02 de Outubro, 2012 - 09:15 ( Brasília )

Atech e Cassidian entram em projeto da Helibras


Virgínia Silveira


O consórcio formado pela Atech, do grupo Embraer, e a europeia Cassidian, braço da EADS, foram selecionadas pela Helibras para fornecer o sistema tático de missão naval de oito helicópteros EC-725, comprados pela Marinha brasileira.

O Valor apurou que, somente a parte da Atech, está avaliada em R$ 30 milhões. A participação da empresa no projeto foi possível por sua experiência e conhecimento adquiridos nos programas Sivam/Sipam (Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia) e P-3BR, aeronave de patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB).

O P-3BR, que teve início em 2005, é um programa de modernização que envolve nove aeronaves e está estimado em US$ 500 milhões. A FAB já recebeu três aeronaves modernizadas. No acordo que previa absorção de tecnologia, feito com a EADS Casa, da Espanha, a Atech participou do desenvolvimento do sistema de missão do P-3.

Com esse novo contrato com a Atech/Cassidian, sobe para 15 o número de brasileiras que participam do desenvolvimento de algumas partes dos helicópteros que estão sendo fornecidos para as Forças Armadas Brasileiras, no programa batizado de H-XBR. Cada Força Armada receberá 16 helicópteros.

Além da Atech, participam do H-XBR a Toyo Matic (usinagem), Inbra Aerospace (peças estruturais em material composto), Turbomeca (motores), ATE, Sagem /TM do Brasil (piloto automático); Aernnova do Brasil (cone de cauda metálico), Rhode & Schwartz (rádios), Akaer (projetos de engenharia); SDV Brasil (logística); AEL Sistemas (cockpits) e Microturbo (unidades de potência auxiliar).

As empresas brasileiras capacitadas no programa EC-725, segundo a Helibras, poderão fazer parte da cadeia global de fornecimento da Eurocopter, grupo francês que controla a Helibras, exportando seus produtos para outros helicópteros fabricados pela companhia no mundo.

A fábrica da Helibras em Itajubá (MG) foi ampliada para abrigar a produção do modelo EC725 e atender ao projeto de nacionalização dos helicópteros, que até 2020 terão 50% de conteúdo nacional. O governo brasileiro comprou 50 unidades do EC-725, em 2008, para serem utilizados em missões de transporte e proteção civil.

O contrato de aquisição dos helicópteros, no valor de € 1,8 bilhão, prevê contrapartida comercial, industrial e tecnológica, conhecida no jargão militar como acordos de "offset". A Helibras investiu R$ 420 milhões na construção de um hangar e de algumas instalações auxiliares, como uma fábrica de cabos elétricos e uma unidade de montagem das caixas de transmissão dos helicópteros.

A nova fábrica da Helibras, que está sendo inaugurada oficialmente hoje, também atenderá a outros projetos na área de defesa, como a modernização de 34 helicópteros Pantera, da Aviação do Exército (AvEx). O contrato com o Exército, de R$ 375,8 milhões, prevê a troca de motores, aviônicos (aparelhos embarcados) de navegação e rádios das aeronaves.

A ampliação da fábrica de Itajubá também foi acompanhada do crescimento do número de funcionários. Segundo a Helibras, desde quando foi assinado o contrato com o governo brasileiro, em 2008, foram contratados cerca de 400 empregados. A empresa tinha 300 funcionários e prevê chegar a mil nos próximos cinco anos.



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