| FORIPÁTRIA
- FORÇA DE EMPREGO IMEDIATO PARA
A DEFESA DA PÁTRIA
Gen Ex CARLOS ALBERTO
PINTO SILVA
Comandante Militar do Sul
1. CONSIDERAÇÕES
INICIAIS
A rapidez com que
pode se iniciar um conflito e a tendência
a sua curta duração têm aumentado
a necessidade da existência de um núcleo
de forças em um estado tal de aprestamento
que permita seu emprego dentro de prazos bem curtos.
Para isso, a instrução e o adestramento
devem ser mantidos em níveis elevados, e
a necessidade de recompletamento das unidades da
força de pronto emprego deve ser mínima.
2. PREPARO
O emprego de Organizações
Militares (OM) em situação
de crise em prazos bem curtos só será
possível se houver uma criteriosa preparação
durante os períodos de instrução
e de adestramento. Os princípios e as medidas
contidas no Sistema de Instrução
Militar do Exército Brasileiro (SIMEB)
deverão ser implementados para que o emprego
imediato das tropas possa ocorrer de maneira eficaz.
Especial atenção deve ser dedicada
à manutenção do moral da tropa
a ser empregada emergencialmente, pois o espírito
de corpo será fator essencial para a superação
de eventuais deficiências de adestramento
e do tempo de preparação.
De igual forma, o apronto operacional de uma OM
é fundamental para o seu emprego emergencial.
Na fase da instrução, os comandantes
em todos os níveis realizam treinamentos
do apronto operacional, colocando as suas frações/subunidades
em ordem de marcha com os meios existentes. Na fase
do adestramento, toda a unidade participa do apronto
operacional, sendo intensificados os treinamentos.
O apronto operacional
não deve se restringir à preparação
do material individual. Em uma unidade mecanizada,
por exemplo, inclui: colocação do
armamento nas viaturas, montagem dos rádios
veiculares, abertura da rede rádio, distribuição
de freqüências, estabelecimento de medidas
de segurança, regulagem dos aparelhos de
pontaria dos canhões, calibragem das metralhadoras,
loteamento e embarque da munição,
preparação dos trens de estacionamento
(cozinhas), inspeção nas viaturas
e abastecimento de combustível, organização
das colunas de marcha e outras inúmeras medidas
que devem ser tomadas.
3. CONCEPÇÃO
DE EMPREGO
As tropas da Força
Terrestre poderão ser empregadas,
emergencialmente, em um ambiente de guerra
convencional ou em um quadro de garantia
da lei e da ordem.
Nesses casos, as OM deslocar-se-ão para a
área de operações com
os meios de que dispõem ou que puderem ser
obtidos em curtíssimo prazo, mantendo a integridade
dos regimentos, batalhões e grupos, mesmo
com os seus efetivos reduzidos, para manter
o moral da tropa e manter o espírito de corpo
– fatores mais importantes para o sucesso
em um emprego emergencial. As brigadas comporão
forças-tarefas, com base nas suas OM, mesmo
que reduzidas, de modo a combinar as armas e serviços.
Em qualquer circunstância, as OM manterão
a sua constituição e a sua identidade.
Permanecerá no aquartelamento um pequeno
grupo de militares para realizar a “Mobilização
de Emergência da Reserva Selecionada”.
Entende-se por “Reserva Selecionada”
os reservistas que residem próximo aos aquartelamentos
de origem, que participaram da preparação
orgânica de suas unidades e foram selecionados
por seus comandantes de fração por
suas aptidões para o combate (desempenho
funcional etc...). Os integrantes da “Reserva
Selecionada” que estiverem aprestados serão
deslocados para as suas OM.
4. CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A idéia
de FORIPÁTRIA insere-se
no contexto de orientações gerais
para o preparo e o emprego das tropas do Comando
Militar do Sul, visando à sua destinação
constitucional de defesa da Pátria e de garantia
da lei e da ordem, em situações emergenciais.
Em última análise, tem por propósito
manter, em caráter permanente, a tropa em
condições de atender a uma situação
de emergência, representada por rápida
escalada de um conflito.
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