10 Setembro 2007
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Exército Brasileiro
Defesanet 10 Setembro 2007
Defesa @ Net
Diretriz Geral do
Comandante
do Exército
Gen Enzo Peri

Nota Defesa@Net - Abaixo apresentamos a introdução e o primeiro capítulo da Diretriz Geral do Comandante. Embora tenha data de 09 de Maio de 2007, o documento foi liberado em Agosto, após a publicação no Boletim do Exército Nº 34/07, de 24 Agosto 2007.
- O documento na íntegra pode ser baixado - pdf - 300kb
http://www.defesanet.com.br/docs1/eb_gen_enzo.pdf

Introdução

Ao pensar em estabelecer uma Diretriz Geral para o nosso Exército, meu sentimento primeiro foi de reconhecimento ao trabalho dos que nos antecederam, legando-nos, com seus esforços constantes, anônimos e abnegados, um Exército genuinamente brasileiro, que serve à Nação, movido por valores patrióticos consolidados ao longo do processo histórico e repassados com grandeza, de geração em geração, até os dias de hoje.

A nossa gente, composta de civis e militares da ativa e da reserva, identifica-se com a sociedade e empresta credibilidade à Força, em função do profissionalismo e dos valores que cultua. Essa nossa gente é e continuará a ser o nosso maior patrimônio.

Somos os continuadores do Exército de Caxias: conservadores nas tradições, ousados nas idéias e criteriosos na aplicação dos recursos.

As tradições castrenses - consolidação dos exemplos, dos princípios éticos, dos valores e das virtudes militares - são o suporte moral para superarmos os obstáculos.

A ousadia nas idéias é a energia criadora de soluções pró-ativas, inovadoras e factíveis para cumprirmos a missão que nos é imposta pela Nação. A exação na aplicação dos recursos, característica do administrador militar, é traduzida porprojetos consistentes, execução físico-financeira competente e austera e trato ilibado com o bem público.

No nosso serviço à Nação, a permanente prontidão é o seguro da Pátria, sendo o acatamento à Constituição Federal, às normas legais e aos regulamentos da Força a
certidão da legalidade das nossas ações.

Concepção Estratégica

A Força Terrestre Brasileira (F Ter), como força armada, continuará atuando em perfeita consonância com a Marinha do Brasil e com a Força Aérea Brasileira. Paratanto, seu planejamento estratégico de preparo e emprego deverá permanecerperfeitamente alinhado com a Política de Defesa Nacional e com as políticas e diretrizes emanadas do Ministério da Defesa.

A diversidade geográfica do País e suas características regionais levam a uma concepção de emprego baseada na preparação continuada, com planejamentos operacionais e logísticos adaptados a cada área. Por outro lado, a indefinição de ameaças impõe a manutenção de uma Força baseada em capacidades, com unidades em condições de cumprir um amplo espectro de missões. Forças flexíveis e versáteis, dotadas de doutrina e materiais modernos e com mobilidade estratégica, são essenciais à consecução das diferentes estratégias.

A Dissuasão continuará a ser nossa principal estratégia. Isso implica preparar um poder militar terrestre respeitável, capaz de atender às hipóteses de emprego (HE) com forças flexíveis ajustadas à estatura político-estratégica da Nação.

A evolução natural do País nas últimas décadas ensejou a evolução da Estratégia da Presença Nacional, conferindo-lhe um caráter seletivo. A mobilidade estratégica conferirá à Força a capacidade de se fazer presente onde e quando for necessário.

A Amazônia continuará a receber a mais alta prioridade no âmbito da Força.

Estratégias específicas para sua defesa devem ser estudadas, treinadas e aperfeiçoadas, particularmente a Estratégia da Resistência.

A Estratégia de Projeção de Poder, baseada essencialmente na capacidade de desdobrar força expedicionária ou força de paz, seja no âmbito regional, seja no extracontinental, nos impõe manter meios preparados para tal eventualidade.

A Comunicação Social, como fator relevante para o sucesso das ações da Força, deverá permear todas as estratégias de emprego, catalisando a opinião pública e a vontade nacional.

A concepção estratégica de emprego orienta a organização, a articulação, o preparo e a evolução da Força, sendo fundamental que todos os escalões a conheçam e com ela estejam comprometidos.

A capacidade necessária ao cumprimento de sua destinação constitucional orienta a dimensão e a organização da Força, e sua articulação deve buscar a presença do Exército em todos os estados da Federação.

Os exercícios de campanha, que ajudam a forjar o espírito militar aguerrido do soldado, devem agregar práticas inovadoras no preparo da tropa, com o mínimo desgaste do material. Assim, as organizações militares (OM) devem cumprir os ciclos de instrução, mantendo o equipamento em condições de pleno emprego. De acordo com o escalão, soluções como simuladores, simulação de combate, jogos de guerra, exercícios de postos de comando e exercícios na carta deverão ser incentivados.

O emprego da Força deverá ser planejado, considerando-se o trabalho integrado em duas vertentes: um efetivo temporário, os futuros reservistas, que representam o enlace com a sociedade e são a base da dissuasão; e um efetivo permanente formado por profissionais, capazes de atender a situações de emergência. Em caso de necessidade, a mobilização deverá permitir a rápida evolução do Exército para uma estrutura de guerra.

As atribuições subsidiárias devem ser aproveitadas para adestrar a tropa e projetar a imagem da Força. O emprego nessas ações deve ser compreendido dentro de sua exata dimensão.

(nota texto na íntegra 14 páginas acesse 300 kb - pdf
http://www.defesanet.com.br/docs1/eb_gen_enzo.pdf)

Defesa @ Net

Entrevista com o Comandante do Exército Brasileiro
General-de-Exército - Enzo Martins Peri
http://www.defesanet.com.br/eb1/gen_enzo.htm

Diretriz do Gen Albuquerque ( 2003-2006)
http://www.defesanet.com.br/docs/DIRETRIZ.doc
   
   
   
   
 

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