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Diretriz
Geral do
Comandante
do Exército
Gen Enzo Peri |
Nota Defesa@Net - Abaixo apresentamos a
introdução e o primeiro capítulo
da Diretriz Geral do Comandante. Embora tenha data
de 09 de Maio de 2007, o documento foi liberado
em Agosto, após a publicação
no Boletim do Exército Nº 34/07, de
24 Agosto 2007.
- O documento na íntegra pode ser baixado
- pdf - 300kb
http://www.defesanet.com.br/docs1/eb_gen_enzo.pdf
Ao pensar em estabelecer
uma Diretriz Geral para o nosso Exército,
meu sentimento primeiro foi de reconhecimento ao
trabalho dos que nos antecederam, legando-nos, com
seus esforços constantes, anônimos
e abnegados, um Exército genuinamente brasileiro,
que serve à Nação, movido por
valores patrióticos consolidados ao longo
do processo histórico e repassados com grandeza,
de geração em geração,
até os dias de hoje.
A nossa gente, composta de civis e militares da
ativa e da reserva, identifica-se com a sociedade
e empresta credibilidade à Força,
em função do profissionalismo e dos
valores que cultua. Essa nossa gente é e
continuará a ser o nosso maior patrimônio.
Somos os continuadores do Exército de Caxias:
conservadores nas tradições, ousados
nas idéias e criteriosos na aplicação
dos recursos.
As tradições castrenses - consolidação
dos exemplos, dos princípios éticos,
dos valores e das virtudes militares - são
o suporte moral para superarmos os obstáculos.
A ousadia nas idéias é a energia criadora
de soluções pró-ativas, inovadoras
e factíveis para cumprirmos a missão
que nos é imposta pela Nação.
A exação na aplicação
dos recursos, característica do administrador
militar, é traduzida porprojetos consistentes,
execução físico-financeira
competente e austera e trato ilibado com o bem público.
No nosso serviço à Nação,
a permanente prontidão é o seguro
da Pátria, sendo o acatamento à Constituição
Federal, às normas legais e aos regulamentos
da Força a
certidão da legalidade das nossas ações.
A Força
Terrestre Brasileira (F Ter), como força
armada, continuará atuando em perfeita consonância
com a Marinha do Brasil e com a Força Aérea
Brasileira. Paratanto, seu planejamento estratégico
de preparo e emprego deverá permanecerperfeitamente
alinhado com a Política de Defesa Nacional
e com as políticas e diretrizes emanadas
do Ministério da Defesa.
A diversidade geográfica do País e
suas características regionais levam a uma
concepção de emprego baseada na preparação
continuada, com planejamentos operacionais e logísticos
adaptados a cada área. Por outro lado, a
indefinição de ameaças impõe
a manutenção de uma Força baseada
em capacidades, com unidades em condições
de cumprir um amplo espectro de missões.
Forças flexíveis e versáteis,
dotadas de doutrina e materiais modernos e com mobilidade
estratégica, são essenciais à
consecução das diferentes estratégias.
A Dissuasão continuará a ser nossa
principal estratégia. Isso implica preparar
um poder militar terrestre respeitável, capaz
de atender às hipóteses de emprego
(HE) com forças flexíveis ajustadas
à estatura político-estratégica
da Nação.
A evolução natural do País
nas últimas décadas ensejou a evolução
da Estratégia da Presença Nacional,
conferindo-lhe um caráter seletivo. A mobilidade
estratégica conferirá à Força
a capacidade de se fazer presente onde e quando
for necessário.
A Amazônia continuará a receber a mais
alta prioridade no âmbito da Força.
Estratégias específicas para sua defesa
devem ser estudadas, treinadas e aperfeiçoadas,
particularmente a Estratégia da Resistência.
A Estratégia de Projeção de
Poder, baseada essencialmente na capacidade de desdobrar
força expedicionária ou força
de paz, seja no âmbito regional, seja no extracontinental,
nos impõe manter meios preparados para tal
eventualidade.
A Comunicação Social, como fator relevante
para o sucesso das ações da Força,
deverá permear todas as estratégias
de emprego, catalisando a opinião pública
e a vontade nacional.
A concepção estratégica de
emprego orienta a organização, a articulação,
o preparo e a evolução da Força,
sendo fundamental que todos os escalões a
conheçam e com ela estejam comprometidos.
A capacidade necessária ao cumprimento de
sua destinação constitucional orienta
a dimensão e a organização
da Força, e sua articulação
deve buscar a presença do Exército
em todos os estados da Federação.
Os exercícios de campanha, que ajudam a forjar
o espírito militar aguerrido do soldado,
devem agregar práticas inovadoras no preparo
da tropa, com o mínimo desgaste do material.
Assim, as organizações militares (OM)
devem cumprir os ciclos de instrução,
mantendo o equipamento em condições
de pleno emprego. De acordo com o escalão,
soluções como simuladores, simulação
de combate, jogos de guerra, exercícios de
postos de comando e exercícios na carta deverão
ser incentivados.
O emprego da Força deverá ser planejado,
considerando-se o trabalho integrado em duas vertentes:
um efetivo temporário, os futuros reservistas,
que representam o enlace com a sociedade e são
a base da dissuasão; e um efetivo permanente
formado por profissionais, capazes de atender a
situações de emergência. Em
caso de necessidade, a mobilização
deverá permitir a rápida evolução
do Exército para uma estrutura de guerra.
As atribuições subsidiárias
devem ser aproveitadas para adestrar a tropa e projetar
a imagem da Força. O emprego nessas ações
deve ser compreendido dentro de sua exata dimensão.
(nota texto na íntegra 14 páginas
acesse 300 kb - pdf
http://www.defesanet.com.br/docs1/eb_gen_enzo.pdf)
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