|
Mistério
cerca morte de general gaúcho
Militar
foi encontrado no sábado em MG, com um tiro na boca
Nota CCOMSEX Link
|
|
General-de-Divisão
Luiz Alfredo Reis Jeffe
|
PIETRO
RUBIN/ Santo Ângelo
O
general gaúcho que comandava a 4ª Divisão
de Exército de Minas Gerais (4ª Região
Militar), Luiz Alfredo Reis Jeffe, 59 anos, foi enterrado
ontem à tarde em Giruá, na região das
Missões. O oficial foi encontrado morto na manhã
de sábado, com um tiro na boca que teria saído
de sua arma, uma pistola 9 milímetros encontrada junto
ao corpo.
Maior
autoridade da corporação em Minas, o general
chegou ao quartel às 8h40min em trajes civis. Às
11h30min, ele foi encontrado morto por um oficial de serviço.
Ninguém ouviu o tiro.
Em
nota, o Exército se limitou a informar que o Comando
Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro, vai apurar o
caso. O chefe da Divisão de Crimes contra a Vida da
Polícia Civil, delegado Marco Antônio Monteiro,
foi designado pelo governo do Estado para comandar as investigações.
O delegado não quer comentar o episódio. O inquérito,
que vai apurar a hipótese de suicídio, deve
ficar pronto em 30 dias.
A
pedido da família, funeral não contou com honras
militares
Ontem,
o avião Brasília que trouxe o corpo do oficial
aterrissou às 13h em Santo Ângelo - cidade natal
de Jeffe. De lá, foi encaminhado até a capela
onde militares e amigos foram prestar solidariedade à
mulher, Caroline Magalhães Jeffe, e aos filhos, Alfredo,
Ana Paula e Ana Carolina.
Às
16h, o corpo foi levado para o interior de Giruá. A
cerimônia, restrita a familiares e amigos, ocorreu na
propriedade de Jeffe. A família não quis honras
militares.
Jeffe
entrou para a corporação em 1967, na Academia
Militar das Agulhas Negras. Destacado pela dedicação
e seriedade, ele foi galgando postos até ser promovido
a general.
-
Ele era admirado por todos por ser tranqüilo e ponderado.
Nunca teve desavenças com ninguém - disse o
comandante da 3ª Divisão do Exército, general
Fernando Galvão, amigo de Jeffe.
O
militar gaúcho vivia fora do Estado havia três
anos. Antes de ir para Belo Horizonte, foi comandante da 12ª
Região Militar, com sede em Manaus (AM). Em 2001, foi
transferido para Santa Maria, onde ficou até abril
de 2003.
Os
familiares evitaram falar sobre o caso "para não
aumentar a dor da mãe e dos filhos". Um parente,
que pediu para não ser identificado, contou que a última
visita de Jeffe à região ocorreu 20 dias atrás.
Segundo ele, o general mantinha o comportamento "calmo
e tranqüilo".
|