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Nova secretaria da Defesa centralizará
compras de helicópteros para as Forças
Brasília,
09/10/2008- O Ministério da Defesa deverá
criar uma nova secretaria com a função
de centralizar as compras de alguns materiais e
equipamentos destinados à Marinha, ao Exército
e à Aeronáutica, inclusive os novos
helicópteros que serão fabricados
pela Helibrás. A informação
foi dada na última quarta-feira pelo ministro
da Defesa, Nelson Jobim, durante visita ao Comando
de Aviação do Exército, em
Taubaté (SP).
“Nós
estamos caminhando para a criação,
no Ministério da Defesa, de uma secretaria
de compras de materiais de defesa, para não
ficar pulverizado. Nós teremos um ganho de
escala e uma organização maior da
definição das políticas de
compras das Forças”, explicou Jobim.
Outra mudança
administrativa já sinalizada pelo ministro
aos comandantes das Forças, foi a reestruturação
do orçamento anual de cada uma delas. A solicitação
é de que as atividades de manutenção,
relativas à subsistência das organizações,
sejam separadas das ações destinadas
a melhorias, devendo estas últimas ser apresentadas
sob a forma de projetos.
Desta forma, a Defesa
fará a priorização dos projetos
e a distribuição dos recursos necessários
à sua execução. Esse novo formato
deverá ser exercitado a partir de 2009, com
vistas à elaboração do orçamento
de 2010.
Em relação
aos helicópteros de transporte, modelo EC-725,
sucessor do Super-Cougar, o ministro explicou que
estará incluído no “acordo guarda-chuva”
a ser assinado em dezembro pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e pelo presidente francês
Nicolas Sarkozy, e no qual estarão incluídos
também os submarinos convencionais e a propulsão
nuclear.
“Imediatamente
após, formatar-se-ão os contratos.
Isto será feito através da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica, mas
com uma característica: a centralização
de compras vai ser através do Ministério
da Defesa”. A previsão é de
uma compra mínima de 50 unidades, quantidade
considerada necessária para tornar viável
o investimento no Brasil.
| OESP 09 Outubro 2008 |
Estado
de São Paulo |
Jobim:
País comprará 50 helicópteros
franceses
Em visita ao Comando
de Aviação do Exército (Cavex),
em Taubaté (SP), o ministro da Defesa, Nelson
Jobim, anunciou ontem que em dezembro será
assinado o acordo com a França para compra
de pelo menos 50 novos helicópteros para
as Forças Armadas. Segundo o ministro, a
oficialização do acordo ocorrerá
entre os dias 22 e 23 de dezembro, durante a visita
oficial do presidente francês, Nicolas Sarkozy,
ao Brasil. Segundo o ministro, pelo menos 17 dos
novos equipamentos serão destinados ao Exército,
e os demais à Aeronáutica e à
Marinha.
Em Taubaté,
acompanhado do general-de-Exército, Enzo
Marins Peri, o ministro conheceu a estrutura da
corporação e assistiu o desfile das
32 aeronaves modelos Esquilo, Pantera e Cougar da
base local. Ao todo, o Exército tem 82 equipamentos,
incluindo os de Manaus (AM). Jobim ainda confirmou
a transferência do 3º Batalhão
do Cavex para a unidade de Campo Grande, no Mato
Grosso do Sul e que deverá aumentar os pelotões
de fronteira em todas as terras indígenas,
no projeto Amazônia Protegida.
Em seguida, também
viu de perto o Centro de Instrução
de Aviação, o Cavex, onde são
formados os pilotos. Ao ser homenageado, Nelson
Jobim destacou a necessidade de o Brasil sempre
se preparar para eventuais conflitos, ainda que
seja um país pacífico. Para isso,
o acordo estratégico com a França
prevê a montagem dos helicópteros na
fábrica Helibras, em Itajubá (MG),
e ainda a construção de submarinos
convencionais e nucleares, com transferência
de tecnologia. Esse também é o principal
item na negociação do projeto F-X2,
para a troca dos atuais caças Mirage 2000,
F-5M e A-1M da Força Aérea Brasileira.
Conforme divulgação
feita no dia 1º, pelo Centro de Comunicação
do Ministério da Defesa, as 36 aeronaves
que integrarão o primeiro lote da licitação
deverão ser entregues a partir de 2014, com
expectativa de vida útil de, no mínimo,
30 anos. Segundo o ministro, está sendo criada
uma Secretaria de Compras para facilitar as aquisições
das Forças Armadas, para que se possa ter
mais poder de negociação e economia,
em vez de serem feitas por cada Força. "No
caso dos caças da Força Aérea,
a questão é política. O Brasil
não é comprador de material pronto
e se não houver o compromisso de transferência
de tecnologia, nem sentaremos à mesa de negociação",
destacou Nelson Jobim.
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Eurocopter
EC-725
Apresentado na feira de Le
Bourget 2007 o EC-725 na versão de
Forças Especiais. Com a lança
de reabastecimento em vôo e o sistema
FLIR.
O EC-725 está operando
no Afeganistão junto com as tropas
da ISAF e Forças Especiais Francesas. |
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