COBERTURA ESPECIAL - DQBRN - Segurança

10 de Outubro, 2014 - 11:55 ( Brasília )

Paciente com suspeita de Ebola é transferido para o Rio e fará exames


Um paciente com suspeita de Ebola foi transferido nesta sexta-feira para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, um dia após ter dado entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no Paraná.

O caso é o primeiro de suspeita do vírus letal no Brasil desde o início do pior surto da doença já registrado, que está concentrado em três países da África Ocidental.

O homem, de 47 anos, chegou ao Rio pela manhã e foi transferido de ambulância para o instituto da Fiocruz, onde está em isolamento. O local é referência nacional para casos de Ebola.

O Ministério da Saúde informou, por meio de comunicado, que o procedimento de transferência foi realizado dentro dos protocolos de segurança e isolamento. Segundo a pasta, o homem chegou ao Brasil em 19 de setembro vindo da Guiné, um dos três países que concentram o surto de Ebola na África, e informou ter tido febre na quarta e quinta-feira.

"Até o início da noite (quinta-feira), estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Está em bom estado geral e mantido em isolamento total", explicou o ministério, que não informou a nacionalidade do paciente.

"Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade".

O paciente agora será submetido a exames para confirmar o diagnóstico.

A UPA em Cascavel, onde o caso foi identificado, ficou sob isolamento desde a noite de quinta-feira, com cerca de 25 de pacientes em seu interior, assim como todos os funcionários.

Após reunião com equipes do Ministério da Saúde, as pessoas passaram a ser liberadas depois de terem feito exames nesta manhã, e vão permanecer sob monitoramento por 21 dias, informou a prefeitura de Cascavel.

O pior surto de Ebola registrado no mundo já matou 3.865 pessoas até o dia 5 de outubro, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa, de acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).