COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - Terrestre

15 de Maio, 2020 - 11:00 ( Brasília )

Soldados que prestam o serviço militar inicial encerram o período de Instrução Individual Básica


Nos meses de março e abril, o Comando de Operações Terrestres (COTER), por intermédio da Chefia do Preparo da Força Terrestre, orientou, coordenou e controlou o desenvolvimento da fase de Instrução Individual Básica (IIB).

Inserida no Sistema Operacional Militar Terrestre (SISOMT), por meio do SISPREPARO e do Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro (SIMEB), a IIB teve caráter eminentemente prático, voltada para o desempenho e visando capacitar o jovem soldado como combatente básico.

A fim de atender às restrições impostas devido à pandemia da COVID-19 e às peculiaridades da instrução em cada Comando Militar de Área (C Mil A), o ano de instrução foi adaptado à realidade e às particularidades de cada Grande Comando (G Cmdo), Grande Unidade (GU) e unidade.

Assim, seguindo diretrizes estabelecidas pelo COTER, cada C Mil A planejou sua IIB de forma flexível em sua execução e duração, de acordo com a vocação estratégica de cada área e a vocação específica de cada organização militar em tempo de paz, sem perder de vista os objetivos da IIB, quais sejam:

- ambientar o soldado à vida militar, iniciar a formação do caráter militar do soldado e a criação de hábitos adequados à vida militar,

- obter padrões de procedimento adequados à vida militar,

- adquirir conhecimentos básicos indispensáveis ao soldado,

- obter reflexos na execução de técnicas e táticas individuais de combate,

- além de iniciar o desenvolvimento da capacidade física do soldado.

Dessa forma, ao final da IIB, o soldado é considerado ambientado e habilitado para iniciar a instrução de qualifi­cação militar ou pronto para ser reservista de segunda categoria, da reserva mobilizável.

Para o COTER, o combatente básico é um executante de tarefas e deve aprender a fazê-las bem e com desembaraço.

A preocupação com o desempenho conduz, necessa­riamente, à utilização de demonstrações iniciais e apresentação ao instruendo de situações em que ele aprenda praticando, pois “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer” (Aristóteles, 384 a 322 a.C.).



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