COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - Terrestre

10 de Agosto, 2019 - 21:00 ( Brasília )

1ª Bda AAAe - Operação Sagitta Primus II

A 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (1ª Bda AAAe), subordinada ao Comando Militar do Sudeste (CMSE), coordenou a Escola de Fogo de Instrução - Operação Sagitta Primus II

 

CCOMSEx
Fotos: ST Edmilson e Sd Lucas Almeida




Formosa (GO) – Entre os dias 5 e 9 de agosto, a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (1ª Bda AAAe), subordinada ao Comando Militar do Sudeste (CMSE), coordenou a Escola de Fogo de Instrução - Operação Sagitta Primus II, no campo de instrução de Formosa, interior goiano. Trata-se do maior exercício de adestramento da artilharia antiaérea do Exército Brasileiro, reunindo mais de 600 militares das unidades e subunidades dessa natureza, para a execução de tiro real com todo o armamento antiaéreo da Força.

O exercício foi composto de cinco etapas:

- preparação;
- concentração estratégica;
- escola de fogo de instrução;
- demonstração, e,
- desmobilização.


Participaram da operação os seis grupos de artilharia antiaérea, o núcleo do Batalhão de Manutenção e Suprimento de Artilharia Antiaérea e sete baterias de artilharia antiaérea orgânicas de Brigadas de Infantaria e Cavalaria. O objetivo da atividade foi adestrar as organizações militares no emprego do material militar adquirido e entregue pelo Projeto Estratégico do Exército Defesa Antiaérea.

Blindado Gepard disparando munição 35mm Foto CMSE


Os tiros reais foram executados com os seguinte armamentos: canhão 40mm C70 BOFORS, blindado GEPARD, míssil telecomandando SAAB RBS 70 e o míssil portátil IGLA-S.

Foi utilizado um sistema de controle e alerta composto pelo radar SABER M-60, capaz de localizar aviões, helicópteros e aeronaves remotamente pilotadas em alcance de até 60km, e pelo Centro de Operações de Artilharia Antiaérea, que tem a finalidade de controlar eletronicamente uma defesa antiaérea.



Uma das novidades dessa edição da Escola de Fogo de Instrução foi a execução dos primeiros tiros da nova geração do míssil RBS 70, incluindo o tiro noturno. O novo modelo oferece capacidade operacional noturna e diurna, guiamento a laser imune a interferências e a função de acompanhamento automático de alvos, aumentando a precisão do engajamento.


O SAAB RBS70

As duas vesões do míssil telecomandando SAAB RBS 70 e o RBS70 NG foram disparadas no exercíco. Sendo que foi a primeira vez que o RBS70 NG foi disparado no Brasil.



Mísseis telecomandando SAAB RBS 70 e o RBS70 NG Foto SAAB



A demonstração do exercício foi realizada no dia 8 de agosto, com a presença de autoridades como:

- Tenente-Brigadeiro-do-Ar José Magno Resende de Araujo, Comandante de Operações Especiais;
- o General de Exército José Luiz Dias Freitas, Comandante de Operações Terrestres (COTER);
- o General de Exército Marco Antonio Amaro dos Santos, Comandante Militar do Sudeste,  e,
- o General de Brigada Alexandre de Almeida Porto, Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (1ª Bda AAAe).


 

O Comandante do CMSE ressaltou o esforço logístico para a realização da operação, "que contou com organizações militares de norte a sul do Brasil, deslocando-se dezenas de milhares de quilômetros, somados, além do trabalho conjunto com a Força Aérea Brasileira, que permitiu a realização do tiro antiaéreo com segurança". Já o Comandante da 1ª Bda AAAe destacou que "a Escola de Fogo demonstrou o adestramento e a operacionalidade das nossas tropas, coroando o trabalho de preparação desenvolvido nas organizações militares de artilharia antiaérea".

Observar grupos lançadores do MANPADS IGLA.Observe o video liberado pelo CMSE.





Em primeiro plano o Sistema de controle e alerta composto pelo radar SABER M-60, capaz de localizar aviões, helicópteros e aeronaves remotamente pilotadas em alcance de até 60km, e pelo Centro de Operações de Artilharia Antiaérea, que tem a finalidade de controlar eletronicamente uma defesa antiaérea. Ao lado versões do misil telecomandado SAAB RBS70 e RBS70NG



 


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