COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - Defesa

20 de Agosto, 2014 - 09:50 ( Brasília )

Instituída comissão que vai formular e implantar Política de Ensino de Defesa


O interesse do meio acadêmico nas temáticas relacionadas à Defesa é cada vez maior. O número de pesquisas e cursos de pós-graduação na área cresce consistentemente e o Ministério da Defesa (MD) pretende atuar de forma mais propositiva no setor.

Para tanto, acaba de instituir a Comissão Permanente de Ensino de Defesa (Copede), instância colegiada que atuará no assessoramento do ministro, na formulação e execução da Política de Ensino de Defesa (PEnsD) e também na regulamentação das atividades do campo acadêmico.

A criação da Copede foi institucionalizada pela publicação da portaria nº 2.038, de 14/08/2014, no Diário Oficial da União do dia 18/08. Subordinado à Secretaria-Geral do MD, o órgão terá em sua composição membros da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (Sepesd) do MD; pela Escola Superior de Guerra (ESG); e pelo Instituto Pandiá Calógeras (IPC) do MD.

A primeira reunião do colegiado está marcada para o próximo dia 26/08. A comissão será presidida pelo secretário da Sepesd, cargo atualmente ocupado pelo general Joaquim Silva e Luna (foto). De acordo com ele, a Copede surge com a missão de “alinhar percepções e coordenar ações voltadas para a difusão do tema defesa.”

O chefe de gabinete do Instituto Pandiá Calógeras, Juliano Cortinhas, explicou que o órgão trabalhará na regulamentação das atividades de ensino e pesquisa em Defesa tanto nas academias militares como nas instituições civis. A iniciativa deverá fortalecer o campo acadêmico, o que possibilitará o aumento de bolsas para pesquisadores nas agências de fomento como a Fundação Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Pretendemos dar consultorias para desenvolver programas nas instituições das Forças Armadas, bem como fazer com que as pesquisas feitas por militares tenham maior conhecimento na academia civil”, explicou Cortinhas.

Para o representante do IPC, um dos desafios da Copede será encontrar os pontos de convergências entre as instituições militares e civis. “Essa comunicação entre os vários órgão que atuam na pesquisa em Defesa já existe. Mas nós iremos institucionalizá-la”, disse.