Defesa
@ Net Noticiário de assuntos de: defesa, estratégia,
inteligência e tecnologia
Visite a página www.defesanet.com.br
com atualizações diárias.
Aos nossos
leitores e amigos os votos de Boas Festas
A
Estratégia Nacional de Defesa
No
dia 18 de Dezembro o governo apresentou a Estratégia
Nacional de Defesa. São 68 páginas de
uma leitura difícil pelos inúmeros conceitos
emitidos. Também a verdadeira colcha de retalhos
de que é formado incorporando os mais diversos
pensamentos militares e estratégicos atualmente
em curso no Brasil. Defesa@Net analisará o
documento não só seu contexto, como
as implicações para cada Força.
Estratégia
Nacional de Defesa Liberado Texto
Link para Download pdf 600kb
A
Brigada Aeromóvel entra em ação
“Na
composição atual do Exército,
as brigadas das Forças de ação
rápida Estratégicas são as que
melhor exprimem o ideal de flexibilidade.”,
Estratégia Nacional de Defesa, pág 16.
Defesa@Net
visitou a 12ª Brigada de Infantaria Leve e apresenta
de forma exclusiva a estrutura e detalhes operacionais
desta Vanguarda do Exército Brasileiro.
A
Brigada Aeromóvel entra em ação
http://www.defesanet.com.br/missao/est/bil.htm
Vídeos
5º
Batalhão de Infantaria Leve – Assalto
Aeromóvel
6º
Batalhão de Infantaria Leve – Combate
em localidade
Operação
Buquira - 12ª Bda Infantaria Leve
História
- 30 Anos do Conflito do Canal de Beagle
Defesa@Net
publicou uma série de quatro reportagens sobre
os 30 Anos do Conflito do Canal de Beagle. A importância
deste conflito que por muito pouco não se transformou
em guerra aberta entre o Chile e a Argentina.
As
implicações do Conflito do Canal de
Beagle transcenderam aos dos países envolvidos
e afetou a todo o Cone Sul. Isto ficou claro quando
da Guerra da Malvinas/Falklands, o apoio dissimulado
aos ingleses por alguns países (Chile) e a
discreta “neutralidade” de outros, como
o Brasil
1
ª Parte Os
30 anos do Conflito do Canal de Beagle
2 ª Parte Preparação
para a Guerra
3 ª Parte
Operação Soberania
4ª Parte A
Região 30 Anos Depois
Um
Conto de Natal
Os três Quixotes
Nelson
Düring
Foram
assinados no Rio de Janeiro (23 dez08) os acordos
para a produção no Brasil de 50 helicópteros
de grande porte e da realização do programa
brasileiro de desenvolvimento de suas forças
submarinas.
Para
aqueles que pensam que estes acordos saem de mirabolantes
conjunções estratégicas o que
relataremos é o trabalho de três profissionais
notáveis que fizeram chegar a um porto seguros
os acordos dos submarinos e helicópteros. Um
brasileiro que na condução das negociações
para a compra e o desenvolvimento no Brasil de componentes,
que alcançará inéditos 50% de
nacionalização. Outros dois, um francês
e outro brasileiro, que souberam trabalhar e tiveram
o feeling de sentir a leve mudança do vento
e lançaram as velas para aproveitá-lo
ao máximo e alterar o curso de um longo matrimônio
Brasil-Alemanha na área de submarinos.
Como
Quixotes lutaram contra o que, ao início, eram
Moinhos de Vento, até construírem uma
nova realidade.
O
Quixote Alado
Executivo jovem e também novo na empresa teve
a missão de abrir oportunidades comerciais
para a sua organização no Brasil. Mesmo
entrando em duas licitações na quais
as chances de vitórias eram mínimas,
ou melhor nenhuma, soube trabalhar uma contra-proposta
que em vez de simplesmente vender helicópteros
expandia as operações no Brasil criava
um impensável cluster de helicópteros
de grande porte em Itajubá. .
Mesmo quando na última cartada dos lobbies,
superou o que parecia uma armadilha mortal. O desafio
de trazer ao Brasil não o Super Cougar, mas
sim o novíssimo EC-725. Sim, estava aceito
o desafio e surgia o EC-725BR, helicóptero
com toda a sua estrutura feita em material composto.
No dia da assinatura outras eram as personalidade
e nomes, mas o Quixote alado tinha percorrido milhares
de quilômetros sondando desconfiados potenciais
fornecedores a embarcarem no projeto, e sempre com
espaço para uma reunião emergencial
em Brasília ou Paris.
Os Quixotes de Netuno
Como
poderia ser rompido o firme posição
da Marinha do Brasil de que só a opção
alemã era a única a ser discutida?
Quando
em Outubro de 2006 o próprio DEFESA@NET publicou
uma reposta da Marinha do Brasil afirmando que a escolha
da MB era o submarino alemão classe U-214.
Dois anos após a MB assina contrato para a
compra de 4 submarinos Scorpène e mais um casco
para ser inserido o reator nuclear que está
em desenvolvimento no Centro de ARAMAR.
Um
brasileiro, cuja profissão inicial talvez tenha
sido engenheiro, mas que discorre sobre os mais estranhos
e variados campos do conhecimento. Desde análises
estratégicas a complexos problemas de engenharia,
"Seu R" como é conhecido, trabalhou
e sentiu que uma nova administração
da MB, mais a mudança de postura do próprio
Palácio do Planalto, agora disposto a pensar
grande e aceitar desafios e riscos. Surgia a oportunidade
que faltava. E trabalhando junto com outro Quixote
de Netuno aproveitaram os novos ventos.
O
terceiro quixote é um francês que mostrou
a presença de sua empresa mesmo com um passado
de resultados não tão satisfatórios
no Brasil. Mas seu trabalho deu visibilidade e mostrou
que o estaleiro DCNS não era só um centro
de produção de naves de guerra mas estava
aliado agora a um grupo ágil que fazia negócios.
Muitos
foram os percalços. Uma declaração
sua à DEFESANET reproduzida fora de contexto
pela imprensa parisiense lhe valeu uma admoestação
de que outras pessoas eram mais qualificadas a falar
sobre submarinos. O que quase lhe custou o emprego.
Persistiu,
e na apresentação ao Board da empresa,
que ainda estava cética sobre os acordos com
o Brasil fez ela bater martelo com a seguinte afirmação:
“O que o Brasil está fazendo é
um Projeto Gaulista nos trópicos.”
Afirmação
de fácil entendimento para os franceses, que
finalmente embarcaram no projeto.
Estes três Quixotes ajudaram a implantar uma
nova realidade que iniciou dia 23 de Dezembro. Saberá
o Brasil e os brasileiros a avançarem com estes
projetos?