Defesa @ Net
Ano IV-edição  13

 
 


  
 
Para  Observar
 
A Missão Haiti, que começará na
 próxima semana, servirá de treinamento para futuras
ações no
Rio de Janeiro, como afirma o Ministério da Defesa?
 

               20 Maio  Quinta-Feira  2004

.
Golpe de Estado nos Estados Unidos?
 
    Artigos da imprensa internacional falam da crescente dificuldade do Secretário de defesa Donald Rumsfeld no trato com o seu corpo de oficiais. Alguns jornais, como o The Guardian, mencionam Golpe de Estado Militar em Washington. Em dezembro de 2002, o  Professor e Analista Estratégico Fernando G. Sampaio publicou o artigo: "Golpe militar e ditadura religiosa nos EUA: um cenário alternativo: uma análise séria sobre as possíveis conseqüências de uma ação global contra o terrorismo e seus reveses sobre a cultura ocidental".
Golpe militar e ditadura religiosa nos EUA: um cenário alternativo
The Guardian           http://www.defesanet.com.br/notas/guardian
 
 
F-X Mais um Adiamento - Novidade?
     A reunião prevista para acontecer na quarta-feira, do Presidente Luiz Inácio com o ministro José Viegas, para definir uma pauta de assuntos, entre eles o que fazer com o F-X foi cancelada no último momento. Assim ficará para após o retorno do presidente de sua viagem à China, prevista para  27 Maio. Como o ministro Viegas, sempre afirma, que será no: primeiro mês, primeiro trimestre -  a decisão poderá ser no primeiro semestre.
 
F-X Perspectivas? As mesmas............
 
    A cada mês surge uma expectativa para todos os envolvidos no processo do F-X ( fornecedores, lobbistas, imprensa), que teremos uma decisão, Assim no dia  22 Abril, Dia da Aviação de Caça, esperava-se uma indicação. A última era de que, na reunião prevista para, o dia 19 Maio, entre o Presidente e o Ministro da Defesa haveria um sinal. Ficou para após o retorno da viagem presidencial à China. Hoje não se discute no Programa F-X, qual o melhor caça, porém se haverá realmente o Programa como tal. Ou se a solução descrita por Klécio Santo, jornal Zero Hora , em 08 Abril, será a realidade final. Segundo informações recebidas por Defesanet as  informações da reportagem permanecem  atuais, e são a realidade de muitos protagonistas do Programa F-X.
Matéria Zero Hora www.defesanet.com.br/fx/zhfx
 
Projeto de Veículo Conjunto: Brasil e Argentina? II

    O projeto anunciado na reunião dos ministros Pampuro e Viegas, em Brasília, 10 Maio 2004, está baseado no projeto VELA (Vehículo de Exploración Ligero de Asalto), do Exército Argentino e estudos da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro. Será um veículo com estrutura tubular,  com tração 4x4, e que tem como finalidade apoiar as operações de forças especiais e aerotransportadas                                                                  http://www.defesanet.com.br/noticia/infobae4x4/

Para uma foto do VELA acesse o site argentino SAORBATS                             http://www.saorbats.com.ar/GaleriaSaorbats/BAA/pages/VELA_jpg.htm

Para o antigo projeto brasileiro CUTIA acesse o UFJF Defesa  600kb pdf                          http://www.defesa.ufjf.br/fts/CUTIA.pdf

Operação Prata II

    Segue na região sul do Brasil, até 21 Maio,  a Operação Prata II, realizada  com a Argentina. A Operação Prata II insere-se em um planejamento maior de treinamentos que prevê a execução de outros exercícios, da mesma natureza, ao longo das fronteiras brasileiras com outros países da América do Sul.  Mais detalhes podem ser acessados na página da FAB www.fab.mil.br/prata2


Missão Haiti: Enfoques  

Nelson Düring 

    Ler as reportagens e entrevistas que são publicadas no: Brasil, Chile, Argentina e também  incluindo o Uruguai, sobre  a missão de Paz no Haiti, sob o mandato da ONU verifica-se uma  dissintonia. Cabe ao Brasil a função de desafinado.

    Vejamos as declarações que Defeanet tem coletado nos órgão de imprensa:

    "Uma das preocupações da Defesa é conquistar o apoio dos haitianos, para que a tropa da ONU não seja vista como uma força de repressão inimiga. Para cativar a população, os militares prometem uma ação "cívico-social" no Haiti, como distribuição de remédios e melhora da infra-estrutura.

    No Haiti, as tropas devem fazer operações semelhantes às que realizaria no Rio, como patrulhamento, cerco a pontos importantes e controle do vaivém de pessoas e veículos. Para o caso do Rio, a proposta da Defesa era usar as tropas de forma ostensiva, com tanques nas ruas e vias expressas, além de ocupar favelas -onde está o foco do crime organizado, mas vivem milhares de cidadãos alheios ao tráfico de drogas". Folha de São Paulo 16 Maio 04

    No dia seguinte o Ministro da Defesa da Argentina, José Pampuro, anunciava em entrevista coletiva com a presença do Ministro brasileiro José Viegas e a Ministra de Defesa do Chile Michelle Bachelet Jeria:

  " A pesar de que no lo reconoció ayer en conferencia de prensa, el ministro de Defensa, José Pampuro, admitió implícitamente que las tropas argentinas que actuarán en Haití podrían entrar en combate, aunque aclaró que el riesgo de pérdida de vidas 'es muy bajo' ".Infobae 18Mai04

   "Más precisa, Bachelet Jeria indicó que "Chile prefiere participar en Haití bajo el Capítulo VII, ya que será necesario para la autodefensa y el desarme de grupos de exterminio".Infobae18Mai04 

    Em Seminário,  na terça-feira, oficiais argentinos foram mais detalhados:   

 "Otro hombre de la fuerza consultado sobre si la misión debe ser de mantenimiento (capítulo VI) o imposición (capítulo VII), cuestión que demora la firma del proyecto por parte del Presidente, no puso reparos en esta diferencia porque "todos nosotros estamos entrenados para la autodefensa y el combate. No sería una novedad que tuviéramos que atravesar momentos difíciles".Infobae 19maii04

     É evidente que o jogo burocrático/diplomático entre os  Capítulos VI (Manutenção de Paz) ou VII (Imposição de Paz), não ajudará as tropas brasileiras, quando essas estiverem no terreno. Digam os uruguaios que travaram pesados combates no Congo, no ano passado. Está sendo a montagem da estrutura da Força Brasileira, equipada com armamentos bélicos, que possam garantir a integridade dos soldados, e quando for necessário impor à força a sua missão? Sem falar na questão de sobrevivência no campo, como possíveis ataques, que põem ser perpetrados contra as tropas,  ou demonstrações de força necessárias.

    As experiências passadas do Brasil, em Missões de Paz, não é válida para o Haiti. No passado recente, as maiores operações aconteceram em um ambiente amigável e com pontos de interação com a população local, tais como: língua e costumes( Angola, Moçambique e Timor Leste). Essas condições não se repetirão agora.

    Qual a razão da diferença de visão dos nossos parceiros nessa missão? O Chile já está operando no Haiti e tem uma visão dos fatos do campo. A Argentina teve um envolvimento na Croácia(1992-1995), Kosovo(desde 1998) e Iraque-Kuwait (1992-2003). Tem experiência em missões de manutenção e imposição de paz, em regiões com conflitos políticos, religiosos e raciais, ambiente mais próximo do que será encontrado no Haiti.

    Considerar a Missão de Paz no Haiti, como um treinamento para futuras ações no Rio de Janeiro, implica em desconhecer alguns princípios básicos, que fazem as duas operações serem totalmente diferentes. Estão todas as variáveis da operação consideradas pelo Ministério da Defesa, Comandos do Exército e Marinha (Corpo de Fuzileiros Navais)? Ou será apresentada( a missão), somente como necessária a uma aspiração de ser membro permanente do Conselho de Segurança?

    Coube ao Brasil e honra de comandar essa Missão de Paz e os desafios desse comando são os mesmos, pela magnitude e complexidade,  que enfrentou o então General Mascarenhas de Morais, ao lançar a FEB na Itália em 1944.  

Haiti é treinamento para o Rio de Janeiro  http://www.defesanet.com.br/haiti/fsp16mai04a

Veículos que estão sendo enviados ao Haiti pelas Forças Brasileiras 900kb pdf  http://www.defesanet.com.br/haiti/veiculos/haiti.pdf 


Defesa @ Net

Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
Para assinar envie mensagem com a palavra assina  assinar@defesanet.com.br
Para cancelar envie mensagem com a palavra cancela assinar@defesanet.com.br
Caso queira reenviar esta mensagem deixe claro quem está reenviando.