BAE Systems Procura Fusão
com a Boeing
O
Jornal The Sunday Times (19JAN03), ao publicar uma
pequena nota sobre a possível fusão, disparou uma seqüência de
informações ao longo do domingo. Em especial a confirmação da própria
BAE Systems que estava em negociações com a empresa
americana Boeing.
BAE Systems is considering a £20 billion
merger with Boeing of the US. Separately, the Government has
told the group that it will not cap its losses on building Astute
submarines and Nimrod surveillance aircraft. (The Sunday
Times)
A saga
da BAE Systems, tem sido difícil nos últimos meses.
No fim de 2002, anunciou que vários projetos estavam com problemas
técnicos e com os custos ultrapassando as metas previstas,
contratos assinados por preço fixo ( modernização avião
patrulha naval Nimrod e submarinos nuclear
Classe Astute). O início de 2003, trouxe a
realidade de que pode perder um contrato de 10 bilhões de libras
para a francesa Thales. Construção de dois
porta-aviões, de 50.000 toneladas cada um, para operar o
futuro JSF( F35) da Royal Navy e Royal Marines.
Avião de que a BAE Systems é o maior contratista após
a Lockheed Martin.
No dia 16 de
Janeiro, o Ministro de Defesa, Geoff
Hoon, afirmou que a BAE Systems,
não era mais inglesa (no longer a British company), pois 54%
de seu controle acionário era estrangeiro. Respondia assim às pressões
dos sindicatos, que queriam o contrato dos porta-aviões serem
entregues para a BAE Systems.
Quando da fusão da
British Aerospace com a GEC-Marconi em 1999, a nova empresa valia 9,2
bilhões de libras. Na semana passada valia 6,2 Bilhões na Bolsa de
Londres.
As
vendas globais da empresa somam £13.1 bilhões de
libras/ano, sendo £10.8 bilhões em exportações. Cerca de
47.000 dos 72.000 funcionários da BAE trabalham na
Inglaterra.
A participação da BAE Systems no
Brasil
A empresa inglesa
tem uma participação direta, com o Ministério
Defesa, através da South América
Ordnance, uma joint-venture com a IMBEL,
para produção de munições e peças de artilharia. Participa
também ativamente em projetos da Marinha, como a Modernização das
Fragatas Classe Niterói (
MODFRAG).
A presença
mais recente tem sido a oferta do caça
Gripen, dentro do Programa FX. A BAE System tem
35 % do controle acionário da SAAB e 50% da
Gripen International, empresa de comercialização do caça no
mercado internacional. Durante o período de 2000/2001 os ingleses
conduziram as negociações no Brasil, sendo retomado pelos suecos
em 2002, quando o caça passou a ter reais condições na
competição.
A empresa também procurou ter uma presença acionária na
EMBRAER, como parceira estratégica, antes da
associação com o consórcio francês (Dassault, Thales,
EADS, SNECMA) . Veja interessante
entrevista com o VP Mercado Defesa EMBRAER sobre as negociações
( Artigo)
Implicações
Na semana em que é
comemorado, os 40 anos do Tratado de Cooperação
Franco-Alemão ( Tratado do Eliseu ),
assinado em 22 JAN 1963 pelo Presidente Charles de
Gaulle e o Chanceler Konrad Adenauer, a
notícia causa impacto. Os resultados do Tratado do Eliseu levou aos
seguintes projetos:
1- Mísseis:
Roland SAM, MILAN e HOT e a empresa
EUROMISSILE;
2- Helicópteros com a criação da
EUROCOPTER;
3- e as
mais importantes as empresas: AIRBUS e
ARIANESPACE.
A empresa AIRBUS
anunciou, na semana passada, que deverá assumir, em
2003, o primeiro lugar na produção de aviões comerciais superando
a BOEING com 300 aviões contra 285 da rival
americana. A BAE Systems tem 20% no consórcio AIRBUS e a
EADS os 80% restantes.
A
contestada decisão, de Maurício Botelho, pela
associação com o consorcio francês, tem-se mostrado estável até o
momento, pela dança das cadeiras, do cenário aeronáutico
internacional.