Defesa @ Net
Ano IV-edição  08

 
 


  
 
Para  Observar
 
A Apresentação do Relatório do VLS servirá para traçar os novos rumos do Programa Espacial Brasileiro?
 

               19 Março Sexta-Feira  2004

F - X Poder de Fogo - Exclusivo Defesanet
 
DEFESANET traz com absoluta exclusividade, mais um interessante artigo do diretor de Redação da revista Tecnologia & Defesa, Cosme Degenar Drumond, sobre o Projeto F-X BR. Vale a pena conferir, pois se trata de matéria complexa, com informações de alto nível e extremamente atualizada, e que ainda não foi publicada com a mesma abrangência até mesmo pela imprensa dita especializada. O artigo será publicado com ilustrações em cores na edição 99 de Tecnologia & Defesa, que estará nas bancas no início de abril. Na mesma edição da revista haverá uma entrevista com o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Luiz Carlos da Silva Bueno, Comandante da Aeronáutica, abordando sobre diversos projetos da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira".
Leia  artigo T-X Poder de Fogo
 
Cientista Paulo Antônio de Souza, em Porto Alegre -  22 Março 2004

No Dia Mundial da Água, 22 de março, a FIERGS traz a Porto Alegre o cientista  brasileiro Paulo Antônio de Souza Júnior, pesquisador, convidado da Missão de Exploração a Marte da NASA/EUA e analista de tecnologia da Companhia Vale do Rio Doce. Ele participará do lançamento do Anuário RSustentável – iniciativa do Conselho de Meio Ambiente da FIERGS, e fará uma palestra exclusiva para convidados sobre " A Pesquisa Espacial e o Desafio do Ambiente Sustentável no Planeta Terra".

9h30min Lançamento do Anuário RSustentável

9h40min Palestra - " A Pesquisa Espacial e o Desafio do Ambiente Sustentável no Planeta Terra". .

Local Fiergs Porto Alegre RS - 22 Março 2004

Combate na Nova Família de Blindados

    A apresentação, em São Paulo (05MAR04), do veículo  blindado Patria AMV 8x8 deu início a uma frenética ação nos bastidores do Programa da Nova Família de Blindados de Rodas do Exército Brasileiro. A viagem  do Comandante do Exército General Albuquerque, e do Presidente da IMBEL General Amarante, à África do Sul, e das demonstrações do veículo no Rio de Janeiro, Campo de Provas da Maranbaia, alimentaram ainda mais os combates. Tradicional empresa de área de defesa tem provido munição contra o MoU, entre a IMBEL e a PATRIA/EADS, inclusive contra os órgão de imprensa, que noticiam a apresentação do veículo no Brasil. 

Defesanet em conjunto com o UFJFDefesa traz um artigo sobre as primeiras impressões do Patria AMV 8x8

www.defesanet.com.br/noticia/patriaamv

11 Setembro Terror Econômico  - 11 Março Terror Político de Estado

    Dois atentados terroristas com objetivos diametralmente opostos. A imprensa, em especial a brasileira, tem feito contorcionismos de retórica, ao analisar o atentado de 11 Março. Condena o atentado e saúda o resultado da eleição como democrático. Legitima o resultado, daquele que praticou o atentado procurava, ou seja: ditar a um país o que fazer.


As Forças Armadas no Combate ao Crime Organizado

General(R1) Flávio Oscar Maurer

mmaurer@terra.com.br

 

A recente elaboração de um projeto de lei por parte da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, do Senado Federal, atribuindo novas missões às Forças Armadas é apenas mais um passo da intenção de levá-las a participar de forma ativa da segurança pública em nosso país.

 

Estamos, assim também, atendendo à política do governo norte-americano que deseja ver as Forças Armadas dos países latino-americanos assumindo cada vez um papel mais direto  no combate ao crime organizado. Esta nova destinação para as Forças Armadas há bastante tempo vem sendo recomendada às novas lideranças civis desses países  pelo chamado Consenso de Washington, um conselho de notáveis do EUA que a partir da década de 80, do século passado, vem propondo estratégias para a consolidação da hegemonia daquele país na América Latina.

 

O envolvimento das Forças Armadas na segurança pública nos países periféricos tem dois objetivos claros de acordo com a ótica da nova ordem mundial. O primeiro visa engrossar o esforço ao combate à criminalidade, particularmente ao crime organizado. Por outro lado, objetiva afastar as Forças Armadas do centro do poder, diminuindo lhes a importância política nesses países.

 

O desgaste progressivo que o combate direto ao crime causará às instituições militares forçosamente irá minar o bom conceito que elas continuam até hoje desfrutando junto a opinião pública e abalará seriamente a sua missão maior que é a de defender a pátria. A conclusão lógica é de que onde isso acontecer em toda a sua plenitude haverá um enfraquecimento do poder nacional, abrindo mais e mais as portas para os objetivos hegemônicos em pauta no mundo globalizado em que vivemos.

 

É preciso observar, porém, que se no estado democrático em que vivemos, este for o desejo da sociedade brasileira, há muitas maneiras de colaborar decisivamente no combate ao crime sem se envolver diretamente no confronto direto com os criminosos.

 

Primeiramente é preciso fazer ver à sociedade de forma muito clara que o militar das Forças Armadas não está nem deve ser preparado para atuar como policial. Não há possibilidade de lhe proporcionar um treinamento para que seja apto para cumprir as duas missões: a de ser empregado como combatente convencional incorporado a unidades militares convencionais e a de policial no patrulhamento das ruas, no enfrentamento com criminosos.

 

Para cada uma dessas missões é necessário um longo preparo físico e psicológico onde entram em jogo equipamentos e armamentos completamente diversos, bem como atitudes e táticas antagônicas umas com as outras. O emprego concomitante em ambos, levará a um seguro e inevitável fracasso, cujos prejuízos são fáceis de prever.

 

Já empregar as Forças Armadas coordenando as atividades de inteligência e de apoio logístico às operações policiais é perfeitamente viável com resultados seguramente positivos. É preciso, porém, que haja uma real integração entre as organizações policiais e militares empregadas, o que não é fácil. Basta ver as enormes dificuldades históricas que ainda existem para integrar as atividades da polícia federal, da polícia militar e civil dos estados.

 

Um bom começo seria o de revitalizar os Conselhos de Segurança Integrados, há muito tempo existentes em todo o país, nos quais as Forças Armadas desempenham um papel importante, mas que foram gradativamente perdendo prestígio, consideradas parte do “entulho autoritário”.

 

Reativando os Conselhos de Segurança Integrados e institucionalizando-os com uma legislação moderna e objetiva,  com poderes bem claros e definidos, o país estará melhorando de forma bastante efetiva os seus instrumentos de combate à criminalidade. Com a participação da Forças Armadas, como quer a sociedade brasileira.


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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