Defesa @ Net
Ano V-edição  15

 
 


  
 
Para  Observar
 
Com o Exército operando no Pará surge a pergunta: por onde anda a Força Nacional de
Segurança Pública?
 
 

               18 Fevereiro Sexta-Feira  2005

Defesanet iniciará Série Histórica -  60 Anos da Vitória
 
No dia 21 de fevereiro transcorre os 60 anos, da quarta e decisiva,  Batalha do Monte Castelo. Defesanet dará iníco nessa data, uma série de notas sobre a FEB. Não será uma mera reconstituição histórica, mas trará os comentários de quem participou, e fatos pouco conhecidos da campanha. Terá uma distribuição, no dia em que os eventos aconteceram. Quando possível jornais da época serão usados. Será enviado para a caixa postal com os tradicionais boletins Defesa @ Net.
 
 
Latin America Aero & Defence 05 - LAAD 05

Entrevista com o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcus Vinicius Sffogia, da Secretaria de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, com os organizadores da LAAD 05.Palavras do Brigadeiro Sffogia:
"A carência de recursos públicos destinados ao investimento no reaparelhamento das Forças Armadas dos diversos Estados permite deduzir que os materiais de defesa disponíveis nos diversos países latino-americanos estão, em sua grande maioria, no final de seu ciclo de vida útil. Dentro desse contexto é lícito supor que as oportunidades comerciais, fruto de uma crescente necessidade de renovação de produtos de defesa, são bastante razoáveis e tendem a aumentar."

Entrevista na íntegra http://www.defesanet.com.br/laad05/sffogia 
 
 
Paquistão vai de SAAB 2000 e Radar Erieye
Em artigo do jornal sueco Dagens Industri, de 17 Fevereiro 2005, são dados os primeiros detalhes do acordo com o Paquistão para a venda de aviões SAAB e radares Ericsson Erieye. O valor pode alcançar de 7 a 9  bilhões de coroas suecas (700-900 milhões de dólares). A venda inclui o radar Erieye da Ericsson, mais sistemas de controle e aviões da SAAB 2000.
 
A Índia Assina com a EMBRAER
No dia 08 de fevereiro, a Embraer assinou com o governo da Índia um Memorando de Entendimento(MoU), para estudos e adaptação de um radar ao avião ERJ-145. Estudos que podem levar a enda de três aviões.

 
De Roupa Errada
 
Nelson F. Düring
editor
 
A viagem à Venezuela, pelo Presidente Luiz Inácio, 13 e 14 Fev, foi marcada pelo tom descompassado, e a roupa errada usada durante toda a viagem, especialmente na área de defesa.
 
Começando com a nota nº65 do Itamaraty, passando por empresas que primam pela sua postura, à imprensa nacional, um somatório de desacertos. Coube finalmente, para surpresa da maioria, a um dos interessados, e potencialmente contraditados, por ordem nos acontecimentos.
 
Comecemos pela nota nº65, do Itamaraty, cujo parágrafo reproduzimos abaixo:
"Existem também promissoras possibilidades de cooperação na área de defesa e no que se refere à vigilância da Amazônia. Espera-se que a EMBRAER venha a reaparelhar e fornecer novos aviões "Tucano" para a Força Aérea Venezuelana. Será examinada a possibilidade de realização de exercícios conjuntos na Amazônia. A Venezuela tem interesse no desenvolvimento de sistema próprio de vigilância da Orinoquia e da Amazônia, para o qual poderiam contribuir empresas brasileiras."
 
Esse parágrafo disparou uma série de artigos, ufanistas na imprensa nacional e críticos, na imprensa estrangeira. A imprensa nacional super-estimou as capacidade do AMX ,o que levou ao New York Times compara-lo ao F-16.
 
Antigos projetos de exportação de equipamentos militares, que estavam adormecidos, eram lembrados pelo BNDES, cujo presidente, Guido Mantega, estava na delegação.
 
Para uma poeira cada vez maior e com perda total do foco do negócio, coube ao potencial ofendido, o Governo Americano acalmar o fogo, em entrevista ao Estado de São Paulo( 15 Fev ). 
 
 "Não estamos preocupados com a venda dos Super Tucanos à Venezuela", afirmou ontem ao Estado o subsecretário de Defesa adjunto para o Hemisfério Ocidental, Rogélio Pardo Maurer. "É um bom avião e a Venezuela tem necessidades legítimas de patrulhar seu espaço aéreo", afirmou o secretário.
 
Continuou com suas declarações e emitiu as seguintes frases:
 
Washington vê, porém, forte potencial de desestabilização para a região na decisão do líder venezuelano de comprar as AK-47 e outros equipamentos e em seus planos para garantir munição para os rifles de assalto russos. "Ele está fazendo isso de uma forma não transparente e que vai contra o espírito, se não da letra, dos mecanismos hemisféricos de reforço da confiança na área de defesa", disse o alto funcionário.

"Chávez está militarizando a sociedade venezuelana. E quando você junta isso com indícios crescente de corrupção das forças armadas da Venezuela e falta de mecanismos de verificação e de prestação de contas."
 
Ao leitor cabe analisar as próprias palavras de Hugo Chávez, no Fórum Social Mundial, que o correspondente de Defesanet, Kaiser Konrad, transcreveu e tomar as suas conclusões.
 
Nas palavras de um executivo, que tem negócios com a Venezuela, e sua empresa pôs em "hold". "As garantias que o governo Venezuelano oferece são bônus do Tesouro da Venezuela. Um verdadeiro:a garantia soy yo."
 
Assim parece que o tour Venezuelano nada mais foi para a área de defesa do que um passeio de roupa errada, como a que o presidente usou, ao passar em revista as tropas, vestido de jeans.
 
Uma coisa boa enfim, o BNDES apareceu, assim como o Ministro Furlan e a APEX, em apoio à área de defesa. Será verdade ou foi só o modelito errado também?


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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