Entrevista com o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcus
Vinicius Sffogia, da Secretaria de Logística e Mobilização do
Ministério da Defesa, com os organizadores da LAAD 05.Palavras do
Brigadeiro Sffogia:
"A carência de recursos públicos destinados ao investimento
no reaparelhamento das Forças Armadas dos diversos Estados
permite deduzir que os materiais de defesa disponíveis nos diversos
países latino-americanos estão, em sua grande maioria, no final de seu
ciclo de vida útil. Dentro desse contexto é lícito supor que as
oportunidades comerciais, fruto de uma crescente necessidade de
renovação de produtos de defesa, são bastante razoáveis e tendem
a aumentar."
Entrevista na íntegra http://www.defesanet.com.br/laad05/sffogia
Paquistão
vai de SAAB 2000 e Radar
Erieye
Em
artigo do jornal sueco Dagens Industri, de 17 Fevereiro 2005, são
dados os primeiros detalhes do acordo com o Paquistão para a venda de
aviões SAAB e radares Ericsson Erieye. O valor pode alcançar de 7
a 9 bilhões de coroas suecas (700-900 milhões de dólares). A
venda inclui o radar Erieye da Ericsson, mais sistemas de controle e
aviões da SAAB 2000.
A Índia Assina com a
EMBRAER
No dia 08 de fevereiro, a Embraer assinou com o
governo da Índia um Memorando de Entendimento(MoU), para estudos
e adaptação de um radar ao avião ERJ-145. Estudos que podem levar a
enda de três
aviões.
De Roupa Errada
Nelson
F. Düring
editor
A viagem à
Venezuela, pelo Presidente Luiz Inácio, 13 e 14
Fev, foi marcada pelo tom descompassado, e a roupa errada usada
durante toda a viagem, especialmente na área de defesa.
Começando com a
nota nº65 do Itamaraty, passando por empresas que primam pela sua
postura, à imprensa nacional, um somatório de desacertos. Coube
finalmente, para surpresa da maioria, a um dos interessados, e
potencialmente contraditados, por ordem nos
acontecimentos.
Comecemos pela
nota nº65, do Itamaraty, cujo parágrafo reproduzimos
abaixo:
"Existem
também promissoras possibilidades de cooperação na área de defesa e no
que se refere à vigilância da Amazônia. Espera-se que a EMBRAER venha
a reaparelhar e fornecer novos aviões "Tucano" para a Força Aérea
Venezuelana. Será examinada a possibilidade de realização de
exercícios conjuntos na Amazônia. A Venezuela tem interesse no
desenvolvimento de sistema próprio de vigilância da Orinoquia e da
Amazônia, para o qual poderiam contribuir empresas
brasileiras."
Esse parágrafo
disparou uma série de artigos, ufanistas na imprensa nacional e
críticos, na imprensa estrangeira. A imprensa nacional super-estimou
as capacidade do AMX ,o que levou ao New York Times compara-lo ao
F-16.
Antigos projetos
de exportação de equipamentos militares, que estavam
adormecidos, eram lembrados pelo BNDES, cujo presidente, Guido
Mantega, estava na delegação.
Para uma poeira
cada vez maior e com perda total do foco do negócio, coube ao
potencial ofendido, o Governo Americano acalmar o fogo, em
entrevista ao Estado de São Paulo( 15 Fev ).
"Não estamos preocupados com a venda dos Super
Tucanos à Venezuela", afirmou ontem ao Estado o subsecretário de
Defesa adjunto para o Hemisfério Ocidental, Rogélio Pardo Maurer. "É
um bom avião e a Venezuela tem necessidades legítimas de patrulhar seu
espaço aéreo", afirmou o secretário.
Continuou com
suas declarações e emitiu as seguintes frases:
Washington vê, porém, forte potencial de
desestabilização para a região na decisão do líder venezuelano de
comprar as AK-47 e outros equipamentos e em seus planos para garantir
munição para os rifles de assalto russos. "Ele está fazendo isso de
uma forma não transparente e que vai contra o espírito, se não da
letra, dos mecanismos hemisféricos de reforço da confiança na área de
defesa", disse o alto funcionário.
"Chávez
está militarizando a sociedade venezuelana. E quando você junta isso
com indícios crescente de corrupção das forças armadas da Venezuela e
falta de mecanismos de verificação e de prestação de contas."
Ao leitor cabe
analisar as próprias palavras de Hugo Chávez, no Fórum Social Mundial,
que o correspondente de Defesanet, Kaiser
Konrad, transcreveu e tomar as suas
conclusões.
Nas palavras de
um executivo, que tem negócios com a Venezuela, e sua empresa pôs em
"hold". "As garantias que o governo Venezuelano oferece são
bônus do Tesouro da Venezuela. Um verdadeiro:a garantia soy
yo."
Assim parece que
o tour Venezuelano nada mais foi para a área de defesa do que um
passeio de roupa errada, como a que o presidente usou, ao
passar em revista as tropas, vestido de jeans.
Uma coisa
boa enfim, o BNDES apareceu, assim como o Ministro Furlan e a APEX, em
apoio à área de defesa. Será verdade ou foi só o modelito errado
também?