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Terça-feira, 21 Maio 2002
 Artilharia pelo US Army
Para  Observar?
 
O Grupo de Trabalho Brasil - Bolívia.
Importantes Acordos Operacionais.
 
 
 
 
 

                   

17 Maio  Sexta-Feira   2002        

-NOTA - Por problemas técnicos nos computadores onde  está a página do Defesanet  ( Terra Empresa ).  a página está indisponível.  Desde  o  meio  dia de  quinta-feira  (16 Maio), não está disponível. Pedimos escusas pela falta. O Terra Empresa, até o momento não identificou o problema nos seus sistemas. 17Maio02 - 12:00 Horas 
 
O Editor
 
 
 
 
Protocolo de Kyoto e Implicações Militares
 
Brasília DF- 15 Maio- Representantes do governo e outros convidados defendem a ratificação do acordo internacional pelo Senado, o que poderá ocorrer na próxima semana

     O Protocolo de Kyoto, que poderá ser ratificado na próxima semana pelo Senado, foi debatido ontem em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Participaram da audiência os representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, Antonio Guerreiro, e da Ciência e Tecnologia, Gilvan Meira Filho, do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Marina Grossi, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais, Rubens Harry Born, e do Observatório Nacional sobre Clima, Mário Monzoni, além do deputado Fernando Gabeira (PT-RJ).

    Os debatedores foram unânimes na defesa da ratificação do protocolo, um tratado internacional para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa e aumenta a temperatura do planeta. Eles afirmaram que a ratificação coloca o Brasil numa estratégica posição de vanguarda na questão do meio ambiente nas próximas rodadas de negociação. 

Nota- Há três anos o Defesanet tem procurado informações sobre a possível implicação do Protocolo de Kyoto, sobre a Defesa Nacional. Até o momento fontes consultadas: Agência Nacional do Petroleo (ANP), e responsáveis pelo acordo na área de Ciência e Tecnologia em ambos as respostas tem sido o silêncio. Ou não foi analisado ou há algo mais. Basear o consumo de combustíveis fósseis aos níveis de 1990, onde as Forças Armadas brasileiras estiveram no mínimo de sua operação merece uma avaliação. O que recebemos de resposta é de não se aplica a países como o Brasil.......  

    O Presidente Bush tem uma campanha internacional contra sí por definir a não ratificação do Protocolo de Kyoto. Porém já em 1999 e 2000 a National Academy of Science ( NAS), recomendava ao Congresso a não ratificação devido a implicação na Segurança Nacional. No caso o maior consumidor de combustíveis fósseis nos Estados Unidos é o Pentágono. 

    Uma referência da possível implicação é de que nas ações aéreas da Operação Allied Force (Kosovo), 1999, representaram o consumo de 5% do consumo mundial de querosene de aviação, no período, segundo o American Petroleum Institute (API).

    No dia 20 Maio começa a Operação  Tapuru, Região Amazônica, operação conjunta FAB, Marinha e Exército. O deslocamento será limitado a algumas centenas de homens e dezenas de aviões e navios. Porém se fosse necessário o deslocamento real de unidades inteiras para a Amazônia, e passar a cota de combustível fóssil.  Foi o Ministério da Defesa consultado em algum momento da discussão deste acordo. Em especial a sua proposição em 1997 as Forças não tinham uma ação coordenada sobre estes assuntos. Fator mais estruturado posteriormente com a Criação do Ministério da Defesa.  

 

Centro de Controle para a CRUZEX
 
     Vista Aérea do complexo do JFAC - Centro de Comando e Controle deslocado pelo L´Armée de L´Air para a Base Aérea de Canoas. Centro Operacional padrão OTAN, que foi empregado pela primeira vez fora da área de atuação dessa Organização. Foi necessário o aluguel de um avião Antonov para trazer todo o material . Foto: L´Armée de L´Air  
Supremo Tribunal Militar na CRUZEX
 
O presidente do Supremo Tribunal Militar (STM) Ministro Olimpyo Pereira da Silva, Jr., visitou a Operação Cruzex. A interação e integração das Operações Militares modernas com outros meios até o momento não usados. A necessidade de assessoria Legal poderá ser um dos pontos identificados na Exercício CRUZEX. O Ministro Olimpyo ficou  impressionado pela interatividade com a participação decisiva da sociedade, via internet, no acompanhamento, sugestões e até participando em operações virtuais.
 
 
 
                        Capitão Francisco, CECOMSAER, explicando os detalhes da
CRUZEX para o   Ministro Olimpyo e assessores. O Capitão Francisco foi o responsável
pela área de internet  da CRUZEX- Foto Defesanet 
 
EXERCÍCIO CRUZEIRO DO SUL - CRUZEX

Nelson F. During

    Uma semana após o encerramento da Operação CRUZEX é um tempo curto para uma análie mais acurada do que representou  para os participantes. O Exercício CRUZEX foi operado em diversos campos, indo do militar propriamente dito, o tecnológico com a introdução de ovos equipamentos, operacional e doutrinário com as forças operando em uma coalizão e um campo novo desbravado pela primeira vez nos países participantes: o envolvimento da sociedade no exercício.

    No período de  29 abril a 10 de maio, o exercício conjunto entre as Forças Aéreas: Brasil, Argentina, França e Chile. Além dos campos de atuação desenvolvidos acima tem muitos primeiros. Uma lista de alguns destes primeiros é citada abaixo: 

1-    Primeira vez que as quatro nações trabalham de forma conjunta;

2–    Primeira vez que procedimentos e equipamentos OTAN são usados no Hemisfério Sul;

3–    Primeira vez que a estrutura do JFAC ( Joint Forces Air Control ) opera fora da França;

4–    Primeira vez que forças operativas Chilenas e Argentina, de combate, trabalham lado a lado;

5–    Primeira vez que a aviões de combate chilenos cruzam os céus da Argentina e são reabastecidos (REVO) sobre o Chaco;

6-    Primeira vez que há uma batalha virtual com a população dos estados brasileiros envolvidos participando ativamente,

7–    Primeira vez que há a cobertura de um exercício militar na internet com interatividade.

    Porém de todos os primeiros talvez o mote mais importante tenha sido dito pelo Ten.Cel Rodriguez da Força Aérea Chilena:

“Os participantes estão com a vontade de entender-se”.

Avião E3F AWACS do L´Armée de l ´Air, parte integrante para o sucesso dos Mirage 2000-5 franceses. No primeiro dia os Mirage 2000-5 abateram 8 dos 9 F5 usados como OPFOR.  Foto André Flores - FAB

    O Brigadeiro Baptista foi enfático na entrevista coletiva ao mencionar a performance da Força Aérea Francesa: "Estão abatendo os meus aviões a 50 milhas de distância". O conjunto Mirage 2000-5 mais o AWACS possibilitou uma performance superior para a Força de Coalizão liderada pelo L´Armée de L´Air.  Isto pode prever desdobramentos com a decisão próxima do Programa FX, termos  nos céus brasileiros uma FAB potente e capaz.

    Como disse o Secretário Geral da ONU, Dr Kofi Annan

 "You can do a lot with diplomacy, but much more with diplomacy backed by effective military force".

    


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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