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17 Agosto  2002 Sábado

No dia 16 de agosto de 2002, às 10:30, partiu de Rio Grande (RS), o helicóptero esquilo, prefixo 7083, do 5o. Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral - HU5, subordinado ao Comando do 5o. Distrito naval de Rio Grande. A sua missão consistia em realizar uma patrulha em conjunto com fiscais do IBAMA, no trecho compreendido entre as cidades de Rio Grande e Tramandaí. Como de praxe, após decolar a aeronave manteve contato com a torre de controle do aeroporto de Pelotas.

A viagem que normalmente dura uma hora, mas que devido a natureza da missão poderia durar mais tempo foi tida como normal até as 12:30. Este era o tempo limite para a chegada da mesma junto a cidade de Tramandaí.  A não chegada da aeronave por si só fez com que os mecanismos de segurança fossem acionados. Com isto a Marinha deslocou para a busca e esclarecimento do ocorrido o Navio-Patrulha Benevente, que havia participado da soltura de pingüins em alto mar( 16AGO02), do Rebocador de alto-mar Tritão que se encontrava na Lagoa dos Patos, também em missão de patrulha com o IBAMA, de lanchas da Capitania dos Portos do Estado do Rio Grande do Sul e do Serviço de Sinalização Náutica do Sul - SSN5.

Por terra foram empregados  equipes do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande e da Agência da Capitania dos Portos de Tramandaí. Por ar foi acionado uma aeronave da Força Aérea Brasileira - FAB bem como outros helicópteros do HU5. Inicialmente o fato do desaparecimento da aeronave não era visto como um acidente, e sim que a mesma estava apenas desaparecida. Cogitava-se a hipótese de ter ocorrido uma pane da mesma, motivo pela qual ela deveria ter pousado. O tempo bom na região eliminava as possibilidades de um pouso devido condições meteorológicas desfavoráveis.

O Rebocador de Alto-Mar Tritão, com chegada à cidade de Porto Alegre, prevista para a manhã de sábado 17/08/2002, recebeu mensagem para retornar à cidade de Rio Grande, e juntar-se as buscas junto a costa. O nevoeiro que sobre todo o litoral que ocorreu durante a manha de sábado, fez com que os vôo fossem prejudicados. Mas já no decorrer do mesmo período eles foram reiniciados. E antes do meio dia já havia a confirmação de que uma aeronave da marinha havia localizado, na rigião da PONTA DO BOJURU, Lago dos Patos, os corpos de dois militares. A identificação dos mesmos ainda não era confirmada pelo comando do 5o. DN. Entre os tripulantes se encontravam dois primeiros tenentes, recém chegados ao HU5, e um praça (fiel da aeronave), bem como dois funcionários do IBAMA.

O Vice-almirante José Eduardo PIMENTEL de Oliveira, comandante do 5. DN, que se encontrava viajando retornou a Porto Alegre, com destino a cidade de Rio Grande. Também estava sendo esperado, para as próximas horas a chegada, do Rio de Janeiro de uma equipe do pessoal da Marinha especializado na investigação e prevenção de acidentes. Para estudar as causas do mesmo, tendo em vista que a ocorrência de mortes acarreta na abertura de um processo militar de investigação.
 
Informações CARLOS CESAR REIS DE OLIVEIRA
 
    

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