Está disponível a
palestra do Prof. Fernando G. Sampaio: "Reflexões sobre a
Paralisia Estratégica nas Campanhas do Golfo e o Processo de
Paz" forças de Saddan Hussein praticamente
não opuseram resistência às forças anglo-americanas no Iraque, em
2003? Novos conceitos operacionais e doutrinários gerados na
Guerra do Golfo, em 1991, e o emprego prático de teorias desenvolvidas
pelo Coronel Warden (USAF) e outros pensadores impuseram um novo
pensamento estratégico e operacional.
Brazil’s Perspective on the Global
Security Enviroment and the United States Role
in that Enviroment
O
General-de-Brigada Álvaro de Souza Pinheiro apresentou
o estudo "BRAZIL'S PERSPECTIVE ON THE GLOBAL
SECURITY ENVIRONMENT AND THE UNITED STATES ROLE IN THAT
ENVIRONMENT", no Global Security Environment / Joint
Operational Environment Seminar conduzido pelo US Army Training and Doctrine Command - TRADOC,
24 - 27 May 2004 Williamsburg / Virginia,
Estados Unidos. Junto com representantes do: Canadá, Colômbia, Israel,
Índia, Reino Unido, Rússia, Paquistão, Coréia do Sul e Japão. O
texto na íntegra está disponível no link
abaixo:
http://www.defesanet.com.br/docs/brazilsperspective.pdf
Haiti - As Implicações
Geopolíticas
Cada vez
mais as implicações geopolíticas e estratégicas da participação
brasileira no Haiti transparecem. Os riscos estão na mesma proporção
que as oportunidades. Em alguns momentos os riscos ultrapassam, em
muito, as possibilidades geradas pela liderança brasileira nessa
operação. Defesanet trará mais informações e avaliações sobre a
MINUSTAH. Excelentes reportagens
sobre visita ao Haiti: Tropas calor e tensão
http://www.defesanet.com.br/haiti/zh11jul04
O Domínio do Emprego Operacional do
Míssil IGLA ( MANPADS)
Os mísseis
IGLA foram adotados pelo Exército Brasileiro em 1994, sendo
distribuídos inicialmente para as frações de auto-defesa antiaérea de
algumas unidades da arma-base. O atual plano de
estruturação do exército prevê a distribuição do sistema "IGLA" aos
grupos da 1ª BRIGADA DE ARTILHARIA
ANTIAÉREA (1ªBdaAAAe), Grande Comando de Artilharia alocado ao COMANDO DE DEFESA AEROESPACIAL BRASILEIRO
(COMDABRA), único comando
combinado, da estrutura militar de guerra, ativado desde os tempos de
paz.
Também deverão ser dotadas do sistema, as baterias de
artilharia antiaérea orgânicas de algumas das brigadas da arma-base,
como a 12ª Brigada de Infantaria Leve, Brigada Pára-quedista e 9ª
Brigada de Infantaria (Es).
Leia mais
sobre os desenvolvimentos e testes, de 19 Junho 2004 no Campo de
Testes da Marambaia (RJ): http://www.defesanet.com.br/eb/iglafenix
Paquistão não Receberá o
JAS Gripen
08-JUL 04
-ISLAMABAD - Um revés para o Presidente Pervez Musharraf,
que visitou a Suécia de 04 a 07Jul04, o governo sueco anunciou que não
venderá o JAS Gripen e ainda decide se o radar Erieye é arma ou não. A
notícia foi muito comemorada em Nova
Delhi
Autoridades suecas afirmaram que a
Suécia não estava considerando a venda de nenhum equipamento militar
ao Paquistão. Também foi informado que o governo sueco iria
decidir, se os radares Ericsson Erieye, que são desejados
pelo Paquistão podem ser considerados uma classe de armamento.
Na partida para o tour na Europa o Pauistão
anunciou a compra de 50 aviões Mirage III da Líbia. Os aviões estavam
parados devido o embargo imposto à Líbia pela Europa e Estados
Unidos a equipamentos sofisticados e de uso
militar.
Nota: O
radar Erieye é a base do R99A produzido pela Embraer. Há uma
acirrada competição pela provável compra pela Força Aérea da
Índia de 120 aviões de caça para substituir os MIG-21 mais
antigos. O contrato já teria sido decidido a favor do Mirage
2000-5Mk2, porém atraso de dois anos na assinatura do contrato, tem
possibilitado a oferta do: JAS39 GripenC/D, MIG 29 e com grande força
nesse ano o F16C/D ou até o block
60.
Traduzimos parte da
entrevista concedida ao semanário francês L´Express, pela
Ministra da Defesa Francesa Michèlle
Alliot-Marie. É a oportunidade para constatar, que
se problemas são similares, porém as decisões são opostas,
oferece alguns indicativos de
solução .
Entrevista da Ministra de
defesa da França Michèle Alliot-Marie à revista L´Express, 12 julho
2004
Forças Armadas: "o moral
está melhor, mas frágil "
L’Express:
Como está o exército francês?
Michèle Alliot-
Marie: Com a partida do 230.000 conscritos, a
profissionalização reduziu consideravelmente o tamanho dos exércitos
e, na seqüência da precedente lei de programação militar, a "Lei
de Programa Militar(LPM)", tirou 20% dos créditos, menos da metade do
material era disponível. Constatava-se assim que o moral dos militares
não era bom: não tinham, com efeito, os meios para realizar a sua
missão e tinham pouco interesse em permanecer nas Forças Armadas. Por
conseguinte tivemos baixas, difíceis de compensar. Com a nova
LPM, há dois anos, que está sendo integralmente respeitada e
continuará a ser..
A opinião pública aprova esse esforço
financeiro?
Após a queda do muro de Berlim, muitos
pensavam que um ambiente pacifista iria derreter os orçamentos
militares, que iríamos tirar os dividendos da paz...
Enganavam-se. Hoje, de acordo com uma sondagem do instituto BVA, 75%
dos Franceses apóiam e justificam a manutenção ou o aumento do
orçamento da Defesa.
As despesas
foram eficazes?
A disponibilidade dos materiais
melhora, mas isso leva tempo: passamos de 50 para 65 %. a chegada do
helicóptero Tigre, do caça Rafale, do avião de transporte A400M, o
terceiro submarino nuclear ou dos satélites Helios 2 e Syracuse 3 irão
melhorar mais a nossa situação. O moral dos militares é por
conseguinte melhor, mesmo ainda continua frágil, tanto foram
maltratados no passado. E, cada ano, os rumores sobre o orçamento das
Forças Armadas deixa os militares inquietos...
Estender a
atual LPM, por seis anos, como sugerem alguns políticos, é
possível?
É uma idéia irrealista. Primeiro porque o
mundo é cada vez mais perigoso e que será necessário cada vez mais
intervir no estrangeiro: com quais meios? A cada ano se atua em mais
um conflito no exterior, o que se faz? Parar as linhas de
produção? Ter um meio Rafale e ter a outra metade daqui a dois anos?
Por último, pensem no impacto econômico e social de tal ação: primeiro
investimento público, a Defesa injeta 15 mil milhões de euros na
economia e gera empregos a 2,5 milhões de pessoas, sobretudo nas PME : na Aquitânia,
de cada 2 PMEs 1 trabalha
para a Defesa. Cada ano, fazemos entrar em 2 bilhões de euros de
IVA, nos cofres do Estado e pulamos de 4 para 5 bilhões de euros com
as exportações de armamentos. Ficamos com a metade do que o pais
investe em Defesa... Sem esquecer as áreas de pesquisa e
desenvolvimento: quando lanço um demonstrador de UAVs, é também para
permitir às empresas, no fim da atual geração de aviões de combate, de
manter as suas competências esperando a próxima, em 2020. apesar
do seu imenso esforço de investigação, não há fosso tecnológico entre
os Estados Unidos e a França: vê-se com os nossos aviões e os nossos
mísseis. Mesmo o carro de combate Leclerc, que tem o problemas de
poucas vendas, é considerado como melhor tanque do mundo.
E a
terceirização das tarefas militares?
Terceirização não
é um dogma, mas responde a um pragmatismo: qual é a relação
custo-benefício-eficácia? Se a eficácia é menor então o resultado
não é satisfatório. A Grã-Bretanha lamenta terceirização do seu
serviço de saúde. No que se refere à alimentação, em contrapartida, é
possível.
Deseja que
retire-se uma parte das despesas militares dos déficits públicos
contabilizados por Bruxelas?
Emiti esta idéia, em
2002, na frente dos meus colegas europeus: agora os líderes da
União Européia compartilham essa idéia. Quero demonstrar à
Comissão que é uma necessidade.
A França está
muito comprometida na OTAN. Vai juntar-se às estruturas militares
integradas?
Em 1996, estava pronta para fazê-lo, na
condição de que o comando Sul fosse confiado a um Europeu,
mas os Estados Unidos recusaram. Hoje, aquilo não tem
mais sentido e não impede a França, segundo contribuinte de
forças em missões da OTAN, de desempenhar um papel importante na
sua renovação.
Evolução das
ameaças e crise econômica: 20% dos créditos de equipamento consagrados
às Forças Nucleares, não é demasiado?
Qual a razão
de 20 %? É que cada componente das Forças Nucleares é
dispendioso. Já temos reduzido os nossos sistemas, adaptado as nossas
forças. A escolha é simples, hoje: ou se tem uma dissuasão nuclear ou
não se tem. Não há meias medidas em matéria de energia nuclear. É
possível não ter quando vê-se inúmeros países,
com incerteza quanto à sua estabilidade política e o seu sentido
democrático, dotar-se de armas nucleares e de destruição maciça?
Olhem, por exemplo, o problema que coloca a Coreia do Norte, e de
outros países: o risco é crescente. A dissuasão é a nossa proteção
final: é necessário dizer a estes países que lhes faremos mais mal,
caso se tomem contra nós. Mas permanecemos no conceito de não
usar a energia nuclear.
Cículos militares consideram que estamos
bem-equipados e recusam o novo míssil M 51
A sofisticação das
armas inimigas exige que tenhamos materiais mais furtivos e com maior
precisão, o que os torna mais confiáveis. Procuramos a estrita
suficiência, não há desperdício.
Não é uma
decepção ver o projeto do porta-aviões
franco-britânico?
Um porta-aviões é complexo. As
incompatibilidades foram superadas: renunciamos à propulsão nuclear, e
escolheram uma coberta de vôo compatível com o emprego de aviões
clássicos, enquanto operam aviões de decolagem vertical.
Procuramos economias de escala e de elementos comuns para a
"interoperabilidade", é necessário por conseguinte examiná-lo como um
todo. Lançaremos como previsto os programas, no fim de 2005, para uma
entrega em 2012, para que o segundo porta-aviões esteja
operacional quando da revisão do
Charles-de-Gaulle.
São otimistas
as exportações dos materiais
militares franceses?
Devemos manter o nosso
esforço de investigação e pesquisa para continuarmos a ser
competitivos. Mas as exportações tiveram sua natureza alterada:
não se pode mais vender a qualquer preço, e é necessário ter em conta
a exigência dos compradores em termos de manutenção e apoio após
a entrega, geração de empregos, de transferências de
tecnologia.
É previsto o direito sindical na reforma do
estatuto dos militares?
Não, devido aos princípios de
disponibilidade total e de neutralidade. Após discussão,
mantemos também a proibição de ser filiado a
partidos.
Certos países têm sindicatos
militares.
A Alemanha, em especial. Não notei que o
funcionamento do seu exército tenha melhorado.
Os gendarmes
não deveriam parar de ser considerados
militares?
Não. Ao contrário, creio que
devem, mais que nunca, serem militares. O meu antecessor tinha
suprimido o recrutamento de gendarmes em Saint-Cyr (Academia Militar):
restabeleci. Se lançarmos a 'força européia de gendarmerie', é
porque considero que teremos cada vez mais necessidade de gendarmes,
porque são cada vez mais as situações, como se viu Bálcãs,que não
necessitam de uma presença militar pesada, equipados com
tanques, mas também não podem ser gerido por polícias, porque há ainda
surtos de violência, com armas pesadas.
Matéria original no site http://www.defense.gouv.fr
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