Defesa @ Net
Ano IV-edição  16

 
 


  
 
Para  Observar
 
O imutável no Programa F-X é a vontade do Presidente Luiz Inácio em
 não decidir.
 

               14 Julho  Quarta-Feira  2004

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ESGE  Paper: "Reflexões sobre a Paralisia Estratégica nas Campanhas do Golfo e o Processo de Paz" 
    Está disponível a palestra do Prof. Fernando G. Sampaio: "Reflexões sobre a Paralisia Estratégica nas Campanhas do Golfo e o Processo de Paz"  forças de Saddan Hussein praticamente não opuseram resistência às forças anglo-americanas no Iraque, em 2003?  Novos conceitos operacionais e doutrinários gerados na Guerra do Golfo, em 1991, e o emprego prático de teorias desenvolvidas pelo Coronel Warden (USAF) e outros pensadores impuseram um novo pensamento estratégico e operacional.
   
Brazil’s Perspective on the Global Security Enviroment and the United States Role in that Enviroment

O General-de-Brigada Álvaro de Souza Pinheiro apresentou o estudo "BRAZIL'S PERSPECTIVE ON THE GLOBAL SECURITY ENVIRONMENT AND THE UNITED STATES ROLE IN THAT ENVIRONMENT", no Global Security Environment / Joint Operational Environment Seminar conduzido pelo US Army Training and Doctrine Command - TRADOC, 24 - 27 May 2004 Williamsburg / Virginia, Estados Unidos. Junto com representantes do: Canadá, Colômbia, Israel, Índia, Reino Unido, Rússia, Paquistão, Coréia do Sul e Japão. O texto na íntegra está disponível no link abaixo:                                       http://www.defesanet.com.br/docs/brazilsperspective.pdf

Haiti  -  As Implicações Geopolíticas 

Cada vez mais as implicações geopolíticas e estratégicas da participação  brasileira no Haiti transparecem. Os riscos estão na mesma proporção que as oportunidades. Em alguns momentos os riscos ultrapassam, em muito, as possibilidades geradas pela liderança brasileira nessa operação. Defesanet trará mais informações e avaliações sobre a MINUSTAH. Excelentes reportagens sobre visita ao Haiti: Tropas calor e tensão http://www.defesanet.com.br/haiti/zh11jul04

O Domínio do Emprego Operacional do Míssil IGLA ( MANPADS) 

Os mísseis IGLA foram adotados pelo Exército Brasileiro em 1994, sendo distribuídos inicialmente para as frações de auto-defesa antiaérea de algumas unidades da arma-base.  O atual plano de estruturação do exército prevê a distribuição do sistema "IGLA" aos grupos da 1ª BRIGADA DE ARTILHARIA ANTIAÉREA (1ªBdaAAAe), Grande Comando de Artilharia alocado ao COMANDO DE DEFESA AEROESPACIAL BRASILEIRO (COMDABRA), único comando combinado, da estrutura militar de guerra, ativado desde os tempos de paz.

Também deverão ser dotadas do sistema, as baterias de artilharia antiaérea orgânicas de algumas das brigadas da arma-base, como a 12ª Brigada de Infantaria Leve, Brigada Pára-quedista e 9ª Brigada de Infantaria (Es).

Leia mais sobre os desenvolvimentos e testes, de 19 Junho 2004 no Campo de Testes da Marambaia (RJ): http://www.defesanet.com.br/eb/iglafenix

Paquistão não Receberá o JAS Gripen

08-JUL 04 -ISLAMABAD - Um revés para o Presidente Pervez Musharraf, que visitou a Suécia de 04 a 07Jul04, o governo sueco anunciou que não venderá o JAS Gripen e ainda decide se o radar Erieye é arma ou não. A notícia foi muito comemorada em Nova Delhi  
 
Autoridades suecas afirmaram que a Suécia não estava considerando a venda de nenhum equipamento militar ao Paquistão. Também foi informado que o governo sueco iria decidir, se os radares Ericsson Erieye, que são desejados pelo Paquistão podem ser considerados uma classe de armamento.  
 
Na partida para o tour na Europa o Pauistão anunciou a compra de 50 aviões Mirage III da Líbia. Os aviões estavam parados devido o embargo imposto à Líbia pela Europa e Estados Unidos a equipamentos sofisticados e de uso militar. 

Nota: O radar Erieye é a base do R99A produzido pela Embraer. Há uma acirrada competição pela provável compra pela Força Aérea da Índia de 120 aviões de caça para substituir os MIG-21 mais antigos. O contrato já teria sido decidido a favor do Mirage 2000-5Mk2, porém atraso de dois anos na assinatura do contrato, tem possibilitado a oferta do: JAS39 GripenC/D, MIG 29 e com grande força nesse ano o F16C/D ou até o block 60.  
 


Traduzimos parte da entrevista concedida ao semanário francês L´Express, pela Ministra da Defesa Francesa Michèlle Alliot-Marie. É a oportunidade para constatar, que se problemas são similares,  porém as decisões são opostas, oferece alguns indicativos de solução .

Entrevista da Ministra de defesa da França Michèle Alliot-Marie à revista L´Express, 12 julho 2004

Forças Armadas: "o moral está melhor, mas frágil "

L’Express: Como está o exército francês?

Michèle Alliot- Marie: Com a partida do 230.000 conscritos, a profissionalização reduziu consideravelmente o tamanho dos exércitos e, na seqüência da precedente lei de programação militar, a "Lei de Programa Militar(LPM)", tirou 20% dos créditos, menos da metade do material era disponível. Constatava-se assim que o moral dos militares não era bom: não tinham, com efeito, os meios para realizar a sua missão e tinham pouco interesse em permanecer nas Forças Armadas. Por conseguinte tivemos baixas, difíceis de compensar. Com a nova LPM, há dois anos, que está sendo integralmente respeitada e continuará a ser..

A opinião pública aprova esse esforço financeiro?

Após a queda do muro de Berlim, muitos pensavam que um ambiente pacifista iria derreter os orçamentos militares, que iríamos tirar os dividendos da paz... Enganavam-se. Hoje, de acordo com uma sondagem do instituto BVA, 75% dos Franceses apóiam  e justificam a manutenção ou o aumento do orçamento da Defesa.

As despesas foram eficazes?

A disponibilidade dos materiais melhora, mas isso leva tempo: passamos de 50 para 65 %. a chegada do helicóptero Tigre, do caça Rafale, do avião de transporte A400M, o terceiro submarino nuclear ou dos satélites Helios 2 e Syracuse 3 irão melhorar mais a nossa situação. O moral dos militares é por conseguinte melhor, mesmo ainda continua frágil, tanto foram maltratados no passado. E, cada ano, os rumores sobre o orçamento das Forças Armadas deixa os militares inquietos...

Estender a atual  LPM, por seis anos, como sugerem alguns políticos, é possível?

É uma idéia irrealista. Primeiro porque o mundo é cada vez mais perigoso e que será necessário cada vez mais intervir no estrangeiro: com quais meios? A cada ano se atua em mais um conflito no exterior, o que se faz? Parar as linhas de produção? Ter um meio Rafale e ter a outra metade daqui a dois anos? Por último, pensem no impacto econômico e social de tal ação: primeiro investimento público, a Defesa injeta 15 mil milhões de euros na economia e gera empregos a 2,5 milhões de pessoas, sobretudo nas PME : na Aquitânia, de cada 2 PMEs 1  trabalha para a Defesa. Cada ano, fazemos entrar em 2 bilhões de euros de IVA, nos cofres do Estado e pulamos de 4 para 5 bilhões de euros com as exportações de armamentos. Ficamos com a metade do que o pais investe em Defesa... Sem esquecer as áreas de pesquisa e desenvolvimento: quando lanço um demonstrador de UAVs, é também para permitir às empresas, no fim da atual geração de aviões de combate, de manter as suas competências esperando a próxima, em 2020. apesar do seu imenso esforço de investigação, não há fosso tecnológico entre os Estados Unidos e a França: vê-se com os nossos aviões e os nossos mísseis. Mesmo o carro de combate Leclerc, que tem o problemas de poucas vendas, é considerado como melhor tanque do mundo.

E a terceirização das tarefas militares?

Terceirização não é um dogma, mas responde a um pragmatismo: qual é a relação custo-benefício-eficácia? Se a eficácia é menor então o resultado não é satisfatório. A Grã-Bretanha lamenta terceirização do seu serviço de saúde. No que se refere à alimentação, em contrapartida, é possível.

Deseja que retire-se uma parte das despesas militares dos déficits públicos contabilizados  por Bruxelas?

Emiti esta idéia, em 2002, na frente dos meus colegas europeus: agora os líderes da União Européia  compartilham essa idéia. Quero demonstrar à  Comissão que é uma necessidade.

A França está muito comprometida na OTAN. Vai juntar-se às estruturas militares integradas?

Em 1996, estava pronta para fazê-lo, na condição de que o comando Sul fosse confiado a um Europeu, mas os Estados Unidos recusaram. Hoje, aquilo não tem mais sentido e não impede a França, segundo contribuinte de forças em missões da OTAN, de desempenhar um papel importante na sua renovação.

Evolução das ameaças e crise econômica: 20% dos créditos de equipamento consagrados às Forças Nucleares, não é demasiado?

Qual a razão de  20 %? É que cada componente das Forças Nucleares é dispendioso. Já temos reduzido os nossos sistemas, adaptado as nossas forças. A escolha é simples, hoje: ou se tem uma dissuasão nuclear ou não se tem. Não há meias medidas em matéria de energia nuclear. É possível não ter  quando vê-se inúmeros países, com incerteza quanto à sua estabilidade política e o seu sentido democrático, dotar-se de armas nucleares e de destruição maciça? Olhem, por exemplo, o problema que coloca a Coreia do Norte, e de outros países: o risco é crescente. A dissuasão é a nossa proteção final: é necessário dizer a estes países que lhes faremos mais mal, caso se tomem contra nós. Mas permanecemos no conceito de  não usar a energia nuclear.

Cículos militares consideram que estamos bem-equipados e recusam o novo míssil M 51

A sofisticação das armas inimigas exige que tenhamos materiais mais furtivos e com maior precisão, o que os torna mais confiáveis. Procuramos  a estrita suficiência, não há desperdício.

Não é uma decepção ver o projeto do porta-aviões franco-britânico?

Um porta-aviões é complexo. As incompatibilidades foram superadas: renunciamos à propulsão nuclear, e escolheram uma coberta de vôo compatível com o emprego de aviões clássicos, enquanto operam aviões de decolagem vertical. Procuramos economias de escala e de elementos comuns para a "interoperabilidade", é necessário por conseguinte examiná-lo como um todo. Lançaremos como previsto os programas, no fim de 2005, para uma entrega em 2012, para que o segundo porta-aviões esteja operacional quando da  revisão do Charles-de-Gaulle.

São otimistas as exportações dos materiais militares franceses?

Devemos manter o nosso esforço de investigação e pesquisa  para continuarmos a ser competitivos. Mas as exportações tiveram sua natureza alterada: não se pode mais vender a qualquer preço, e é necessário ter em conta a exigência dos compradores em termos de manutenção e apoio após a entrega, geração de empregos, de transferências de tecnologia.

É previsto o direito sindical na reforma do estatuto dos militares?

Não, devido aos princípios de disponibilidade total e de neutralidade. Após discussão, mantemos também a proibição de ser filiado a partidos.

Certos países têm sindicatos militares.

A Alemanha, em especial. Não notei que o funcionamento do seu exército tenha melhorado.

Os gendarmes não deveriam parar de ser considerados militares?

Não. Ao contrário, creio  que devem, mais que nunca, serem militares. O meu antecessor tinha suprimido o recrutamento de gendarmes em Saint-Cyr (Academia Militar): restabeleci. Se lançarmos a 'força européia de gendarmerie', é porque considero que teremos cada vez mais necessidade de gendarmes, porque são cada vez mais as situações, como se viu Bálcãs,que não necessitam de uma presença militar pesada, equipados com tanques, mas também não podem ser gerido por polícias, porque há ainda surtos de violência, com armas pesadas.

 Matéria original no site http://www.defense.gouv.fr


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