Defesa @ Net
Ano IV-edição  04

 
 


  
 
Para  Observar
 
F +21
 
São passados vinte e um  dias desde a nomeação  dos membros da Comissão Especial para análise do Relatório do F-X. Quantas reuniões foram realizadas?
 

               13 Janeiro Sexta-Feira  2004

   
 
 
De Olho em Alcântara -  Leitura Fundamental
 
    Um extenso e completo artigo do nosso colaborador, André Mileski, traz informações exclusivas sobre o atual momento do Centro de Lançamento de Alcântara e suas perspectivas comerciais e tecnológicas. Inclusive o texto do acordo com a Ucrânia. Leitura fundamental para quem deseja estar informado sobre as atividades espaciais e também para aqueles envolvidos no Programa F-X.
 
G3 Defense Meeting - Pretória  
Via Keith Campbell - EngineeringNews
 
    A reunião dos ministros da Defesa do Brasil, José Viegas Filho, da Índia George Fernandes,  seu colega Mosiuoa Lekota na cidade de Pretória, África do Sul ( 01 FEV 04). Defesanet traz  uma avaliação nas palavras do Ministro Viegas e do representante da África do Sul. O impacto nas indústria de defesa dos países membros do G3 Defense é analisado.
 
Brigada de Operações Especiais
Via O Popular - Goiânia (GO)

Goiânia 13 Fevereiro 2004 -Uma solenidade realizada ontem pela manhã, com a presença do comandante do Exército, general Francisco Ricardo de Albuquerque, marcou oficialmente o início das atividades da Brigada de Operações Especiais do Exército (BOE). Ela foi criada em julho do ano passado, por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e instalada em Goiânia em dezembro. A brigada é a primeira do gênero na América Latina: está encarregada de missões contra o terror e de atividades de guerra. Seus integrantes são militares especializados e os equipamentos, de última geração.

O comandante da BOE, general Marco Aurélio Costa Vieira, deu posse aos comandantes das seis unidades que compõem a brigada. Cada unidade foi criada para atender a uma demanda específica da chamada força de operações especiais. São elas: 1º Batalhão de Ações de Comando; Base Administrativa; Destacamento de Operações Psicológicas; Destacamento de Apoio às Operações Especiais; 1º Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear; e 6º Pelotão de Polícia do Exército.

O comandante do Exército disse ao POPULAR que todo os países que se preocupam com as questões de segurança têm forças de operações especiais. Por isso, afirmou, o Brasil decidiu ampliar sua força especial com a criação da brigada (antes o Exército contava apenas com um batalhão com essas características, sediado no Rio de Janeiro). Segundo o general Albuquerque, a brigada era uma aspiração antiga do Exército.

A BOE foi instalada e começou a funcionar sem aumento de efetivo do Exército. O general Albuquerque disse que o governo federal já prometeu os recursos necessários para a total implantação da brigada especial. A entrada em atividade dessa força especial será gradativa, conforme explicou ao POPULAR o comandante da BOE. Segundo o general Marco Aurélio, a brigada estará em pleno funcionamento em quatro anos.

O comandante do Exército ressaltou a importância de a brigada especial ter sido instalada em Goiânia. Segundo ele, a localização no Centro do Brasil é estratégica para o cumprimento da missão da brigada. Ela tem raio de atuação em todo o País e a localização central permite agilidade e rapidez nas intervenções que se fizerem necessárias. Para o general Marco Aurélio, que veio do Rio de Janeiro, Goiânia se tornou uma cidade privilegiada por sediar a brigada especial. Conforme enfatizou, o nível de especialização dos militares é grande, o que torna a brigada uma unidade de elite.

A solenidade que marcou o início das atividades da brigada foi prestigiada por 90 oficiais, subtenentes e sargentos que, desde 1957, trabalham nas forças especiais do Exército. Também compareceram à sede da BOE dezenas de oficiais generais e convidados. À tarde, os pára-quedistas da unidade fizeram uma exibição de salto livre.

 
Pentágono - Os 10 Maiores Contratistas em 2003

 Washington DC. 12 Fev 2004 - O Departamento de Defesa (DoD) anunciou no ano fiscal de  2003 as 10 empresas que receberam o maior volume em dólares de contratos Os contratistas e os valores, em bilhões de dólares, são indicados abaixo: 

1.         Lockheed Martin Corp.                            U$ 21,9
2.         The Boeing Co.                                                17,3
3.         Northrop Grumman Corp.                              11,1
4.         General Dynamics Corp.                                   8,2
5.          Raytheon Co.                                                       7,9
6.          United Technologies Corp.                              4,5
7.          Halliburton Co.                                                     3,9
8.          General Electric Co.                                            2,8
9.          Science Applications International Corp.      2,6
10.        Computer Sciences Corp.
                                  2,5
            

    No ano fiscal de 2003, os contratistas de principais do DoD somaram contratos no valor de U$209 bilhões, U$28.2 bilhões mais que o realizado em 2002.Observar que esses valores não contemplam, o impacto das operações da Guerra no Iraque.

Ciclos da História -  Da Guerra do Paraguai ao Iraque

    Na Guerra do Paraguai, Duque de Caxias, usou pela primeira vez, na América Latina, balões (aeróstatos), para observação das linhas inimigas. Hoje, a Lockheed Martin anunciou que o US Army estará empregando novamente balões, equipados com sensores, para observação e segurança de seus perímetro defensivos. Na semana passada o US Army anunciou que a blindagem Gaiola (Gage), cópia das Schürzen, empregadas pelos alemães na Segunda Guerra mundial, estava sendo efetiva na proteção dos veículos blindados Stryker contra os RPG7. www.defesanet.com.br/noticia/strykerrpg


Embraer 190 - A Navegação de um Projeto

Nelson During

     Na segunda-feira, a Embraer apresentou o terceiro membro da família EMB170/190. Presente a vários momentos significativos, ao longo desses últimos cinco anos, do Programa EMB170/190,  fazemos uma navegação nesses momentos e eventos.

    A Brisa: em 1999, em uma quente manhã ,de Junho, no Salão de Le Bourget, Maurício Botelho anunciava o programa EMB170/190, e ao seu lado,  Maurice Sutter da suíça Crossair, já anunciava a primeira encomenda. Seguiram-se outras vendas modestas, mais apoiadas pela GE Capital,  que apoiava sua empresa irmã, a GE Aircraft Engines parceira de risco do programa.

    Assim como o programa avançava, e 2000 foi um ano excepcional de vendas na família EMB145, o meio aeronáutico observava o programa. Aos poucos as minutas dos contratos começavam a chegar à mesa de Maurício Botelho. A consistência técnica do programa, suas metas alcançadas anuviava as desconfianças para o grande  projeto, daquela empresa brasileira produtora de pequenos  jatos.

    Os ventos mudam: o  ano de 2001 começou com vendas escassas no mercado de aviões regionais. O mercado de aviação civil mostrava sinais de crise e o  climax é atingido, na manhã de 11 de setembro de 2001. Enquanto as Torres Gêmeas do World Trade Center ruíam, os contratos, alguns inclusive já em reta final, para venda do EMB170/190, viravam cinzas.

    A tormenta: Semanas após o ataque a EMBRAER demite 1.700 empregados. As empresas de aviação uma a uma, começam a afundar em crises e suas ações perdem valor substancialmente. São vistas pelo mercado como "loss money business". O roll-out do EMB170, em 29 de Outubro 2004, foi uma festa tensa: sindicato no portão contra as demissões, imprensa local crítica, e os rumores crescentes de cancelamentos de compras tanto do novo EMB170/190, como para a linha ERJ145 . Os dois Maurícios encontram-se e mostram certeza no futuro. Uma bonita festa é realizada e a empresa mostra confiança no futuro.

    O Furacão: o pós 11 de setembro é devastador. A indústria de aviação civil, que já sofria de uma saúde financeira asmática, pega pneumonia dupla. Primeiro a não confirmação das opções de compras e após cancelamentos, aviões novos não são retirados pelos compradores. A Swissair entra em crise financeira e o governo da Suíça força uma fusão com a Crossair. Resultado a encomenda dessa empresa passa a ter o  risco de ser cancelada ou no mínimo reduzida.

    O Núcleo do Furacão: Lastreada nas encomendas da família ERJ145 a Embraer sai à luta para trazer meios de como viabilizar, as negociações dos EMB170/190. Algumas vendas residuais para Alitalia e LOT. Porém onde arranjar financiadores de exportação dos jatos? Negociações com as empresas: regionais, low fare, "fractionals". Como superar o "Scope Clause", que cria um vácuo no segmento dos aviões de 70-110 passageiros? Concorrentes sucumbem como a Dornier.

    A Bonança I: A US Airways contrata David Siegel, para sair do Chapter 11(Concordata), o mesmo que abriu as portas do ERJ145  na Continental e ao mercado americano. Companhias  Low Fare (JetBlue) aproximam-se . Porém as Scope Clause ainda travam as negociações.

    A Bonança II: Após sair da tempestade a primeira ação é avaliar os danos e a EMBRAER avaliou que estava em bom estado, porém duas palavras eram cruciais: Crédito e Scope Clauses. O projeto avança e passa as etapas de engenharia e dá início aos testes de certificação sem maiores dificuldades.

    A Bonança III:  Corrida para garantir créditos, junto a cálculos estruturais e aerodinâmicos estão  ao lado de complicadas engenharias financeiras. Os bancos estão arredios, a capacidade de crédito estatal brasileira é limitada. Surgem os contratos com a US Airways, segue s JetBlue e no Fim do Ano, na terra do inimigo, a Air Canada.  A Scope Clause é vencida. A Honeywell não consegue terminar todos os procedimentos burocráticos para a certiciação do avião e é atrasado de 2003 para 2004, Aviões prontos são estocados no pátio. Até sambas, a pedido do BNDES, entram nas difíceis negociações com o banco de crédito estatal.

    O Porto (a batalha começa): A data de 9 de fevereiro marca o roll-out do modelo EMB190. O projeto do grande avião da empresa brasileira produtora de jatos pequenos, já não é visto como curiosidade. Os dois grandes (Airbus e Boeing) dizem não temer, mas ... analisam e o então terceiro produtor mundial (Bombardier), anuncia que iniciará o desenvolvimento de um avião de 110-130 passageiros. 

    Como disse Maurice Sutter, em 2001, "è o avião do tamanho certo no momento certo." 

    A EMBRAER projetou, desenvolveu e produziu o maior avião civil já realizado fora da: Europa, Estados Unidos ou Rússia. Defesanet envia seus cumprimentos à Direção, Equipes Técnicas e Funcionários pela realização desse projeto de Engenharia Aeronáutica,  Financeira e de Estratégia.   

    No dia 09FEV04, os dados de venda eram 245 ordens firmes e  305 opções A Empresa informou que o contrato com a Air Canada está próximo e serão mais 45 aviões firmes.


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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