Defesa @ Net
Edição 08 Junho 2006

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Eurosatory-12-16 Junho-Exposição de Armamentos Terrestres

Defesa@Net estará cobrindo a feira de Eurosatory, a maior feira de armamentos terrestres, junto com a IDEX, que ocorrerá na França nos dias 12-16 Junho. Matérias sobre as novidades e fotografias. A feira será visitada pelo ministro da Defesa do Brasil Sr. Waldir Pires, a convite do governo francês.
O Brasil pela primeira vez terá um pavilhão, com a presença das empresas: Avibras, Condor, CBC, e Ares (Atlantide e Periscópio).
O pavilhão é coordenado pela ABIMDE, com apoio da APEX.
Atualização: A empresa Corretiva (ex Novatração) também participou do Pavilhão Brasileiro.

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EXPO Ejército 2006 - 13 - 18 Junho 2006 - Caracas

Na mesma semana da de Eurosatory ocorre a EXPO Ejército 2006, organizada pelo Ministério de Defensa da Venezuela. A delegação russa deu atenção a esse evento o mesmo que deu a EUROSATORY. Perspectivas de novos negócios, como BTRs e BMPs e pode incluir carros de combate T-90.

Leia o release divulgado pela Rosoboronexport:
Texto: http://www.defesanet.com.br/rv/expo_ejercito_06/2_news_russia.htm

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RAFALES Para o Marrocos

A publicação TTU anunciou, há duas semanas, que o Marrocos está prestes a adquirir o caça Rafale, da Dassault Aviation. Nessa semana o jornal econômico La Tribune, confirmou a notícia.
Defesa@Net adianta os detalhes dessa possível primeira venda do caça francês. A compra envolve um número de 12-18 caças, que serão pagos pelo Reino da Arábia Saudita. Uma recompensa aos franceses, pela compra pelos sauditas, do caça concorrente Eurofighter. Também um apoio saudita ao reino do Marrocos, após as grandes compras da Argélia, aos russos. O objetivo inicial do Marrocos era de adquirir 20 Mirage 2000, porém foram informados pela Dassault, que definitivamente estava encerrada a produção do Mirage 2000
.

Compras Argélia http://www.defesanet.com.br/russia/algeria_order.htm

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O 12/5

Nelson During

Os eventos de São Paulo, dias 12-17 Maio 2006, ainda carecem de uma análise mais aprofundada, tanto nas suas motivações, como na metodologia dos ataques.

E é na metodologia e em especial no seu cronograma que podemos avançar em alguns pontos. Tomando o noticiário da imprensa como correto e sem detalhar, mas agrupando os eventos, com o que procurava obter temos o Seguinte.

Data
Ação
Alvo
12 Maio Sexta - Noite Assassinatos Seletivos e Ataques a instalações
Membros das Forças de Segurança
Foco São Paulo e Baixada Santista
13 Maio
Sábado
Ataques a Instalações
Rebeliões em Presídios
Prédios Públicos e das Forças de Segurança Ataques em todo o Estado SP
14 Maio
Domingo
Rebeliões em Presídios
Ataques aos Sistema de Transporte
Queima de ônibus em SP e Grande São Paulo
15 Maio
Segunda

Ataque ao Sistema de Transporte

Queima de ônibus e ameaça à população
Disseminação de falsos ataques gerando pânico. Serviços de celulares e Internet sobrecarregados estiveram, em várias áreas, fora do ar
16 -17 Maio
Terça e Quarta
Ataques Sistema Transporte
O pânico e receio na população tem o curso normal


Ao observarmos essa cronologia e o foco dos ataques vemos que eles forma muito bem pensados, tanto no timing como no foco.

Foram cerca de 300 ações em pouco mais de 5 dias. Distribuídas em um amplo espaço geográfico, estado de São Paulo, e com focos segmentados, um por vez, e prevendo a interação das reações na própria geração de pânico.

Observar que ao atacar, com a forma de assassinatos seletivos, a Força Policial e membros da Forças do Estado, tornou toda a reação dessas forças sob suspeita, pois poderia ser uma revanche ou ajuste de contas dos grupos com os possíveis criminosos. Esse foi o foco de quase três semanas posteriores da imprensa paulista e nacional.

Ao desarticular o serviço de transporte passou o foco de forma indireta à população, já que essa, nos centros urbanos, não pode prescindir dos serviços e utilidade: transporte, energia, comunicação, etc.

Se observarmos TODAS as ações dos grupos de guerrilha, período 1968-1971, certamente não chegaremos aos números, que em cinco dias foram alcançados em Maio de 2006, em São Paulo.

Pela agressividade teríamos algo como aconteceu na Argentina, nos anos 70 com o ERP e Montoneros ao enfrentar o Exército, Polícia e Gendarmeria Argentina.

As discussões secundárias ou totalmente irrelevantes da imprensa e a tentativa de tornar o fato como uma mera ação policial/burocrática, estão longe de ajudar a compreensão dos fatos e a sua extensão.

Infelizmente, temos que reconhecer, foram ações realizadas com um excelente planejamento e timing, por pessoas que sabiam o que fazer, como fazer e que resultados queriam alcançar.

Felizmente, reconhecemos a bravura das Forças de Segurança de São Paulo em enfrentar um fato novo, desconhecido e de proporções dantescas. E a população de São Paulo, que enfrentou com dignidade, essa nova forma de guerra urbana

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