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EXTRA

08 Janeiro 2003 - quarta-feira

 
 
Após a Tormenta segue a ......... Tempestade
 
    Após a tormenta dos dias 02 e 03 de Janeiro, com o aviso do cancelamento e após o adiamento da  licitação do FX, surge o realinhamento das posições. Fabricantes, lobbies, interessados e curiosos já se posicionam. Quem ganhou e quem perdeu?  Busca de culpados, interesses inconfessos ou coisas do gênero.  As revistas semanais já preparam artigos, edições deste fim de semana, sendo um vinculando autoridades a interesses específicos na licitação.
ANAC - Mais Notícias Interessantes 

    Após ser atropelado pelo adiamento da licitação do FX, o Comando da Aeronáutica receberá o impacto  de uma arma de precisão terrível. A determinação do novo governo  ao Embaixador José Viegas, Ministro da Defesa, de  tirar do papel a Agência Nacional de Aviação Civil(ANAC) No início de Novembro o novo governo pediu a retirada do Projeto do Congresso, dando a entender ao Comando da Aeronáutica que não o endossaria.Será um golpe tão rude como o FX. Segundo informes o novo Governo quer a Aviação Civil fora da  fora da órbita militar o quanto antes.

Recomendado - Artigo Vale Paraibano

    Recomendamos a leitura dos artigos publicados no jornal O Vale Paraibano, 04JAN03, certamente o que de melhor foi publicado sobre o FX e o cancelamento da licitação.  

Artigos       1ª Parte www.defesanet.com.br/noticia/resenha04vale

                 2ª Parte  www.defesanet.com.br/noticia/resenha04valeI

Brigadeiro Bueno  O quê Fazer?  

    Abaixo a entrevista do Brigadeiro BUENO, Comandante da Aeronáutica aos jornalistas Tânia Monteiro  e Fauto Macedo, publicada no OESP, 04JAN03. A entrevista mostra um Comandante da Aeronáutica atônito com a seqüência dos fatos. Entrevista que merece ser guardada para consulta futura. Aliás, poderá não ser um futuro muito longínquo. 

     


'Não estamos contra o Governo',
Comandante da Aeronáutica afirma não ter ficado decepcionado com adiamento
O Estado de São Paulo - 04DEZ03

TÂNIA MONTEIRO e FAUSTO MACEDO

BRASÍLIA - A Força Aérea Brasileira não vai se opor à decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva de suspender a licitação para compra dos 12 caças FX. Mantendo discurso cauteloso, sintonizado com o do ministro da Defesa, José Viegas Filho, o novo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, afirmou não ter ficado "decepcionado" com a medida que empurra o negócio para data indefinida. O brigadeiro também disse que a suspensão "não representa um mau começo".

Bueno afirmou que o governo não terá de arcar com encargos financeiros pelo adiamento da compra "porque não tinha nada decidido, era apenas um estudo que estava sendo realizado pela Aeronáutica". O novo comandante da Aeronáutica acompanhou o ministro da Defesa na solenidade de posse do comandante do Exército, general Francisco de Albuquerque.

Estado - Como a Aeronáutica recebe essa decisão?

Brigadeiro Luiz Carlos Bueno - Não tem problema algum, nós estamos trabalhando com o governo e não contra o governo. Já havia uma previsão, a gente havia até estudado e, como o ministro (da Defesa) falou, já havia sido sinalizado que talvez houvesse necessidade de um retardo nesta decisão.

Estado - É um mau começo?

Bueno - Não tem nenhum mau começo, isso tudo é política, é a política de acordo com a necessidade de governo.

Estado - Ficou decepcionado com a decisão?

Bueno - Não, de maneira alguma. Há outros projetos em andamento, como o do F-5 BR e o do AMX. Esses projetos serão mantidos absolutamente como vinha transcorrendo. Estão sendo feitos upgrades nos 54 F-5 BR, com atualização dos avionicos e os primeiros aviões começarão a sair da Embraer no fim de 2004. Estamos também adquirindo mais 4 F-5 biplace e a concorrência internacional está em andamento.

Estado - Existe possibilidade de locação de caças usados de outros países?

Bueno - Não sei, o governo é que vai decidir.

Estado - Qual poderá ser a solução para isso?

Bueno - Só depois de estudarmos o assunto junto ao Alto Comando teremos uma solução plausível

Estado - Qual a função dos caças?

Bueno - Em 2005, os Mirage começarão a se aposentar. São 18 aviões. Os caças são o guarda-chuva da área do Planalto, por isso estão sediados em Anápolis. Eles já estão muito desatualizados, perderam sua função primordial que é a interceptação de qualquer aeronave agressora, principalmente nessa época, após o 11 de setembro. Temos que ter absoluta confiança nesse guarda-chuva.

Estado - Seu antecessor (brigadeiro Carlos de Almeida Batista) tinha apenas uma proposta na mesa, a do leasing do caça israelense.

Bueno - Forçosamente, o governo deverá recomendar que sejam analisadas todas as propostas. Temos ofertas de aviões usados. Quero lembrar que um novo processo seguirá as normas e as orientações governamentais, a idéia é essa.

Estado - O ministro falou em "gastos futuros".

Bueno - Tudo isso é projeto de financiamento. O financiamento não é instantâneo, tem que passar por uma série de filtros, são 22 passos que acontecem durante um período de quase 2 anos, tem que ser aprovado pelo Congresso, pelo Tribunal de Contas da União, pelo Banco Central. É uma série de informações e de coletas de dados que temos que apresentar, justamente para que isso fique cada vez mais transparente. Então, esses gastos só ocorrerão daqui a 2 ou 3 anos.

Estado - A Aeronáutica já comunicou aos participantes da licitação sobre o adiamento?

Bueno - Ainda não, mas isso será feito naturalmente. É preciso alertar que todo esse processo é uma consulta, não há nenhum compromisso do governo em garantir a realização do processo. 


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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