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Após ser atropelado pelo adiamento da
licitação do FX, o Comando da Aeronáutica receberá o impacto
de uma arma de precisão terrível. A determinação do novo
governo ao Embaixador José Viegas, Ministro da
Defesa, de tirar do papel a Agência
Nacional de Aviação Civil(ANAC) No início de Novembro o
novo governo pediu a retirada do Projeto do Congresso, dando a
entender ao Comando da Aeronáutica que não o endossaria.Será um golpe
tão rude como o FX. Segundo informes o novo Governo quer a
Aviação Civil fora da fora
da órbita militar o quanto antes.
Recomendado
- Artigo Vale Paraibano
Recomendamos a leitura dos artigos
publicados no jornal O Vale Paraibano, 04JAN03,
certamente o que de melhor foi publicado sobre o FX e o cancelamento
da
licitação.
Artigos
1ª Parte www.defesanet.com.br/noticia/resenha04vale
2ª Parte www.defesanet.com.br/noticia/resenha04valeI
Brigadeiro
Bueno O quê
Fazer?
Abaixo a entrevista do
Brigadeiro BUENO, Comandante da
Aeronáutica aos jornalistas Tânia Monteiro e Fauto
Macedo, publicada no OESP, 04JAN03. A entrevista
mostra um Comandante da Aeronáutica atônito com a seqüência dos
fatos. Entrevista que merece ser guardada para consulta futura. Aliás,
poderá não ser um futuro muito longínquo.
'Não estamos contra o Governo',
Comandante da Aeronáutica afirma não
ter ficado decepcionado com adiamento
O Estado de São Paulo -
04DEZ03
TÂNIA MONTEIRO e FAUSTO
MACEDO
BRASÍLIA - A
Força Aérea Brasileira não vai se opor à decisão do
governo Luiz Inácio Lula da Silva de suspender a licitação
para compra dos 12 caças FX. Mantendo discurso cauteloso, sintonizado
com o do ministro da Defesa, José Viegas Filho, o novo comandante da
Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, afirmou não ter
ficado "decepcionado" com a medida que empurra o negócio para
data indefinida. O brigadeiro também disse que a suspensão
"não representa um mau começo".
Bueno afirmou que o governo não terá de arcar com
encargos financeiros pelo adiamento da compra "porque não tinha nada
decidido, era apenas um estudo que estava sendo realizado pela
Aeronáutica". O novo comandante da Aeronáutica acompanhou o ministro
da Defesa na solenidade de posse do comandante do Exército, general
Francisco de Albuquerque.
Estado - Como a Aeronáutica recebe essa
decisão?
Brigadeiro Luiz Carlos Bueno - Não
tem problema algum, nós estamos trabalhando com o governo e
não contra o governo. Já havia uma previsão, a gente havia
até estudado e, como o ministro (da Defesa) falou, já havia sido
sinalizado que talvez houvesse necessidade de um retardo nesta
decisão.
Estado - É um mau começo?
Bueno - Não tem nenhum mau começo,
isso tudo é política, é a política de acordo com a
necessidade de governo.
Estado - Ficou decepcionado com a decisão?
Bueno - Não, de maneira alguma. Há
outros projetos em andamento, como o do F-5 BR e o do AMX. Esses
projetos serão mantidos absolutamente como vinha transcorrendo. Estão
sendo feitos upgrades nos 54 F-5 BR, com atualização dos
avionicos e os primeiros aviões começarão a sair da Embraer no fim de
2004. Estamos também adquirindo mais 4 F-5 biplace e a concorrência
internacional está em andamento.
Estado - Existe possibilidade de locação de
caças usados de outros países?
Bueno - Não sei, o governo é que vai
decidir.
Estado - Qual poderá ser a solução para isso?
Bueno - Só depois de estudarmos o
assunto junto ao Alto Comando teremos uma solução plausível
Estado - Qual a função dos caças?
Bueno - Em 2005, os Mirage
começarão a se aposentar. São 18 aviões. Os caças são o
guarda-chuva da área do Planalto, por isso estão sediados em Anápolis.
Eles já estão muito desatualizados, perderam sua função primordial que
é a interceptação de qualquer aeronave agressora, principalmente nessa
época, após o 11 de setembro. Temos que ter absoluta confiança nesse
guarda-chuva.
Estado - Seu antecessor (brigadeiro Carlos de Almeida
Batista) tinha apenas uma proposta na mesa, a do leasing do caça
israelense.
Bueno - Forçosamente, o governo deverá recomendar
que sejam analisadas todas as propostas. Temos ofertas de aviões
usados. Quero lembrar que um novo processo seguirá as normas e as
orientações governamentais, a idéia é essa.
Estado - O ministro falou em "gastos futuros".
Bueno - Tudo isso é projeto de financiamento. O
financiamento não é instantâneo, tem que passar por uma série de
filtros, são 22 passos que acontecem durante um período de
quase 2 anos, tem que ser aprovado pelo Congresso, pelo Tribunal de
Contas da União, pelo Banco Central. É uma série de
informações e de coletas de dados que temos que apresentar, justamente
para que isso fique cada vez mais transparente. Então, esses gastos só
ocorrerão daqui a 2 ou 3 anos.
Estado - A Aeronáutica já comunicou aos participantes
da licitação sobre o adiamento?
Bueno -
Ainda não, mas isso será feito
naturalmente. É preciso alertar que todo esse processo é uma consulta,
não há nenhum compromisso do governo em garantir a realização do
processo.
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