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Próxima
Edição
Terça-feira, 07 Novembro
2002
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Para
Observar?
Qual será a ação do
Governo brasileiro, atual e futuro quanto às tropas no
Timor Leste? |
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05
Novembro
Terça-Feira 2002
Defesanet WEB SITE PARTNER da MILIPOL
BRAZIL e LAD 2003
Defesanet tem a satisfação de
anunciar que será WEB SITE PARTNER para as exposições
LAD 2003 e MILIPOL BRAZIL. Ambas as exposições
ocorrerão em 22-25 Abril 2003, no Riocentro, RJ. O
acordo firmado com a REED EXHIBITIONS trará muitas novidades para os
nossos leitores.No banner acima há um link para o site da
exposição. www.lad-online.com
Forças Brasileiras em
Perigo no Timor Leste
Informações
posteriosres a emissão do extra, de 04 NOV 02, são
mais reveladoras e preocupantes. Transmissão de 26 de Outubro da
BBC, mostra um video com Bin Laden,
provavelmente de Novembro de 2001 afirmando:
"crusading Australian forces
were on the Indonesian shores and they actually went in to separate
East Timor, (which) is part of the countries of the Islamic world.''
Pela primeira vez
temos o conceito de guerra religiosa. Como afirmou o Presidente
Gusmão classificando o Timor Leste como um enclave Católico
na região. A sucessão de fatos:
03 Nov - Ataque a membros
da Al Qaeda pela CIA no Iêmen usando UAVS equipados com
mísseis.
Alguns analistas também
colocam nessa onde de ataques a invasão do Teatro em
Moscou.
Como vemos as
nossas forças estão no centro do furacão. mesmo não sendo os
alvos principais, no caso os australianos e portugueses, será
difícil a situação da tropa no Timor Leste.
Uma Afirmação Infeliz
II
As declarações do presidente
eleito referente ao Tratado de Não Proliferação Nuclear
está dando voltas ao mundo. Além do artigo do National
Post, do Canada, muitas outras publicações estão procurando
informações sobre o assunto. Defesanet foi consultada
por editores de três publicações referente a possibilidade de o Brasil
desenvolver armas nucleares. Uma especificamente sobre a possibilidade
de a EMBRAER participar nesse
projeto.
Curioso é que a
EMBRAER apostou muito na eleição dio Sr
Luiz Inácio, pois esse mostrou simpatias pelo Miirage
2000BR.
CLX Mais
Detalhes
A empresa ATECH
- Tecnologias Críticas terá uma participação bem mais
ampla no avião CLX C295 CASA//EADS, cuja
definição de compra foi oocorreu na reunião do Conselho de
Defesa Nacional, em 31 de Outubro de 2002.
Através de offsets diretos e
indiretos terá a seguinte participação:
-
Monitoramento da vida dos componentes da
aeronave;
-
suporte dos simuladores de vôo;
-
sistema de treinamento
computadorizado.
Defesanet trará
mais informações e detalhes sobre os aviões C295 CASA/EADS e
P3BR.
P3BR
Informações liberadas
pela ATECH. Traz uma
análise do
programa que merece uma
cuidadosa leitura.
O
Editor
Programa de Modernização das Aeronaves de
Patrulha Marítima P-3 Orion
Aspectos Estratégicos e Comerciais do
Empreendimento
( Fonte ATECH )
I – CONTEXTO DO
EMPREENDIMENTO
A FAB adquiriu dos
Estados Unidos 12 aeronaves P-3 C Orion, em substituição aos aviões de
patrulha marítima P-16, desativados há seis anos. Como as aeronaves
foram compradas "vazias", a Força Aérea iniciou o "Programa de
Modernização das Aeronaves de Patrulha Marítima P-3 Orion" que passa
pela contratação dos melhores sistemas a serem instalados a bordo e em
terra para suprir os requisitos operacionais das missões de
patrulhamento marítimo de superfície e anti-submarino, de operações de
busca e salvamento, de combate ao contrabando e ao narcotráfico, de
combate à exploração pesqueira ilegal, de apoio em situações de
calamidades, de apoio à Marinha Mercante, e de suporte a operações do
SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).
A aeronave P-3 C Orion, um
clássico da Patrulha Marítima, tem sua eficiência comprovada por mais
de 400 unidades em operação em 16 países, entre eles EUA, Holanda,
Espanha, Austrália e Canadá, sendo capaz de realizar missões
acumulando até 20 horas de vôo contínuo sem necessidade de
reabastecimento, apresentando grande capacidade de sobrevivência em
caso de falhas e, portanto, , totalmente adequada às necessidades das
missões de patrulha ou vigilância marítima.
Em 30 de maio de 2001, a
FAB fez a entrega do Pedido de Oferta (RFP) às empresas interessadas
em participar do programa de modernização das aeronaves de patrulha
P-3 C Orion. As empresas interessadas foram: Alenia Difesa, da Itália;
BAE Systems, da Inglaterra; Boeing Company, Lockheed Martin e
Raytheon, dos Estados Unidos; e EADS-CASA, da Espanha.
Naquela oportunidade, a
Embraer declinou de participar da concorrência justificando que não é
sua atividade-fim a integração de sistemas em aeronaves usadas. Embora
participe de programa de modernização (aeronaves F-5), este está
vinculado à produção da aeronave batizada de "Super Tucano" (ou ALX)
que possuirá os mesmos sistemas do F-5. Este raciocínio entretanto não
se aplica necessariamente ao P-3 Orion. Em contrapartida, a Embraer
apresentou uma solução própria: a aeronave P-99, baseada na plataforma
ERJ-145, mas que segundo analistas da Força Aérea, não atinge todos os
requisitos necessários ao cenário operacional
brasileiro.
II – A POLÍTICA DE
COMPENSAÇÃO COMERCIAL
A compensação comercial
("off-set") está sendo utilizada também no programa P-3 C Orion,
respaldada na política e diretrizes estabelecidas pelas Forças
Armadas, em especial pela Força Aérea, que tem feito exigências de
compensação comercial, industrial e tecnológica nas suas aquisições de
grande vulto.
Todos os projetos do
programa de fortalecimento do controle do espaço aéreo brasileiro
contribuem, por meio de acordo de compensação, para o desenvolvimento
do parque industrial de defesa. De uma maneira, geral a Força Aérea
tem incentivado a apresentação de ofertas que contemplem um "mix" de
compensações diretas aplicadas ao projeto, compensações indiretas
aplicadas ao setor aeroespacial de defesa, e de compensações não
relacionadas, direcionadas para as demais áreas econômicas,
industriais e de pesquisa e desenvolvimento do País.
A aquisição de produtos de
tecnologia avançada, validados e consolidados, como é o caso dos P-3 C
Orion, firmada através de contratos que contemplam cláusulas de
transferência de tecnologia e executada com a participação de empresas
nacionais de reconhecida experiência neste tipo de processo,
proporcionam ao comprador a obtenção de competência tecnológica e à
sociedade benefícios que são, na maior parte das vezes, superiores ao
valor da própria compra.
A prática da compensação
comercial possui em si um positivo aspecto psicossocial ao enfraquecer
a contumaz crítica da imprensa de procurar contrapor os gastos com
defesa à necessidade (real) de mais escolas, postos médicos e casas
populares. Esquece-se de que a missão das Forças Armadas não é a
guerra, mas a defesa de seu território centrada na dissuasão, e que
esta é alcançada não somente pelas armas e sistemas de defesa, mas
também pelo desenvolvimento científico, tecnológico e do domínio do
processo da engenharia em sistemas de defesa.
III – A INDÚSTRIA
NACIONAL
Processos bem sucedidos de
transferência de tecnologia, como no caso dos Projeto SISCEA e SIVAM,
já garantiram ao País a obtenção de status de independência em relação
a outros países e grandes empresas internacionais, tendo proporcionado
geração e multiplicação de conhecimentos e posicionado empresas
brasileiras como integrantes de seletos grupos de fornecedores de
tecnologia a nível mundial, trazendo economia de recursos e
importantes ganhos econômicos e sociais para o país.
Por outro lado, as enormes
dificuldades impostas ao desenvolvimento e à capacitação tecnológica
das empresas nacionais de materiais e de serviços de defesa,
tanto em razão do mercado internacional desbalanceado e muitas vezes
excludente (acesso negado a tecnologias classificadas como
estratégicas) como pela compreensível insuficiência de recursos
governamentais para atendimento das necessidades de defesa,
decorrentes da compatibilização com as demandas, igualmente
importantes, dos campos econômico e social do País, constituem os
principais óbices a serem vencidos.
IV – COMENTÁRIOS
FINAIS
O Brasil necessita de uma
solução rápida e de baixo risco para a Patrulha Marítima. Neste
contexto, o "Programa de Modernização das Aeronaves de Patrulha
Marítima P-3 Orion" da Força Aérea cumpre todos os papéis a que se
destina: seu objetivo primário de atender a Patrulha Marítima no
Brasil e do qual não deve e não pode se afastar, como também cumpre
seu objetivo de fomentar a indústria de tecnologia nacional,
alavancando exportações de bens e serviços de tecnologia dos quais
hoje o Brasil depende externamente.
Os ganhos
comerciais, científicos e tecnológicos resultantes dos processos
organizados e controlados de gestão de transferência de tecnologia e
contratos de compensação ("off-set"), previstos na solução P-3 C
Orion, permitirão a um grande número de empresas nacionais
e a outros
setores da indústria e da sociedade, benefícios como desenvolvimento de
tecnologias e negócios, criação de empresas, geração de empregos,
intercâmbio tecnológico e científico com universidades e empresas
nacionais e internacionais, desenvolvimento das relações comerciais
entre países, diminuição da dependência
tecnológica em
áreas ligadas à soberania nacional, aumento das exportações de bens e
serviços de tecnologia e maior participação de nossas empresas
no mercado mundial de tecnologia e defesa.
O programa P-3 Orion deve
ser entendido e praticado nesse contexto de tecnologias críticas a
serem assimiladas e dominadas pelo país, bem como uma oportunidade
estratégica para o fortalecimento da indústria nacional, nas suas mais
variadas vertentes de atuação, sendo capaz de juntamente com outros
projetos do governo, criar condições e sinergia para a formação de uma
saudável rede (ou "cluster") de empresas fornecedoras (e exportadoras)
de tecnologia, e como tal deve ser objeto de atenção, incentivo e de
valorização por parte do MD, MDIC e de todo o Governo
Brasileiro.
Artigos de Interêsse:
1 - Nota da FAB sobre o P3 e
CLX
2- FHC decide P3 e
CLX
3
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