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Para  Observar?
 
A política interna na áre defesa e alta tecnologia será guiada pelos discursos externos?
 

                 03 Junho  Terça-Feira   2003

 

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EMBRAER Define Planta para Produção de Aviões Militares nos Estados Unidos 
 
      A EMBRAER anunciou que escolheu antigas instalações militares na cidade de Jacksonville, FLÓRIDA, para sediar a produção de aeronaves de defesa e de segurança nacional para o mercado americano.  Com uma experiência única no mundo de integração de componentes eletrônicos e compatibilidade eletromagnética para aviões de inteligência. Defesanet traz detalhes do Programa ACS ( Aerial Common Sensor), do US Army que a EMBRAEr está participando associada a um dos dois consórcios liderados pela Lockheed Martin e a Northrop Grumman.  
Detalhes do Programa ACS www.defesanet.com.br/noticia/acs1
Participação na AUSA www.defesanet.com.br/noticia/ausa
Descrição do Programa ACS pela AUSA em pdf www.defesanet.com.br/docs/acs.pdf
 
BBJ - ACJ e BIG Junk by Financial Times

Luiz Inácio Lula da Silva may have brought noble proposals to eradicate global hunger to the Group of Eight meeting in Evian. But Brazil's president still wanted to arrive in the French Alps in style.

The champion of the world's underprivileged accepted an offer from Boeing to fly in one of its business jets - free of charge. Not to be outdone, Airbus has offered the former metalworker one of its top models for his tour of Europe in July.

Why the generosity? Both companies are trying to persuade Lula to replace the ancient Boeing 707 presidential plane, known locally as the "big junk".

On his first trip to Europe in January Lula hitched a ride on a commercial flight but later complained about the lack of privacy. On the way back he flew on the "big junk" but complained about the noise.

Of course, Lula would rather fly Brazilian; but Embraer, the country's corporate jet manufacturer and flag-ship exporter, doesn't have the range.

To avoid any misunderstanding among patriotic businesspeople, the presidential palace issued an official statement saying the acceptance of Boeing's freebie "did not imply any type of obligation to the company on the part of the government". Naturally - he still has the Airbus trip.

Financial Times - Observer Section  02JUN03
 
 
 
 

Desarmamentismo II

Nelson F. During
     O discurso na Reunião do G8 ( EVIAN -França ) do Presidente Luiz Inácio ofereceu aos líderes mundiais os programas implementados pelo Governo Brasileiro. Ao oferecer esses programas o Presidente Brasileiro também indicou fontes de financiamento.  Essa proposição não é nova pois já tinha sido apresentada no Fórum Social Mundial (Porto Alegre) e no World Economic Forum (Davos).
 
    A presentamos parte do discurso onde são citadas os argumentos e  propostas: 

       " A pobreza e a miséria que atingem milhões de homens e mulheres no Brasil, na América Latina, na África e na Ásia, nos obrigam a construir uma nova aliança contra a exclusão social. Estou convencido de que não haverá desenvolvimento econômico sem sustentabilidade social e que, sem ambos, teremos um mundo cada vez mais inseguro. É nesse espaço de desagregação social que prosperam os ressentimentos, a criminalidade e, em especial, o narcotráfico e o terrorismo."

"Recomendo a meus colegas aqui presentes a leitura atenta dessas propostas. A fome é uma realidade intolerável. Sabemos que existem plenas condições para superar esse flagelo. Minha proposta - antecipada em Porto Alegre e Davos - é que seja criado um fundo mundial capaz de dar comida a quem tem fome e, ao mesmo tempo, de criar condições para acabar com as causas estruturais da fome. É o que estamos começando a fazer no Brasil. Há várias formas para gerar recursos para um fundo dessa natureza. Dou dois exemplos. O primeiro é a taxação do comércio internacional de armas - o que traria vantagens do ponto de vista econômico e ético. Outra possibilidade é criar mecanismos para estimular que os países ricos reinvistam nesse fundo percentagem dos juros pagos pelos países devedores. Alguns países desenvolvidos têm apresentado propostas para enfrentar esse problema. São iniciativas válidas, que merecem ser consideradas. "

    

    A reiteração da proposta, que tem sido o mote da atual administração, em fóruns mundiais à nível de governo, merece uma análise mais aprofundada. Quando da apresentação da proposta no início do ano Defesanet emitiu o boletim Desarmamentismo. Na época chamávamos a atenção para o efeito, que pode ser gerado de uma postura de governo no apoio sistemático desses pleitos em fóruns internacionais.

 

    O governo tem usado duas linguagens uma interna e outra externa.. A que tem sido acompanhada por fatos reais é a linguagem externa de apoio às propostas apresentadas desde o primeiro dia de governo. Essa propostas tem desdobramentos importantes . Não somente pela questão do investimento em defesa, mas por ações de governo críticas ao apoio de indústrias de alta tecnologia e defesa.

 

    As negativas sistemáticas que a atual administração do BNDES no apoio e financiamento de projetos de alta tecnologia e exportação. O documento   Retomada do Desenvolvimento: Diretrizes para a Atuação do BNDES   apresentado, no dia 23 Maio 03, mostra o banco voltado para essa área. Posição essa que tem levado a inclusive a intervenção do Palácio do Planalto.

 

    Rápido o Presidente Jacques Chirac apoiou a proposta de taxação de vendas de armamentos, porém achou de difícil execução, e propôs que fosse aplicada a venda de armas individuais( Le Monde 02JUN03). Armas individuais, que por acaso, é um ramo que a França não tem participação alguma.

 

      Portanto, o discurso externo para ser mais crível, precisa do ações internas. Nesse ritmo e como certamente o Presidente Luiz Inácio apresentará a proposta na Assembléia Geral da ONU,  no segundo semestre, qual o discurso interno e as ações para 2004 até 2006?

 

     No discurso na OIT o Presidente Luiz Inácio afirmou:

 

     "De todas as partes do mundo me chegam manifestações de apoio e solidariedade à nossa guerra contra a fome e a pobreza. Aliás, a única guerra que nos interessa."

  


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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