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03 Fevereiro 2003 - segunda-feira

Presidente defende Forças Armadas bem Equipadas e Treinadas
 
Brasília, 3FEV03 (Agências e Defesanet) - O presidente Luíz Inácio Lula da Silva  foi condecorado, em cerimônia no Salão de Honra do Quartel General do Comando do Exército, com a Ordem do Mérito Militar, a maior distinção conferida pelo Exército Brasileiro, desde 1934. Além de Lula, foram condecorados com a Ordem do Mérito Militar o vice-presidente da República, José Alencar, e o ministro da Defesa, José Viegas.

Cerca de 300 pessoas participam do evento, entre militares e civis. Também participaram os ministros Antônio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil); o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP) e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello.

Lula defende Forças Armadas bem equipadas e treinadas

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, após receber a Ordem do Mérito Militar, que é preciso que as Forças Armadas estejam bem equipadas e treinadas para que se possa garantir a soberania nacional. Lula ressaltou que são muitos os desafios do novo governo e que o fato de uma prioridade receber maior atenção em um determinado momento não significa que os outros assuntos serão esquecidos.

    Segundo o presidente, é preciso reequipar as Forças Armadas, mas por causa das restrições orçamentárias será necessário adiar a compra de novos edquipamentos – "não por muito tempo", garantiu. 

- Na defesa do Brasil, precisamos de soldados saudáveis e instruídos - disse Lula.

O presidente disse que o reaparelhamento das Forças Armadas será feito a seu tempo, sem que, no entanto, comprometa o orçamento do governo. Apesar de ressaltar as relações pacíficas especialmente com os seus vizinhos de fronteira e de reafirmar a prioridade nos investimentos sociais, Lula disse que o país não deve descuidar da vigilância das suas fronteiras, bem como do seu espaço aéreo e do seu mar territorial. Para tanto, não pode"postergar indefinidamente o reaparelhamento das Forçar Armadas".

        Segundo ele, os sacrifícios são resultado da excassez de recursos por parte do governo e o objetivo de atender em um primeiro momento as camadas mais pobres da população.

        "Vivemos uma época de restrição orçamentária, por isso devemos sacrificarmos para garantir o equilíbrio das contas públicas", afirmou.

    No começo deste ano, como um de seus primeiros atos, o governo adiou por tempo indeterminado a licitações para compra de 12 caças pela Força Aérea Brasileira (FAB), no valor de US$ 760 milhões.

    Segundo ele, cada programa que está sendo adiado será enfrentado, um a um.

"Vamos enfrentar cada desafio ao seu tempo", afirmou.

 O presidente destacou ainda a necessidade de que sejam corrigidos problemas sociais e disse que "o bem-estar do povo e a valorização das Forças Armadas se complementam".

 O presidente disse se sentir honrado com a ordem do mérito que, segundo ele, tem um significado especial por representar um "tributo ao processo de mudança da sociedade brasileira". Ao final do discurso, fez uma saudação de "viva o Brasil".


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Editor Nelson F During - nelson_during@defesanet.com.br  
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