Nessa eleição presidencial, com o primeiro turno em 06OUT02, e o
segundo turno em 27OUT02, um fato novo surge na história recente do
Brasil. Inesperado e aparentemente sem maior impacto, e tratado
pela imprensa com discrição ou mera curiosidade ele trará um
profundo impacto para qualquer que seja o candidato
eleito.
Trata--se
do que podemos chamar de : "A Questão
Militar".
Afastados
ou auto-afastados, excluídos ou auto-excluídos os Militares estão
tendo um reentrada no cenário político nacional de uma forma
estrondosa, como nunca vista na história política
nacional.
Quando começou? Quais as origens? Quais
os objetivos?
A sucessão de fatos aparentemente centrados na campanha
eleitoral pouco à pouco poderá extravasar para os Comandos Militares
em sua operação diária. Quando os Comandantes do Exército e Marinha
lançaram suas notas e o Exército mencionou que as atividades, do
dia 07 setembro, seriam afetadas foi a entrada da discussão
política.
A
imprensa brasileira, pautada pelas posições dos Comandos, repetiu a
questão das verbas e a dispensa dos 44.000 recrutas do Exército como
fator principal. Porém aos poucos recebemos mais detalhes como a
da revista Época, edição 227.
Assim os Comandos usaram a os eventos como
ação política unindo duas coisas diferentes - Governo e Nação. Qual a
diferença se no futuro as discussões serem no seio das Forças?
Ambiente e ferramentas já existem, como relatados no Oficio nº
133 - A2, de 08 de julho de 2002, do
Comandante do Exército Brasileiro ao Ministro da
Defesa.
No
horário eleitoral noturno, de 01OUT02, na televisão, um
candidato enumerou os apoios obtidos e afirmou o que segue - "tenho o
apoio de inúmeras lideranças
militares".
A
campanha de 2002 trouxe os "Militares à Política", porém poderá deixar
a herança da "Política nos
Militares".