COBERTURA ESPECIAL - Especial DitaBranda - Pensamento

12 de Setembro, 2018 - 00:04 ( Brasília )

ARAGUAIA - PCdoB quer apreender documentos do autor Hugo Studart

Historiador sofre perseguição por demolir mitos da guerrilha do Araguaia



 Cláudio Humberto

Perseguido após fazer revelações constrangedoras sobre “heróis” da guerrilha do Araguaia, o historiador Hugo Studart denuncia que militantes do PCdoB pediram a dois procuradores a apreensão dos documentos nos quais ele fundamentou a pesquisa de doutorado que resultou no livro “Borboletas e Lobisomens”.

Alguns “desaparecidos”, segundo o autor, apenas mudaram de nome após acordo de delação. Mais de 15 mil páginas de documentos sigilosos integram o acervo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A maior parte dos documentos foi entregue pelo então ministro da Justiça Nelson Jobim, segundo o pesquisador Hugo Studart.

Elizabeth Silveira e Vitória Grabois seriam autoras do pedido de busca. Procuradas através do Grupo Tortura Nunca Mais, não responderam.

Elizabeth é irmã do desaparecido Luiz René Silveira que, de acordo com Studart, ingressou no programa militar de proteção a testemunhas.


HUGO STUDART: GESTAPO PEDE AO MPF BUSCA E APREENSÃO DOS DOCUMENTOS QUE USEI PARA FAZER LIVRO


Abaixo, minha explicação aos amigos:
 
1) Militantes do PC do B pressionam o Ministério Público Federal para promover busca e apreensão na minha residência, atrás do acervo de documentos secretos da ditadura. A solicitação foi feita pelas militantes Elizabeth Silveira e Vitória Grabois aos procuradores da República Ivan Marx e Eugenia Gonzaga, presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça.

2) Elizabeth é irmã do guerrilheiro desaparecido no Araguaia Luiz René Silveira que, segundo revelo no livro Borboletas e Lobisomens (Capítulo 19, Sonata para Carmen), fez delação premiada e trocou de identidade, no programa de proteção às testemunhas da ditadura. Ele tinha então 22 anos. Vitória, por sua vez, é filha de Maurício Grabois, comandante da guerrilha, morto no Araguaia.

3) Elas alegam que é crime formar acervos privados com documentos público sigilosos. O advogado da causa é Belisário dos Santos Júnior. Os procuradores Ivan Marx e Eugênia Gonzaga estudam o melhor caminho jurídico para  atender ao pedido. Eles deverão ter novo encontro com as militantes na próxima semana.

4) Meu acervo tem cerca de 15 mil páginas de documentos sigilosos, com os quais fundamentei a pesquisa de doutorado que resultou no livro. A maior parte dos documentos foram entregues pelo então ministro da Defesa Nelson Jobim, quando eu representava a Universidade de Brasília no Grupo de Trabalho da Presidência que busca os corpos dos desaparecidos do Araguaia.

5) Informo que esses mesmos documentos também foram cedidos por Jobim, em formado digital, a pelo menos sete membros do Grupo de Trabalho, dentre eles dois militantes do PC do B, Paulo Fonteles e Diva Santana.

6) Quando são revelados segredos incômodos, essas senhoras & outros usam métodos da Polícia do Política Nazista, a Gestapo, para tentar impedir o direito constitucional à pesquisa acadêmica e à liberdade de expressão, previstos no Artigo 5º da Constituição em vigor. Espero que Suas Excelências respeitem as liberdades constitucionais.

Peço aos amigos que compartilhem essa notícia, em ato pela Liberdade de Pesquisa e de Expressão.

Hugo Studart
Doutor em História
Autor das obras "A Lei da Selva" (Geração) e "Borboletas e Lobisomens" -- ambas sobre a Guerrilha do Araguaia, ambas fundamentadas nos documentos supracitados.


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Nota: na Tag Araguaia mais conteúdo sobre o Araguaia e as farsas conduzidas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do MPF


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