23 de Novembro, 2007 - 16:00 ( Brasília )

Defesa

Defesa - Comando e Controle (C2)

Operações combinandas no Brasil e a Área de Comando e Controle (C2)

Operações Combinadas no Brasil
A Área de Comando e Controle (C2)

 

Nelson Düring

Na reunião de encerramento da Operação Charrua, conduzida desde Porto Alegre, pelo Gen ELITO, Comandante Militar do Sul, no Quartel do Regimento Osório, teve também o acompanhamento e participação de outros comandos.

Em um canto da sala o telão mostrava quatro outros pontos da teleconferência. Participavam membros do Ministério da Defesa e dos Comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica.

As siglas mais pareciam uma sopa de letrinhas: cocs, CCCOA, COTER e CCTOM.

Por trás das siglas está o Sistema Militar de Comando e Controle do Brasil (SISMC²) coordenado pelo Ministério da Defesa. O Brasil tem avançado no processo de operações combinadas realizando até quatro grandes exercícios por ano, em 2007 foram : Charrua, Albacora, Solimões e Pantanal.

INTEROPERABILIDADE : “Capacidade de sistemas, unidades ou forças intercambiarem serviços ou informações ou aceitá-los de outros sistemas, unidades ou forças e, também, de empregar esses serviços ou informações, sem o comprometimento de suas funcionalidades.”

Glossário das Forças Armadas/2006

O Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC²)

Inserido no Sistema Nacional de Defesa, é o conjunto de instalações, equipamentos, comunicações, doutrina, procedimentos e pessoal essenciais para o comandamento, em nível nacional, das crises e dos conflitos.

O SISMC² tem o sentido de propiciar as melhores condições possíveis para o exercício da direção, do controle e da coordenação das forças militares em operação, fundamentando-se em doutrinas e sistemas operacionais que possibilitam o acompanhamento em tempo real das ações em curso.

O SISMC² compõe-se dos seguintes órgãos: Centro de Comando e Controle do Comandante Supremo - CC²CS, órgão central do sistema e situado no Ministério da Defesa; Centros de Comando e Controle da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; e Centros de Comando e Controle dos Comandos de Teatro de Operações, Comandos Combinados e de Força de Paz, quando ativados .

Cada Força Armada possui um software para apoiar seu Sistema de Comando e Controle de forma a permitir um fluxo de dados confiável, dentro dos padrões militares, e, ainda, o acompanhamento das operações militares.

O Estado-Maior de Defesa - EMD, que atua no nível estratégico , e os Comandos Combinados ou de Teatro de Operações, que atuam no nível operacional, utilizam para esse fim o Sistema de Planejamento Operacional Militar - SIPLOM. Todos os sistemas mencionados contam com meios seguros de voz e dados. Na Operação Charrua foi utilizado o SIPLOM 2I (Integrado)

No passado, a capacidade de Comando e Controle instalada permitiu ao governo federal, por intermédio do Centro de Comando e Controle do Comando Supremo - CC²CS, no Ministério da Defesa , o acompanhamento do “Bug do Milênio” (1999), e, mais recentemente, a coordenação da segurança da Cúpula América do Sul e Países Árabes, em Brasília, (2006).

Permite, ainda, o acompanhamento dos exercícios de Operações Combinadas em diversas regiões do país e ligação com as tropas brasileiras no Haiti.

A evolução e integração de outros recursos em tempo real para os Centros de Operações de Forças Combinadas e o CC²CS ainda depende de longos pesados investimentos. Nos planos o Programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro. Outras questões operacionais como a distribuição aos comandantes dos recursos produzidos pelas plataformas de inteligência, em especial os aviões: E99 e R99.
 

Sistema Militar de Comando e Controle do Brasil- SISMC²
Ministério da Defesa CC²CS Centro de Comando e Controle do Comandante Supremo
cocs Centro de Operações do Comando Supremo
Comando da Aeronáutica CCCOA Centro de Comando e Controle de Operações Aéreas
Comando do Exército COTER Comando de Operações Terrestres
Comando da Marinha CCTOM Comando e Controle do Teatro de Operações Marítimo