03 de Fevereiro, 2013 - 15:46 ( Brasília )

Defesa

DILMA - Planeja o Segundo Mandato

Dilma quer ministros que fiquem seis anos na Esplanada

Nota DefesaNet

Aquecimento para a Campanha Presidencial de 2014. Assim é tempo de reler a Carta às Forças Armadas publicada pela então candidata Dilma Rousseff, na Campaanha presidencial de 2010, em outubro 2010.

Dilma - Carta às Forças Armadas Link

 

Raymundo Costa
De Brasília


Na reforma prevista para depois das eleições das mesas da Câmara e do Senado, a presidente Dilma Rousseff gostaria de nomear ministros que tivessem disposição para ficar os próximos seis anos no cargo. Essa é uma das razões pela qual a reforma talvez não vá além de umas poucas Pastas. Dilma avalia que algumas áreas realmente precisam de mudanças, seja para ganhar dinamismo, seja para alguma acomodação política necessária para atender a base aliada. Mas fica desanimada ao pensar que esses ministros ficarão menos de um ano e devem sair em abril de 2014 para concorrer nas eleições.

Isso é particularmente verdadeiro entre os ministros políticos e de coordenação política do governo. E uma razão para Dilma manter Ideli Salvati nas Relações Institucionais.

 

A presidente Dilma Rousseff gostaria de nomear ministros, na reforma prevista para depois das eleições das presidências da Câmara e do Senado, que se dispusessem a ficar os próximos seis anos no governo, como provavelmente será o caso de Guilherme Afif Domingos (PSD), vice-governador de São Paulo, que já até fala como ministro.

A informação foi publicada em primeira mão pelo Valor PRO, serviço em tempo real do Valor.

Esse é um dos motivos pelo qual a reforma talvez não passe da mudança de poucos ministros. Dilma, por exemplo, avalia que algumas áreas realmente precisam de mudanças, seja para ganhar mais dinamismo, seja para fazer alguma acomodação política necessária para atender a base aliada. Mas desanima ao pensar que esses ministros ficarão menos de um ano e devem sair já em abril de 2014 (o prazo das desincompatibilizações), para concorrer às eleições de outubro.

Isso é particularmente verdadeiro entre os ministros políticos e na área de coordenação política do governo (ministros e líderes). É um motivo também para levar Dilma a manter a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Além de eventual substituto certamente pensar em concorrer em 2014, a oferta no Congresso não apresenta opções muito melhores que a atual chefe da SRI.

O caso de Afif é exemplar: nome representativo do PSD, partido que dever apoiar a reeleição de Dilma em 2014, o vice-governador atuaria numa área na qual é especialista (micro e pequenas empresas) e ficaria no governo, em 2014, para permitir a composição do palanque eleitoral da presidente em São Paulo: um nome do PT para governador, o vice do PMDB e o ex-prefeito e presidente do PSD, Gilberto Kassab, candidato ao Senado.

Na hipótese de uma reforma ampla ser considerada a mais adequada, entram em discussão nomes como o de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), pré-candidata ao governo do Paraná; Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), se ele vier a ser candidato ao governo de Minas Gerais; e Edison Lobão (Minas e Energia), que planeja governar o Maranhão, entre outros.

Uma substituição importante pode ocorrer agora: a do ministro dos Transportes, cargo reivindicado pelo PMDB como um todo e em particular pelo PMDB de Minas Gerais. A expressão usada no Planalto é "pode" e não "deve". Um nome falado é o do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Difícil.