16 de Fevereiro, 2012 - 09:35 ( Brasília )

Defesa

Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas traça perfil da defesa do futuro


Forças Armadas integradas com comunicação e vigilância em tempo real, cobrindo todo o território nacional e as águas jurisdicionais brasileiras, a chamada Amazônia Azul.

Esse é o retrato da futura defesa nacional traçado pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general-de-exército José Carlos de Nardi, em palestra sobre o Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED) durante o 2º Seminário Estratégia Nacional de Defesa, realizado hoje (15/02) pela manhã no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

Participaram do painel, além do general de Nardi, os chefes de estado-maior da Marinha, almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia de Faria, e do Exército, general-de-exército Joaquim Silva e Luna, e o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), brigadeiro-do-ar Carlos de Almeida Baptista Júnior.

Graças aos sistemas Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) e de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra) poder-se-á analisar as ameaças em tempo real e destacar meios para enfrentá-las.

Os dados são obtidos e transmitidos para um comando central por um satélite geoestacionário, sensores localizados em terra e no mar, aviões radares e de sensoriamento remoto, veículos aéreos não tripulados (Vants) e, até mesmo, soldados no meio da selva.

As forças serão extremamente móveis, dispondo de 28 aviões KC-390, construídos pela Embraer, e de 48 helicópteros Helibras EC 725, para facilitar o deslocamento das unidades, protegidas por sistemas antiaéreos modernos e aviões de caça de última geração.

Barcos e navios-patrulha garantem a segurança das águas jurisdicionais brasileiras, a chamada Amazônia Azul, enquanto duas esquadras, equipadas com dois porta-aviões, 30 navios escoltas, 15 submarinos convencionais e quatro submarinos nucleares, fornecem a dissuasão contra possíveis ameaças internas.

O ciberespaço não foi esquecido. Dentro da visão da Estratégia Nacional de Defesa (END), que determina as diretrizes gerais do PAED, o ciberespaço está sob responsabilidade do Exército que também cuidará das estruturas críticas, como centrais nucleares, refinarias de petróleo, hidrelétricas, sistemas de transmissão de energia e, até mesmo, usinas de tratamento de água.

Remanejamento

Para garantir a proteção das fronteiras e da Amazônia haverá um amplo remanejamento de forças. Tropas e equipamentos colocados no Sul serão transferidos para novas posições na Região Norte, que ganhará 28 novos pelotões de fronteira. O Centro-Oeste, sede do poder político, será reforçado. Serão mantidos grandes efetivos no Rio de Janeiro e São Paulo, estados de grande concentração econômica e industrial.

O II Seminário Estratégia Nacional de Defesa foi uma iniciativa da Frente Parlamentar de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).