29 de Outubro, 2011 - 18:30 ( Brasília )

Defesa

Comentário Gelio Fregapani - Amazônia, Meio-Ambiente, Lições da Líbia, BRICS e Liderança


Assuntos:  Amazônia, Meio-Ambiente, Lições da Líbia, BRICS e Liderança
 
O futuro da Amazônia

Projetos como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, Teles Pires e o complexo do Tapajós  são parte do ciclo de ocupação que iniciou sob o governo militar, interrompido por FHC. A Amazônia já participa com 10% da geração de energia no país, mas passará a 23%, até 2020. Como efeito colateral, há no Congresso um projeto de lei tornando obrigatória a construção de eclusas juntamente com as hidrelétricas, viabilizando o transporte integrado por rodovias, ferrovias e hidrovias que reduzirão tremendamente os custos de transporte interno. Escoada pelos portos de Belém, Manaus e Santarém, o preço da nossa soja será imbatível.

Entretanto, dia a dia recrudesce a oposição internacional, usando os pobres índios a pretexto do meio ambiente, ameaçando a continuidade das obras e a ocupação da Amazônia. Para acelerar a implantação dos projetos, estuda-se um freio à ditadura ambiental e leis que permitam a exploração mineral em áreas indígenas. Contando com a exploração das incríveis jazidas minerais e com a futura plantação de dendê para fazer biodiesel, A Amazônia se tornará o principal dos motores do crescimento, se ainda nos pertencer.

A firmeza com que a Dilma está enfrentando as pressões nos dá esperanças. Que ela nunca desista.
 
Feitiço contra o feiticeiro

O confronto da realidade dos fatos com a ideologia ambientalista está redundando em um comportamento esquizofrênico por parte das lideranças européias, no que se refere à política energética. Em toda a Europa paira a ameaça da escassez de energia. No Reino Unido, o fenômeno da "pobreza energética" aumenta a dificuldade de pagamento das tarifas crescentes, em razão dos subsídios às fontes "renováveis". Na Espanha, chega-se à conclusão de que a energia nuclear não poderá ser abandonada em médio prazo. Só na Alemanha, ainda permanece o clima de euforia com as fontes "renováveis", ignorando-se os sinais de que tal aventura poderá resultar em uma catástrofe. A tal "descarbonização" da economia os prejudica cada vez mais. É bom que provem um pouco de seu veneno.
 
Lições da Líbia

O Fato – Kadafi já está eliminado. É provável que o folclórico “tirano” tenha sido o melhor governante do Mundo Árabe e da África pois usava o petróleo para o bem de seu país. É certo que havia descontentes, mas nenhum tirano entrega armas ao povo.

Claro que isto não evitou o ataque as melhores forças aéreas do mundo, mas mesmo com os bombardeios “para proteger a população civil”, dificilmente seus opositores teriam vencido sem o auxílio das magníficas Forças Especiais de uma dezena de países, que forneceram armamentos ,que deixam nosso Exército com inveja.

O Exército líbio era de cerimonial. Não tinha meios eficazes de defender seus interesses. No ano 2000 a Líbia renunciou ao desenvolvimento de armas de destruição em massa. Caso as tivesse, dificilmente a OTAN a teria atacado.

A Lição - Riquezas nas mãos de quem não as pode defender deixa de ser vantagem e passam a atrair desgraças. A não ser que entregue tudo

Análise – Ainda que o nosso País esteja igualmente mal armado, o Brasil não é uma Líbia, com apenas 9 milhões de habitantes e divididos em tribos. A ameaça que se percebe é a de secessão de áreas indígenas, talvez protegida pela “Exclusão Aérea”.

Como Dissuadir – Impossível enfrentar no ar as melhores forças aéreas do mundo. As 36 aeronaves de caça não farão diferença, mas bons e abundantes mísseis antiaéreos cobrariam alto preço aos atacantes. Se os fabricarmos em quantidade e qualidade, temos como certo que seria um grande fator de dissuasão. Outro grande fator, mais fácil de conseguirmos, seria a existência de grande número de snipers, também chamados de caçadores ou franco-atiradores, desde que tenham armas adequadas.

Hoje em dia, as melhores são os fuzis de precisão ponto 50, capazes de atingir alvos a mais de 2 mil metros, sem possibilidade de defesa. É claro que nosso País ainda não os fabrica, mas um jovem brasileiro – Fernando Humberto, os fabrica nos Estados Unidos e  não os faz aqui impedido pela burocracia do Exército.

É bom que nossos chefes sejam alertados; Exércitos não são peças de cerimoniais!   
 
Analogias

Uma das ferramentas para a montagem de cenários futuros é a chamada “analogia científica”, que procura a identificação de casos atuais com casos já ocorridos. Ainda que não seja um “oráculo”, a História comprova que em expressivo número a evolução tende a ser idêntica. Sobre a guerra em gestação, não há como deixar de fazer um paralelo entre o cenário da atual crise internacional e o descrito por Winston Churchil, em Memórias da Segunda Guerra Mundial,  da situação em 1929, dez anos antes da eclosão: "A prosperidade de milhões de lares americanos havia crescido sobre uma estrutura gigantesca de crédito inflado, que subitamente se revelou um fantasma. Afora a especulação com ações em âmbito nacional, que até os mais famosos bancos havia através de empréstimos fáceis, um vasto sistema de crediário na compra de casas, móveis, automóveis e inúmeros tipos de utensílios e artigos domésticos de luxo havia crescido. Ruíram juntos.

... As consequencias dessa perturbação na vida econômica tornaram-se mundiais. Seguiu-se uma contração generalizada do comércio, em virtude do desemprego e da produção decrescente. Impuseram-se restrições tarifárias para proteger os mercados internos. A crise generalizada trouxe consigo graves dificuldades monetárias e paralisou o crédito interno. Isso espalhou a ruína e o desemprego por todas as partes do mundo... Os desastres daí decorrentes..." (W.C -Memórias da Segunda Guerra)’ 

Ministros

Pelo jeito houve uma mutação: antes do Orlando o PC do B idealizava desapropriar a propriedade privada em benefício da pública. Com o Orlando passou a desapropriar a pública em benefício da privada.

 Sem dúvida o Aldo Rebelo é honesto e trabalha pelo Brasil, mas seria melhor que continuasse como deputado, em nossa luta pela integridade nacional.

E o Haddad? Depois de mostrar inconseqüência com o kit gay, agora com o ENEM mostra incompetência.
 
Alvo errado

Muitos dos meus irmãos de armas parecem escolher alvos errados. Ficam atirando em antigos adversários que não são mais inimigos – Dilma, Genuíno e outros, esquecendo dos inimigos atuais – Greenhalg, Thomas Bastos, Tarso Genro, Erundina ...
 
Que Deus ilumine a todos nós

Gelio Fregapani