26 de Março, 2019 - 10:45 ( Brasília )

Defesa

Ministérios da Defesa e da Educação ampliam programas de pós-graduação


Lane Barreto

O Departamento de Ensino do Ministério da Defesa (MD) apresentou 12 projetos selecionados para 4ª edição Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa IV).

A exibição ocorreu no Seminário Marco Zero, realizado, em 21 e 22 de março, na sede da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília. “Estamos fazendo o Seminário Marco Zero dos Projetos que foram aprovados.

Dos 105 projetos propostos para a quarta edição do Pró-Defesa, 12 foram aceitos”, informou o diretor do Departamento de Ensino do MD, almirante Luiz Octávio Barros Coutinho.

O Pró-Defesa é uma iniciativa do Ministério da Defesa em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A iniciativa é coordenada, no âmbito do MD, pela Divisão de Cooperação do Departamento de Ensino.

O programa estimula, por meio de financiamento, a criação de redes de cooperação acadêmicas entre Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e particulares, institutos militares e centros de estudos estratégicos.

O programa foi criado em 2005 e de lá para cá conta com mais de 250 mestres e doutores formados. O Pró-Defesa fomenta a realização de projetos de interesse da defesa nacional. “Vimos aqui no seminário os produtos que serão feitos como simulador, programa de controle para aeronave e programa de biologia de vacinas”, destacou o almirante.

Na ocasião, ocorreu ainda o lançamento do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica em Defesa Nacional (PROCAD-DEFESA). A iniciativa busca apoiar projetos conjuntos de ensino e pesquisa, em diferentes instituições, que estimulem a formação de pós-graduados, bem como a mobilidade docente e discente.

“Vejo com muito entusiasmo esse projeto desenvolvido pela Capes junto com o Ministério da Defesa”, ressaltou o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Ele destacou a importância de trabalhar com pessoas que detém conhecimento de políticas públicas na área de defesa.

“Vamos lidar com dados reais que nos são passados por profissionais da Defesa”, acrescentou o ministro. O almirante Barros Coutinho ressaltou que a decisão do Ministério da Educação/CAPES de lançar o PROCAD-DEFESA terá “efeito sinergético porque vai alinhar a indústria com a academia e com o governo”.

Assim como ocorre no Pro-Defesa, o PROCAD- DEFESA também vai selecionar 12 projetos. O edital do PROCAD-DEFESA foi lançado, em 21 de março, data de abertura do Seminário. As inscrições terão início em 14 de abril.

Estão entre as áreas temáticas prioritárias do PROCAD-DEFESA: defesa e sociedade, ajuda humanitária e defesa nacional, cenários internacional e regional de segurança e defesa, entre outros temas. Os recursos de custeio por projeto do PROCAD-DEFESA 2019 são de R$ 50 mil por ano.

Projetos

O capitão de mar e guerra e professor André Panno Beirão, da Escola Naval de Guerra (EGN), coordena a pesquisa intitulada Observatório de Pesquisas Marítimas. Cerca de 21 doutores e cinco de mestres de quatro instituições participam do projeto que possui intuito de avaliar “políticas públicas voltadas ao mar”. Integram o estudo professores da Escola de Guerra Naval, da Universidade Federal do Ceará, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e da Universidade de Brasília (UnB).

“É um projeto que busca parceria inter-regional e possui propósito de olhar para o mar com acompanhamento e análise. As avaliações de políticas públicas, inclusive de segurança de defesa serão acompanhadas e estudadas. A partir das avaliações feitas, serão propostas melhorias”, exemplifica o professor.

Clarissa Damaso é professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realiza estudo para detectar agentes que possam ser utilizados em guerra biológica ou em ações de bioterrorismo.

“Temos um projeto dentro da área de biodefesa envolvendo o preparo, tanto ações pré- eventos de bioterrorismo quanto após eventos de bioterrorismo”, relata. O trabalho de pesquisa da docente possui parceria com o Instituto de Biologia do Exército e tem a participação de quatro grupos de pesquisadores.



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