13 de Fevereiro, 2017 - 09:00 ( Brasília )

Defesa

Brasil e Portugal assinam acordo de cooperação em defesa

Iniciativa vai tornar viável um maior acesso da indústria brasileira ao mercado europeu, além de garantir ações estratégicas no Atlântico Sul

Os ministros da Defesa do Brasil e de Portugal, Raul Jungmann e José Alberto Azeredo Lopes, assinaram, nesta quinta-feira (9), na cidade de Porto, Portugal, um acordo de cooperação para tornar viável um maior acesso da indústria brasileira ao mercado europeu. O acordo também garante ações militares conjuntas e estratégicas no Atlântico Sul e maior interação entre a indústria de defesa dos dois países.

Durante a assinatura, Jungmann salientou que “o Atlântico Sul, palco das travessias que uniram as histórias de nossos países, é um importante espaço geopolítico, que concentra diversos interesses e cobiçadas riquezas naturais, inclusive petróleo”. O ministro disse ainda que a manutenção do Atlântico Sul como zona de paz e cooperação é uma prioridade.

Raul Jungmann ressaltou, também, o potencial de cooperação entre Brasil e Portugal na área de indústria de defesa com a presença de duas unidades da Embraer, na cidade portuguesa de Évora, e defendeu a ampliação dessa parceria também no setor da construção naval. Já o ministro português lembrou o forte laço histórico.

“Se já fomos capazes de construir um cluster (concentração de empresas) aeronáutico na cidade de Évora, temos plenas condições de criar um modelo de desenvolvimento conjunto nessa área tão estratégica que é a indústria da defesa", disse Azeredo Lopes.

Reunião de trabalho

Antes da assinatura do acordo, os dois ministros tiveram uma reunião de trabalho no Comando do Pessoal do Exército português, onde discutiram futuras ações conjuntas militares.

O acordo de cooperação foi assinado durante a realização do I Diálogo das Indústrias de Defesa Brasil  Portugal, que se encerra nesta sexta-feira (10), em Porto.

O evento reúne setores de governos e empresários brasileiros e portugueses para estabelecer mecanismos que ampliem possibilidades de negócios, além de criar uma agenda comum e permanente de contato.

Leia também:

Portugal representa plataforma de aproximação à Europa e OTAN [Link]