20 de Agosto, 2011 - 17:45 ( Brasília )

Defesa

Comentário GelioFregapani - Momento político, Área internacional, TNP, Pequenos Tópicos


Momento político, Área internacional, TNP, Pequenos Tópicos


Momento político

Vivemos o que pode ser o início de uma faxina ética. Ainda não sabemos se prosseguirá, nem quais as consequencias.

Havia, de longa data, o loteamento político dos ministérios, que, em nome da governabilidade propiciava um altíssimo grau de corrupção.  É difícil achar um órgão, nas três esferas de administração, capaz de passar incólume por uma devassa.

 Talvez o ponto mais alto dos conchavos tenha sido em 2010, para a  adesão à eleição de Dilma, aliás desnecessário pois era evidente que o País recusava o programa entreguista do Serra/FHC. O inesperado pela costurada aliança é que a nova presidente se mostrasse menos dócil às maracutaias.

 A “base” está revoltada porque o modelo combinado não comportava a ingerência do poder central nos feudos dominados por partidos. Afinal, era o acordo, dizem sem qualquer constrangimento. Estão com saudade de Lula. Querem retomar a tradição. Consideram que roubar dinheiro público é uma paga natural pelo apoio.

O PR já se afastou do governo; 40 deputados e sete senadores farão falta para aprovar qualquer projeto. Se forem só estes ainda não será decisivo, mas a simples ameaça aos demais corruptos pode ser suficiente para desencadear uma rebelião, e até um impeachment.

É verdade que muitos parlamentares da Base estarão mais interessados no País do que no partido, como certamente também acontecerá com parlamentares da oposição, mas o quadro é incerto. Certo apenas será a adesão popular às medidas moralizadoras, caso prossigam.

Talvez isto force a Dilma a “legislar” por plebiscitos. Aí certamente cortaríamos o custo do Congresso; das câmaras estaduais e de vereadores; reformularíamos a Funai, o Ibama, as ONGs e outras entidades que infelicitam o nosso País. Seria furiosa a oposição dos políticos, mas isto se chamaria “Democracia Direta”.
 
Na área internacional

Em longo prazo a preocupação do mundo é com a China. Imbatível na indústria, já quase dona da África, investindo pesadamente no terceiro mundo e incrementando extraordinariamente seu poder militar, tende a se tornar a nação dominante, reduzindo o resto do globo a mercados e fornecedores de minérios e de alimentos. È verdade que pouca diferença fará para nós, que somos exatamente isto, mas é bom saber, ao menos para evitar a total desindustrialização que se esboça.

Em médio prazo a preocupação seria com a expansão demográfica islâmica, enquanto decresce a população do ocidente cristão. Se tiver tempo, o islã dominará primeiro a Europa, depois o resto da cristandade, impondo a sua “sharia”. Entretanto provavelmente não terá tempo, pois se esboça para breve uma guerra, liderada pela OTAN, com o apoio da Rússia, na qual o Islã só tem uma chance de não ser totalmente destruído – se a China não permitir.  Essa guerra não é nossa, mas é bom saber para evitar sermos envolvidos, e se não o conseguirmos, pelo menos que entremos com os olhos abertos.

Em curto prazo há perigo de episódios mais capazes de ameaçar o nosso País;  o ataque aos detentores de petróleo ou outros recursos naturais escassos e até àqueles  de interesse geográfico estratégico. Primeiro ao Iraque; ao Afeganistão e Paquistão. Agora à Líbia e a próxima, quem sabe o Irã ou á Síria. Qualquer pretexto serve, mas inserido no quadro de conter a expansão demográfica islâmica está a necessidade de petróleo e de outras matérias primas, se o Dólar e o Euro não mais os possam comprar.
Persiste a impensável queda daquelas moedas, mas é uma situação insustentável no curto prazo.  As taxas de desemprego atingem valores absurdos no desenvolvido ocidente. Os detentores do poder político já percebem as condições para uma revolta sem precedentes em seus países. A solução é a guerra. Só com ela pode ser conseguido o petróleo, a volta da industrialização, o pleno emprego e outras benesses. E mais: a diferença do poder bélico garante a vitória.

Mas não é isento de riscos. A resistência Líbia põe em dúvida a eficácia do poder aéreo. Como pode um país com apenas nove milhões de habitantes, dividido em tribos hostis, sem indústrias, com seu dinheiro confiscado e sem fronteiras com países amigos resistir tantos meses às poderosas forças aéreas de tantos adversários?

É difícil a resposta. Talvez esteja recebendo algum apoio da China, mas isto não está comprovado. E por que a China o faria? – Para começar não se sabe se está fazendo. Se estiver, certamente será em função de uma estratégia de longo prazo, atribuída a Sun Tzu: fazer com que os futuros inimigos se esgotem, antes de os enfrentar 
 
Protocolo ao TNP

O Tratado de Não-Proliferação Nuclear,extremamente nocivo ao Brasil, foi assinado por FHC, como sempre defendendo interesses estrangeiros, pois temosuma das maiores reservas e a tecnologia própria para enriquecer o urânio. Se já tivéssemos armas nucleares teríamos garantido a paz, sem envolvimento na guerra que se aproxima.
Agora a ONU nos pede para assinar um adicional ao TNP que permitiria à Agência Internacional fiscalizar, verificar o estágio do enriquecimento do urânio com tecnologia própria e  até a  paralisar o nossos programas.

Assina-lo é o mesmo que concordar que o Brasil continue ad eternum um mero país extrator de minério radiativo, de acordo com os interesses e em benefício dos concorrentes. O correto seria denunciar o TNP
 
PequenosTópicos

- Quando para produzir, se precisa obter a autorização de quem não produz nada e negocia com favores; quando as leis não protegem o trabalho, mas sim aos mal intencionados, não adianta apenas ser correto. Há que ter coragem para lutar, mudar a sociedade.

- Que maus políticos, cercados por seguranças querem que o cidadão comum mantenha-se desarmado e indefenso, todos sabemos, mas que o Exército crie dificuldades para fabricar armamento de guerra no País, é algo que não passava pela nossa mente. Agora existem desconfianças. Daremos um tempo ainda para confirmar uns dados, e traze-los à luz.

- Oportunistas propõem a criação de novos Estados e o surgimento de milhares de municípios sem condição de autonomia econômico-financeira. Somente poderia ser estudada a possibilidade de união de pequenos entes federativos como Alagoas e Sergipe, que poderiam formar um Estado do São Francisco..

Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani