31 de Outubro, 2016 - 10:00 ( Brasília )

Defesa

Reunião histórica na defesa da paz e segurança do Brasil, diz ministro Jungmann

Ministro da Defesa também acredita que Forças Armadas podem contribuir para redução da criminalidade na fronteira

Durante quase quatro horas as principais autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais estiveram debatendo a segurança pública nacional. Em torno de uma mesma mesa, o presidente da República, Michel Temer, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elaboraram sugestões para o combate à criminalidade no País. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, saiu da reunião certo que “tratou-se de um encontro histórico”. Segundo ele, foi proposto “um mutirão para reduzir a criminalidade no Brasil”.

Jungmann disse que as Forças Armadas podem também contribuir nesta mobilização pela redução da criminalidade em ações na faixa de fronteira. A acompanhado dos comandantes da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira; do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas; da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho, o ministro Jungmann disse que “o mais importante do encontro foi o próprio encontro inédito”.

“Se reuniu todos os poderes. É uma reunião inédita onde todos estiveram debatendo e discutindo as questões”, disse Jungmann.

O ministro contou que coube ao ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, em nome do governo federal, apresentar um plano de cooperação federativa. Este plano agora será apresentado aos governadores, aos prefeitos e aos secretários estaduais de segurança pública, como desdobramento da reunião ocorrida nesta sexta-feira (28), no Palácio do Itamaraty.

Jungmann pontuou algumas propostas levadas pelas autoridades, como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentada pelo senador Renan Calheiros para investigar o financiamento do crime organizado em campanhas políticas. O procurador Geral da República, Rodrigo Janot, defendeu que o Brasil faça valer os acordos internacionais para punir criminosos no âmbito do Mercosul. A presidente do STF defendeu um levantamento de dados que possa mapear a criminalidade no país e, deste modo, permitir as autoridades o combate aos grupos criminosos.

Reunião histórica - A preocupação com a crise na segurança pública nacional levou à mobilização dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a promoverem reunião, no Palácio Itamaraty, para debater o tema. O objetivo é propor um pacto para equacionar os principais gargalos existentes no país.

Na primeira parte, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, apresentou uma proposta de cooperação federativa em matéria de segurança pública. Após a reunião, o Palácio do Planalto divulgou um comunicado conjunto.

A proposta deste encontro foi da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Ela mobilizou o presidente Michel Temer e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Participaram também os ministros José Serra (Relações Exteriores), general Sergio Etchegoyen (Gabinete da Segurança Institucional) e Dyogo Oliveira (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão).

Fiesp - Projetos estratégicos foram destaques durante a solenidade


“Além de unir ainda mais as Forças Armadas ao setor de defesa industrial, a parceria com a Fiesp apoiará ainda mais a busca para um país melhor”. Essas foram as palavras do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante a homenagem que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prestou às Forças Armadas, nesta sexta-feira (28/10), na sede da entidade, em São Paulo (SP). A solenidade contou com a presença de oficiais-generais do Alto-Comando da Aeronáutica, Marinha, Exército e profissionais da área da indústria e defesa.

Durante a solenidade o Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, agraciou os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ele ressaltou, em discurso, a importância em ter as Forças Armadas ao lado da Instituição ."Um país com o potencial do Brasil queremos que as Forças Armadas estejam estimuladas e equipadas com tecnologia e o nosso apoio é fundamental", destacou.

Sobre a indústria de defesa nacional o Ministro da Defesa destacou os projetos estratégicos das Forças Armadas, entre eles o projeto KC-390, a maior aeronave já fabricada no país, e a aquisição dos caças suecos Gripen NG.

"A indústria de defesa é muito importante. Estamos em fase de negociação com alguns países, entre eles, Portugal que está prestes a adquirir de 5 a 6 aeronaves KC-390. Isso é o resultado de muito trabalho e esforço que a base industrial de defesa tem feito para que os outros países possam conhecer e adquirir projetos de grande porte". Destacou Raul Jungmann.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, enfatizou que as parcerias público-privada são essenciais para a criação e inovação de novos projetos. " É muito importante fomentar a indústria de defesa e a Fiesp cumpre seu papel como aliada das Forças Armadas criando oportunidades para o fortalecimento e desenvolvimento dos projetos que estão em andamento e os que estão por vir".

Após a homenagem as autoridades participaram do tradicional jantar oferecido pela Fiesp.