05 de Agosto, 2011 - 18:40 ( Brasília )

Defesa

Amorim vai se reunir com os Comandantes já no Sábado

Celso Amorim enfrenta resistência nas Forças Armadas por seu trabalho no Itamaraty

Do R7, com Saimon Cavalcante, da TV Correio, afiliada da Record em João Pessoa

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira (5), que pretende se reunir, já neste sábado (6), com os comandantes das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica –, em Brasília, para discutir os rumos da pasta. Ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, Amorim substitui Nelson Jobim no comando do ministério, mas enfrenta resistência por parte dos militares que o veem como “a pior surpresa” para o cargo.

Em rápido pronunciamento durante um evento na Universidade Estadual da Paraíba, em João Pessoa, Amorim agradeceu ao convite da presidente Dilma Rousseff, e elogiou o trabalho do antecessor no ministério.

- Primeiramente, gostaria de gradecer a confiança da presidente Dilma Rousseff. [...] Tenho muito apreço pelos trabalhos dos meus antecessores, inclusive aos do ministro Jobim. [...] Pretendo continuar correspondendo aos interesses da nação.

Amorim disse ainda que pretende conversar pessoalmente com a presidente Dilma nos próximos dias, mas evitou fazer avaliações sobre o ministério da Defesa. Segundo ele, um novo pronunciamento com “detalhes” sobre o seu trabalho à frente da pasta deve ser feito somente após a posse, o que ainda não tem data para ocorrer.

Troca de comando

Jobim pediu demissão da Defesa nesta quinta-feira (4), após ter feito críticas às ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) em entrevista à revista Piauí deste mês – e depois de uma série de outras declarações polêmicas. A entrevista irritou o Palácio do Planalto, que pressionou para que deixasse o cargo.

Dilma convidou, então, o ex-ministro de Relações Exteriores Celso Amorim, que enfrenta resistências porque, durante sua atuação no Itamaraty, tomou posições contrárias às das Forças Armadas. 

O ex-chanceler, por exemplo, priorizou a relação com Fidel Castro, de Cuba, e Hugo Chávez, da Venezuela, além de se aproximar de Mahmmoud Ahmadinejad, do Irã, regime conhecido por seu autoritarismo. A avaliação é que, ao conduzir dessa maneira a política externa brasileira, Amorim