08 de Setembro, 2015 - 14:35 ( Brasília )

Defesa

“Defesa é fundamental para a democracia”, afirma ministro de Defesa

Em entrevista, Jaques Wagner enfatizou o compromisso do governo de aperfeiçoar o sistema de brasileiro de defesa

O Ministério da Defesa tem um papel fundamental na consolidação da democracia brasileira já que coloca sob a responsabilidade civil a coordenação das Forças Armadas. A afirmação é do ministro da Defesa, Jaques Wagner – em entrevista ao NBR Entrevista da TV NBR.

Segundo ele, a própria criação do Ministério da Defesa faz parte desse processo de fortalecimento democrático e de respeito às regras constitucionais. “É como tem que ser na democracia”, afirmou.

Além disso, o ministro enfatizou o compromisso do governo federal de aperfeiçoamento do sistema de brasileiro de defesa em uma estrutura cada vez mais profissional e bem equipada, capaz de garantir a soberania do País e de proteger o nosso povo, dentro da tradição brasileira de País democrático e pacífico.

“O Brasil consolida, ao longo de sua história, a tradição de País democrático e pacífico. Um País que é o mais igualitário, livre e soberano de toda a sua história, apesar dos grandes desafios a serem ainda enfrentados. São 30 anos de democracia ininterrupta e de respeito à Constituição. Para isso, precisamos de Forças Armadas profissionalizadas, bem equipadas, para proteger o nosso País e nossa gente”, disse.

Projetos estratégicos

Por essa razão, o ministro Wagner destacou a decisão política do governo brasileiro que, nos últimos dez anos, se comprometeu com a reestruturação das Forças Armadas brasileiras, por meio de fortes investimentos em projetos considerados estratégicos para o País.

Nesse sentido, ele citou iniciativas como a da aquisição, pelo governo brasileiro, de 36 caças suecos Gripen para substituir os atuais caças da Força Aérea Brasileira (FAB) – por um período de 30 anos – e o desenvolvimento pela Marinha do Brasil do primeiro submarino de propulsão nuclear do Hemisfério Sul. Atualmente, só os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, Inglaterra, França e China – possuem essa tecnologia.

Para o ministro Jaques Wagner, esses projetos fazem parte de uma nova visão do governo brasileiro que vê na indústria da Defesa não só uma propulsora da geração de empregos no País, mas um estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Segundo ele, a decisão do governo do Brasil pelas parcerias com os governos francês, para o desenvolvimento do submarino nuclear, e da Suécia, no caso da aquisição dos caças Gripen, levou em conta, sobretudo, a garantia de transferência de tecnologia.

"O Brasil não quer ser só um comprador de produtos militares, ele quer ser também produtor. Com isso, a própria indústria de defesa ganha um novo contorno e se desenvolve mais,” ressalta.

No último mês de agosto, os governos brasileiro e sueco assinaram o contrato de financiamento – a juros reduzidos – que permitirá a aquisição e o desenvolvimento dos caças Gripen no Brasil, a etapa final para o início da fabricação dos novos aviões.

O próximo passo é o envio, até o final de 2015, de 250 cientistas e engenheiros brasileiros para a Suécia para treinamento e conhecimento da tecnologia de fabricação. De acordo com o Ministério da Defesa, a previsão é que a primeira aeronave seja entregue em 2019 e a 36º em 2024, sendo as quinze últimas produzidas inteiramente no Brasil, por meio de parceria com a Embraer. Segundo o ministro Wagner, a absorção dessa tecnologia será estratégica para a empresa brasileira, que já exporta aviões e produtos aeroespaciais para o mundo todo.

Posição semelhante a que representa para o Brasil o programa de desenvolvimento de submarinos que prevê, além da construção de um submarino de propulsão nuclear, de quatro convencionais. Esses últimos – já em construção em parceria por mão de obra francesa e brasileira – têm previsão de entrega entre 2018 e 2022. Já o de propulsão nuclear deve começar a ser produzido a partir de 2017, segundo informações da Marinha brasileira.

Nesse sentido, o ministro da Defesa enfatiza que possuir equipamentos com esse nível de avanço tecnológico é fundamental para um País que possui mais de 8 mil km de costa litorânea e que precisa zelar pela sua soberania.

“Hoje vale mais a pena você ter um grande equipamento do que um contingente muito grande. Um equipamento moderno, que tem uma capacidade de dissuasão, já que a nossa ideia não é guerrear, sempre é se defender e se proteger, garantindo sempre a nossa soberania e podendo, inclusive, contribuir com outros povos”, acrescentou.
 

“Desfile cívico deve aflorar orgulho de ser brasileiro”

Uma grande celebração cívica tomou conta da Esplanada dos Ministérios, nesta segunda-feira (7), em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. Mais de três mil militares participaram do evento.

“Nosso desfile do 7 de Setembro não pode passar em branco: é a nossa pátria, é o nosso país que comemora a sua Independência”, assegura o coronel João Marcos Machado, da subchefia de operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Ele faz parte da organização do desfile, que a cada ano traz uma novidade para surpreender o público.

Militares e forças auxiliares, escolas, viaturas, motos e a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça participaram da comemoração. Entre as atrações, o coronel Machado destaca o grupamento conjunto das Forças: Marinha, Exército e Aeronáutica. “Vai ser bonito ver as três Forças no mesmo grupamento, desfilando, representando a integração e a operação conjunta que realizamos em prol da defesa do nosso País”, salienta o coronel.

Durante o desfile, foi prestada homenagem aos 70 anos da Força Expedicionária Brasileira, que foi criada durante a Segunda Guerra Mundial. “Com muita emoção nós vamos mostrar os nossos combatentes, nossos heróis, que tanto lutaram pelo país e pela liberdade mundial”, afirma.

Mas ele destaca que o caráter cívico é o grande destaque da apresentação. “Termos hoje um desfile cívico representa o amadurecimento da população brasileira. A nossa ordem, o nosso progresso, não cabem apenas ao militar, cabe à Nação brasileira. O desfile, hoje, não é mais cívico-militar, ele é cívico. E é esse espírito que deve aflorar em cada brasileiro: de se orgulhar em ser brasileiro”, garante.
 

Desfile celebra 193 anos de Independência do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff participou na manhã desta segunda-feira do desfile cívico-militar de 7 de Setembro. Na comemoração dos 193 anos da Proclamação da Independência, estiveram presentes autoridades civis e representantes das Forças Armadas.

Com 3 mil civis e militares, o desfile teve a participação de atletas, estudantes, bandas marciais, veteranos de guerra, tropas motorizadas, cavalaria de guardas, integrantes das Forças Armadas Brasileiras, policiais militares, bombeiros, entre outros.

A presidenta Dilma Rousseff autorizou o início do desfile por volta das 9h na Esplanada dos Ministérios. Ela chegou ao palanque de autoridades no Rolls Royce presidencial aberto, acenando para o público. Dilma foi recebida pelo vice-presidente da República, Michel Temer, pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, e pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Logo após a chegada da presidenta, começaram os ritos oficiais, com a fanfarra dos dragões da independência tocando o Hino Nacional acompanhada do coral dos alunos do Colégio Militar de Brasilia. Este ano, os atletas paralímpicos foram os responsáveis por levar o fogo simbólico.

Os militares desfilaram, então, sob o som das bandas do Batalhão de Polícia do Exército e do Batalhão da Guarda Presidencial. Durante o desfile, o Exército fez uma homenagem aos 70 anos da Força Expedicionária Brasileira com comboio de 26 viaturas históricas utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial, algumas delas vieram de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte.

Um dos momentos mais aguardados do desfile foi a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, que voltou à parada após dois anos sem participar. Os pilotos estavam em treinamento para operar as novas aeronaves: os A-29 Super Tucano, que foram as estrelas da apresentação.

Antes do início, os aviões escreveram a frase "Somos todos Brasil" no céu da Esplanada dos Ministérios. Em seguida, as aeronaves começaram a apresentação.

Foram aproximadamente 30 minutos de mais ou menos 50 acrobacias. Sete pilotos encantaram o público com manobras. Todo o desfile durou cerca de 1h40 e transcorreu com tranquilidade.