30 de Outubro, 2014 - 14:30 ( Brasília )

Defesa

Aeronáutica participa de mais um estágio de preparação para missão de paz

Curso teve aulas práticas com simulação de situações que podem ser enfrentadas em campo

CCOPAB


Com participação de 33 militares, foi encerrado na sexta-feira (17/10), o segundo Estágio de Preparação para Missões de Paz (EPMP) de 2014. O curso, organizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz no Brasil (CCOPAB), teve duração de quatro semanas, com aulas teóricas e práticas, onde os participantes simularam diversas situações que podem ser enfrentadas em campo.

O EPMP começou em setembro e contou com a presença de 19 militares do Exército, quatro da Marinha, dois da Aeronáutica, além de oito policiais militares de vários estados.

O estágio tem o objetivo de preparar militares para funções de Observadores Militares, Oficiais de Estado-Maior e Policiais das Nações Unidas. Na opinião da Tenente-Coronel Cynthiane Maria da Silva Santos, da Polícia Militar do Distrito Federal e que já participou de uma missão de paz no Timor-Leste no ano de 2003, a existência deste estágio é importante para o bom cumprimento da missão.

“Quando eu participei da missão no Timor-Leste, não havia nenhum tipo de preparação. Só tinha conhecimento daquilo que os companheiros que tinham ido anteriormente me passavam e, ao chegar lá, participei de uma ambientação de uma semana. Certamente, quem é designado para uma missão e participa deste estágio, estará muito melhor preparado”, acrescenta.

Para o Major Luiz Cláudio Talavera de Azeredo, do Exército Brasileiro, e designado para uma função de Estado-Maior na Força Interina de Segurança da ONU para Abyei (área em litígio entre o Sudão e o Sudão do Sul); o estágio oferecido no CCOPAB está em um patamar elevado. “Participei, recentemente, de um curso para oficiais de Estado-Maior da ONU, realizado na Colômbia e ministrado pelo Centro de Operações de Paz do Canadá e posso afirmar que o EPMP é um curso mais completo, por ser realizado em conjunto com observadores militares, o que nos dá uma maior visão sobre a missão como um todo”, afirma.