09 de Maio, 2013 - 10:28 ( Brasília )

Defesa

“Um país pacífico não pode ser confundido com um país indefeso”, diz ministro Amorim no Dia da Vitória


O ministro da Defesa, Celso Amorim, na Ordem do Dia em comemoração ao Dia da Vitória, afirmou que “um país pacífico não pode ser confundido com um país indefeso”. Segundo Amorim, “compreendemos com clareza, ao assistirmos a cerimônia deste Oito de Maio, o quanto é importante que nós brasileiros cuidemos de nossa segurança”.

“No mundo cheio de incertezas em que vivemos, é cada vez mais verdadeiro o axioma de que a defesa não é delegável”, disse.

E prosseguiu: “Apenas com adequadas capacidades dissuasórias evitaremos ameaças à soberania nacional e preservaremos as instituições que nos são caras, a começar pela democracia e pelo Estado de Direito”.

Para o ministro, “só assim estaremos também aptos a zelar pelos vastos recursos naturais de que dispomos”. A cerimônia em comemoração ao Dia da Vitória aconteceu no Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, na capital fluminense. Na oportunidade, foram entregues medalhas alusivas à data a cerca de 350 entidades e cidadãos militares e civis.

“Congratulo a todos os agraciados com a Medalha da Vitória: de diferentes maneiras, a ação das senhoras e dos senhores tornou realidade nosso compromisso com um país seguro e com um mundo mais pacífico”, concluiu a Ordem do Dia.

Dia da Vitória

As palavras do ministro Celso Amorim foram ditas durante solenidade que teve o objetivo de celebrar a vitória das forças aliadas na Itália durante a II Guerra Mundial e condecorar personalidades civis e militares.

O evento teve início com Amorim passando em revista às tropas perfiladas no pátio central do monumento. Em seguida, o ministro e demais autoridades se deslocaram ao palanque onde foi autorizado o começo da festividade. Após execução do Hino Nacional e da leitura da Ordem do Dia, a Bandeira do Brasil conduzida por um militar foi posicionada no dispositivo e, em seguida, adentrou os estandartes das instituições que foram homenageadas com a Medalha da Vitória.

O ministro entregou as insígnias às seguintes entidades: Comando do 1º Distrito Naval; 11º Batalhão de Infantaria de Montanha; Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, os militares e civis, inclusive um contingente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) receberam suas respectivas condecorações.

Em seguida, Celso Amorim, na companhia dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, depositaram coroa de flores no mausoléu do soldado desconhecido. Depois, houve desfile das tropas militares. A cerimônia foi encerrada com desfiles de carros militares antigos e sobrevoo de caças F5.

OMC e grandes eventos

Após o evento, Amorim conversou com jornalistas. Ele disse que estava feliz pelo fato de comemorar a vitória do diplomata Roberto Azevêdo para o cargo de diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que por coincidência ocorria na data em que se comemorava a vitória das forças amigas em campos na Itália. Amorim, que teve empenho na eleição de Azevêdo, parabenizou a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pelo resultado na disputa do organismo internacional.

“Bom para nós comemorarmos o Dia da Vitória com mais uma vitória do Brasil'. Essa não foi numa guerra, mas foi numa batalha diplomática”, analisou o ministro.

Amorim disse que a disputa pelo cargo da OMC não é uma tarefa fácil. Ele lembrou que chegou a ocupar o posto de embaixador do Brasil no antigo GATT e que por diversas oportunidades o Brasil tentou emplacar representante no comando da entidade, mas não obteve sucesso.

O ministro acredita que com a escolha de Azevêdo, “os países quiseram dizer que a OMC é uma organização para o livre comércio, mas também uma organização para o desenvolvimento e por uma visão mais justa do comércio internacional”.

Bastante próximo de Roberto Azevêdo, Amorim afirmou que o diplomata “terá que ser um diretor-geral imparcial”. “E será porque eu o conheço muito bem. É um homem de extraordinária qualidade, de grande competência e de grande equilíbrio”, contou.

“Está no DNA dele o sentido de justiça no comércio internacional. Do tratamento para os países em desenvolvimento. Ele, que participou de tantas outras batalhas, sabe que isso é importante”, disse.

Na conversa, o ministro também explicou aos jornalistas que o plano de segurança a ser colocado em prática para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que culminará com a visita do Papa Francisco, foi bem elaborado. Na avaliação de Amorim, existem mecanismos capazes de permitir que os dois eventos se realizem de forma tranquila.