COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Defesa

17 de Junho, 2012 - 07:12 ( Brasília )

Ministro da Defesa conhece equipamentos de defesa cibernética da Rio+20


O ministro da Defesa, Celso Amorim, conheceu nesta quinta-feira os equipamentos de defesa cibernética que estão sendo utilizados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A primeira etapa da visita do ministro deu-se no Setor Militar Urbano (SMU), no Quartel General (QG) do Exército. Lá, Amorim recebeu detalhes do Projeto Estratégico de Defesa Cibernética apresentado pelo general José Carlos dos Santos.

O setor cibernético é um dos três eixos estruturantes da Estratégia Nacional de Defesa e deverá receber, num período de quatro anos, investimentos de R$ 400 milhões. Segundo o general José Carlos, equipes do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) estão atuando no Riocentro para permitir a segurança das redes de informática da Rio+20, de forma a evitar ataques de hackers.

Dos recursos previstos para o CDCiber, 27,9% serão destinados à capacitação dos profissionais e 41,33% ao planejamento de segurança. Somente em 2012 estão previstos R$ 83,6 milhões. Para o próximo ano, devem ser investidos R$ 110 milhões. Cerca de R$ 100 milhões deverão ser investido em 2014, e mais R$ 81,7 milhões em 2015.

“Fiquei bem impressionado com todos os centros que visitei. Tanto o de defesa cibernética, quanto o centro integrado de telemática e o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército [CCOMGEx]. O Brasil está se capacitando. O Exército brasileiro está se capacitando para enfrentar as ameaças do mundo moderno da guerra eletrônica, em geral, e da defesa cibernética, em particular”, avaliou o ministro.

Segundo Amorim, parte dessa estratégia será utilizada na Rio+20. Daí a importância, destacou, de se preocupar com que o país adquira conhecimento e, dessa forma, possa desenvolver instrumentos que assegurem a autonomia brasileira nesse setor.

O ministro também visitou a Escola de Comunicações que foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília, no início do ano passado.  Na escola, Amorim conheceu equipamentos de comunicação que são utilizados pelo Exército. Celso Amorim concluiu a série de atividades no Centro de Imagens e Informações Geográficas (CIGEx).